Carol, Carol, Carol…

Primeiramente, peço desculpas pela longa ausência. Após o US Open, fiz o Federer e dei um perdido. Não deixamos de acompanhar muita coisa. Estamos na temporada asiática, com jogos de madrugada e diversos anúncios de jogadores falando que só voltam em 2011. A única coisa relevante que aconteceu é o tema do post de hoje…


Caroline Wozniacki é a 20ª mulher a ser número 1 do mundo. A glória do tênis? Quando se fala de WTA, tudo é mais complexo do que parece. A líder do ranking sempre é mais alvo de críticas do que de elogios. Até a presidência da entidade tem que defender o momento atual das mulheres no esporte, diante de tantos fãs órfãos de Steffi Graf e Martina Hingis, para ficar em nomes mais recentes.

A questão é que Hingis não se tornou tudo o que poderia e surgiram as irmãs Williams. Definitivamente, Serena e Venus levaram o jogo feminino a um patamar nunca antes atingido, combinando boa técnica com uma força física inatingível. Todas as meninas que já estavam no final de sua formação e entrando no profissional tiveram que reformular sua forma de jogar, pois era preciso bater tão forte como elas, sacar mais rápido e ter um comportamento em quadra agressivo.

Muitos anos depois, elas continuam vencendo porque, simplesmente, as outras não conseguem acompanhar seu ritmo. Até quando Wozniacki segurará sua posição? Por mais que eu simpatize e torça pela dinamarquesa, se eu tivesse que apostar, diria que Serena voltará ao topo simplesmente quando quiser.

Wozniacki não é (ainda) uma jogadora que vamos enaltecer no futuro como uma das grandes de sua geração. No entanto, dá orgulho ver uma Serena Williams como líder, disputando poucos torneios e negligenciando totalmente a turnê (independentemente de sua lesão, é uma postura que ela tem há muito tempo)? Não é triste ver essa displicência das Williams triunfar?

Vários nomes tentaram quebrar a dinastia Williams e algumas conseguiram a liderança do ranking. Maria Sharapova e Ana Ivanovic têm seus Grand Slams, mas pecaram pelo deslumbramento com a fama. Quando perceberam que suas carreiras estavam em risco, já era tarde demais. Hoje, parecem maratonistas tentando alcançar o primeiro pelotão. As belgas Henin e Clijsters tiveram enorme êxito, mas cansaram de tudo muito cedo. Hoje, têm outras prioridades.

Nomes como Elena Dementieva, Jelena Jankovic, Dinara Safina e Vera Zvonareva, sempre estão por ali, mas são jogadoras “quase”, faltam muitos recursos (e cabeça) no seu tênis. Wozniacki tem cabeça, mas, em termos de resultados, está ainda neste parágrafo. No entanto, tem a chance de chegar ao patamar de Sharapova e Ivanovic.

Um fator ajuda muito Wozniacki. A dinamarquesa tem total dedicação ao tênis. Sua vitória sobre Ivanovic em Pequim, após ter machucado o joelho, é um exemplo de que ela tem muito mais força do que demonstra seu rostinho de caloura da universidade. Se Wozniacki conseguir fazer da posição de número 1 um orgulho novamente, e não um fardo nas costas, estará fazendo um grande favor ao desacreditado tênis feminino.

Semana que vem: Masters 1000 de Xangai. Assim como eu, Roger Federer volta à ativa.


 

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1 comentário

Arquivado em Torneios WTA

Uma resposta para “Carol, Carol, Carol…

  1. Lê Scalia

    Eu sou mais leiga em tênis feminino que em tênis masculino. Ou seja, muito #fail. Mas eu acho engraçado, pq volta e meia eu leio sobre “zebras” na versão feminina.. que nem a Kimico lá (era isso msm?! Hahaha).
    Mas ainda bem que c tá aí pra esclarecer pra gente, She. 😛
    Eu só acho que as irmãs Venus/Serena têm jeitinho de loucas e péssimo gosto pra roupas.

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