Wimbledon Forever

Marcela Lupoli, a Magra fã do Federer

Sempre quando eu queria conversar sobre futebol na faculdade, não faltava gente disposta para gastar saliva. Mas, se o assunto fosse tênis, eu contava somente com Marcela Lupoli. Hoje em dia, a situação é diferente, mas a “Magra” foi fundamental para que eu não desistisse de encarar esse esporte como um possível caminho na minha carreira (imaginária, até então).

Além de ser uma amante de tênis, a Magra é a tiete MÓR de Roger Federer. É a minha fonte para as frases dos Federetes, fica triste quando ele perde, mas nunca deixa de confiar no suíço. Ai de quem ouse criticá-lo na frente dela! Ouvirá todas as razões porque Roger é o melhor de todos os tempos e só pode ser vencido quando está num dia ruim. Mas não confunda com as fanáticas dessas bandinhas de rock. A Magra defende o que pensa com muita classe.

Por ser uma das minhas melhores amigas, foi a mim que ela recorreu durante a final de Wimbledon no ano passado, entre Federer e Andy Roddick. Ela estava em Guará, cidade onde foi criada, e a energia caiu no quinto set. Para quem não se lembra, Federer venceu aquela partida no set final por 16×14 (algo absurdamente longo até Isner x Mahut – mas isso é assunto para mais tarde). Narrei como pude os lances finais do hexacampeonato de Federer pelo celular.

A Magra está na Inglaterra nessas férias. Uma visita ao All England Club certamente estava nos planos. Com a ajuda de sua irmã, Bruna, ela conseguiu comprar o ingresso para a quadra central na quarta-feira. 6h da matina, ela saiu de casa com destino ao clube. Algumas fotos:

“Já que nem tudo são rosas… comprei ingresso para a Centre Court. Mas, pela primeira vez desde 2007, colocaram o Federer para jogar na Court 1! Muito azar! Mais pessoas estavam na minha situação e falaram para a gente tentar trocar! Tentei e ouvi milhares sonoros NÃO! Fui assistir ao jogo do Roddick. O saque dele pessoalmente é um milhão de vezes mais impressionante! Parece ser possível matar alguém! Tentava tirar foto, mas ele tem tique e passa o tempo todo andando para frente e para trás! A torcida ama o Roddick, que é muito simpático com eles”.

No intervalo entre jogos, a Magra foi dar um xaveco brasileiro básico na segurança da quadra 1. Até parece que os brits dão um jeitinho, né… Escuta essa:

– O jogo do Federer é o próximo, né?

– Sim, vai começar em poucos minutos.

– Eu estou tão triste, pq comprei ingressos para a Centre e ele vai jogar aqui. Sou do Brasil e provavelmente nunca terei outra chance.

– Ahh… Q triste. Fique aqui do meu lado, se eu achar algum lugar vago eu te coloco lá dentro.

– THANK YOUUU! =D

E ela, não só me colocou dentro, como colocou no MELHOR LUGAR da platéia!

A Magra também passou no Wimbledon Forever, ou Isner x Mahut, ou jogo-que-nunca-acaba, como você ouvir falar. Os recordes quebrados nessa partida (mais de 11 horas, 113 aces por jogador, 70×68 no quinto set) provavelmente durarão por décadas. Por quê?

Somente em três Grand Slams há quinto set longo. O que foge a essa regra é o US Open. Fora dos 4 torneios mais importantes, nem é melhor de cinco, mas sim de três. Foi lindo ver o esforço dos dois, mas acho que essa regra deve ser banida.

É desumano, primeiramente. Não decide quem é o melhor, porque chega uma hora que não há quebras, devido ao cansaço e dificuldade de devolver o serviço. Atrapalha a programação toda do torneio, atrasando horrores. E, o melhor argumento de todos: TIEBREAK É O MÁXIMO!

Isner venceu e perdeu de lavada no dia seguinte. Pode parecer que tudo que ele fez foi em vão. Mas é claro que não. Seu feito, e o de Mahut também, foi semelhante ao de um finalista. O legal do esporte é que ele premia não somente a vitória, mas também o sacrifício. Ambos se sacrificaram, resta saber se podem virar campeões. E para fazer uma aposta, eu sou mais o Isner.

Da série “coisas que eu nunca achei que veria”: Isner nos Trending Topics de SP.

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1 comentário

Arquivado em Grand Slam

Uma resposta para “Wimbledon Forever

  1. Lê Scalia

    Meu, ri litros da sua descrição da Marcela. TIETE mór, hahaha. Mto legal o post, she… adorei :] (talvez pq dessa vez eu soubesse do que estávamos falando, já que eu inventei de ver o final do tal jogo que não acabava nunca e passei mais de 3hs assistindo… pelo menos o streaming tva maraaa e eu não precisei de narração, pq aquela língua.. Jesus!).
    E eis que, agora, eu tenho um tenista favorito. O bonitinho – aka Isner. Tomara q ele não suma no mundo pra que eu possa continuar torcendo pra ele.
    Beijos, querida ;]
    (essa Má é mto sortuda msm! e cheia dos migué.. #adoro. Jeitinho é o que há de bom na vida)

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