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You Know I’m No Good

*o título é o mesmo de uma música da Amy.

Eu também sinto saudade de Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer e Andy Murray (ok, só eu sinto do Murray). Mas, como diz o Dicesar do BBB10 ditado, É O QUE TEM PRA HOJE. Meu assunto são os dois vice-campeões dos torneios da semana: John Isner e Nicolas Almagro.

Good boy

Eye candy...

O que vem à mente quando falam de Isner? O moço muito grande que demorou 11 horas para ganhar do ruim do Mahut vencer o jogo mais longo da história. 2,05 metros, pele muito branca, carinha de universitário virgem (lembram que ele integrou a minha boy band?) e inúmeros foras de WTA stars no Twitter and counting…

Desde o episódio Mahut, o Isner entrou numa espécie de crise. Do momento deslumbrado fui-no-David-Letterman aos resultados decepcionantes, ele saiu do top 20, 30, 40… o fundo do poço foi quando passou a vergonha alheia do século ao perder para o Paul Capdeville na Copa Davis no quinto set.

O destino então resolveu dar mais uma “ajuda” e colocou o Rafa Nadal na estreia do cidadão em Roland Garros. Daí.. OH WAIT, ele se tornou o único ser humano além de Robin Soderling a ganhar dois sets do espanhol no Grand Slam francês. Porém, em termos de resultados, era apenas mais uma derrota em estreia.

Não satisfeito, o destino disse “vou sacanear ainda mais o grandão”: Nicolas Mahut na primeira rodada de Wimbledon DE NOVO. E lá veio toda a imprensa atrás do garoto para falar daquele dia e ele SUPER disposto. #NOT Olhe só para o Isner nesse vídeo:

Na verdade, aquilo era exatamente que o nosso bebezão precisava: vencer o Mahut como deveria ter feito em 2010, deixar claro que ele estava um nível acima, que merecia pelo menos estar entre os 30 primeiros do mundo. Sem a pressão da Copa Davis, Isner foi a Newport como cabeça 1 e ganhou o título.

Em seguida, nesta semana, foi vice em Atlanta, mas decepcionou. Isner teve dois match-points no segundo set, perdeu a parcial e desapareceu de quadra no terceiro. No fim das contas, ele ainda é o mesmo. Um sacador, um “chocker”, um nerd, um top 30 de novo em breve.

Bad boy

Cuidado, alemães! Ele cospe!

Ah, Almagro. Uma alma controversa. O espanhol que nunca joga pela Davis, o cara que sai na mão com torcedores na Costa do Sauípe, que cospe em direção à torcida de Hamburgo (o Mayer que disse), o tenista que faz questão de encarar o adversário em absolutamente todos os pontos e fazer aquela cara de #chupa quando quebra um saque.

Mas, ao mesmo tempo, um cara que tratou bem os jornalistas brasileiros na Bahia, que fez high-five com o Simon depois do francês vencê-lo na final… Hum… (Sheila tentando lembrar coisas boas do Almagro). Bom, é isso.

Vou confessar a vocês, eu curto o jogo dele. Sério. É o mais interessante entre os espanhóis depois do Nadal. Ele tem um forehand super potente, um backhand de uma mão que quebra as pernas, drop-shots muito bem executados. Tem sim. É só ver um jogo dele sem a cabeça já feita. Então, vamos lá. (RESPIRA, UM, DOIS, TRÊS, QUATRO) Almagro merece estar no top 10. (WOW, FOI LIBERTADOR). Por só um tempinho. Depois Del Potro e Tsonga podem tirá-lo.

Diante das pipocadas e medo da rede do Fernando Verdasco, da dependência enorme do saque do Feliciano López, da falta de versatilidade do David Ferrer, eu prefiro ver o Almagro jogar. Mas é verdade que ele fica pianinho perto dos melhores… não manda nem um “vamos”.

Sheila, você dedicou muito mais espaço pro Isner! Claro, né, foi só uma desculpa para postar aquela foto de close dele. Tolinhos.

Vocês concordam que o Almagro merece o top 10? Detonem aí.

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Quem vai brilhar muito na quadra dura?

Ah, a pergunta de 1 milhão de reais (na verdade, US$ 1,8 milhão, o prêmio dos vencedores do US Open). Como bem disse o Chefe, a maioria dos top 10 (do top 20, na verdade) tem na quadra dura seu piso favorito. Mas discordo da consequência que isso traz. Ao invés de ficar imprevisível, o circuito será mais manjado do que no primeiro semestre.

Por quê? No saibro, por exemplo, você pode imaginar um Richard Gasquet batendo o Federer, um Nicolas Almagro vencendo o Andy Murray. Na verdade, nós vimos o Thomaz Bellucci ganhar do britânico! Na quadra dura, seria muito mais difícil para o brasileiro fazer o mesmo (não me venham com Alex Bogomolov/Donald Young, aquilo foi uma aberração).

Agora, no piso onde Novak Djokovic, Roger Federer e Andy Murray jogam de olhos fechados, qual é a chance deles perderem antes das semifinais dos Masters e do US Open? Muito pequena. Até mesmo o Rafael Nadal, que chegou a Nova York desacreditado no ano passado e… bem, vocês lembram.

Porém, seria um exagero cravar que eles farão as semis em todos os três torneios. Alguém deve aparecer por aí e dar uma tsongada. Podemos pensar no Robin Soderling, que decepcionou nos grandes torneios até agora em 2011, muito por causa de lesões, mas parece estar trabalhando para ter destaque novamente.

Juan Martin Del Potro voltará ao top 10 ainda neste ano? Tudo indica que sim. As campanhas do argentino em torneios de quadra dura americanos em fevereiro/março foram impecáveis e ele ainda estava sentindo dores. Sem nada a defender, é quase certo que Delpo voltará ao lugar a que pertence. Top 5? Talvez só no finalzinho do ano, quando Soderling pode perder os pontos do Masters de Paris.

Quem sabe David Ferrer? Sim, um espanhol. Não estou nem falando do que ele fez nos EUA pela Copa Davis, mas por seu título em Auckland e semifinal no Aberto da Austrália. Andy Roddick sabe que essa é uma das suas últimas chances de ser relevante num Slam, mas coloco minhas fichas estadunidenses (argh, odeio essa palavra) no Mardy Fish.

Realmente espero que o Tsonga mantenha os bons resultados e ocupe o lugar do Monfils no top 10. Ele é muito mais jogador que seu compatriota magrelo e é mais espontâneo do que aparecido em suas fanfarronices durante o jogo. Outros nomes que seriam bem-vindos às rodadas finais seriam Fernando Verdasco e Mikhail Youzhny, dois excelentes tenistas que não fizeram nada relevante nesta temporada e foram muito bem no US Open de 2010.

E o Bellucci, vai brilhar muito? De Los Angeles até a Copa Davis na Rússia, teremos a resposta.

Who run the world? Girls. – Se na ATP a preferência pela quadra dura é enorme, na WTA é quase total. Penso apenas em Francesca Schiavone lamentando o fim dos torneios de saibro (quem souber de outra, avise). E mais uma chance para Caroline no palco onde ela fez sua única final de Slam. Bom, inspiração para vencer um US Open parece que ela já esta adquirindo. Heh.

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Dicionário Tenístico

Você sempre boia quando eu falo verbos adaptados de nomes de tenistas?

Seus problemas acabaram!!! Eu e o Mario Sérgio montamos o Dicionário Tenístico!

Confiram e façam suas contruibuições!

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Dia dos Namorados: as primeiras-damas do tênis

Você aí, solteiro, chorando as pitangas porque não tem o que comemorar hoje, pare com isso e venha julgar a namorada alheia. Quem acompanha tênis sabe muito bem quem são as moças que apresentarei aqui, mas fanfarronice nunca é demais. Claro que a vida pessoal dos tenistas não é um assunto sério para ser abordado em entrevistas ou sites sérios (como o que eu trabalho). Por isso, deixo essas coisinhas para o meu blog! Hehehe

Vamos às moçoilas (antes que reclamem, o critério da ordem é o ranking):

Maria Francisca (Xisca) Perello – a mina do Nadal

O tio Toni até escondeu por alguns anos a moça, mas chegou uma hora que não deu mais para disfarçar, já que os tabloides começaram a fotografá-los. Xisca e Rafa namoram há seis anos e se conheceram na escola, já que ela é de Mallorca como ele. Extremamente reservada, a jovem não costuma viajar muito com o namorado, já que trabalha na Espanha, e nunca disse nada sobre o clipe do amado com a Shakira. Nadal também não gosta de falar sobre ela em entrevistas.

Jelena Ristic – a mina do Djoker

Que tal o próprio rapaz apresentá-la? “Ela é muito ambiciosa, tem seus próprios objetivos. Tem diploma em Economia em uma universidade privada de Milão e atualmente está estudando em Mônaco (onde moram). Ela tem me apoiado muito, tem sido a força de energia, de amor. É alguém que me faz seguir em frente”. São cinco anos juntos, que sobreviveram aos rumores (bizarros) que o Djoko estava pegando a Sharapova há um bom tempo.

Mirka Federer – a mina (já casada) do Federer

Mirka, sempre ela no box do maridão, com seu indefectível iPhone. Quem vê a mãe das gêmeas Myla e Charlene Federer (de quase 2 anos) talvez não imagine que, em 2000, ela e Roger se conheceram jogando nas Olimpíadas de Sydney. Com uma aposentadoria precoce, Mirka começou a se dedicar totalmente à carreira do marido e à criação dessas duas coisas fofas.

Essa foto é de setembro... hoje estão ainda mais federizadas

Com a palavra, o homem: “Eu ganhei Wimbledon em 2003 e foi quando ela não sabia o que fazer com sua carreira. Então começou a me ajudar com hotéis e passagens, porque eu não tinha empresários na época. Ela lidou com a imprensa, me protegeu de muitas coisas. Ela me ajudou como pessoa, eu me desenvolvi mais rápido com ela. Graças a Mirka, estive calmo nos momentos importantes da minha carreira. Sempre esteve lá, sempre apoiando. Devo muito a ela”.

Kim Sears – a mina do Murray

Filha de um treinador de tênis, Kim namora com Murray desde 2005. Há dois anos, eles terminaram, segundo rumores (leia-se fanfarronice do “The Sun”), porque ele era viciado em Playstation. No ano seguinte, voltaram e moram juntos em Londres, mais precisamente em Surrey (sim, o bairro dos tios do Harry Potter).

“Eu funciono melhor num relacionamento. No fim do dia, especialmente se perdi um jogo, não gosto de falar de tênis, então é legal ter alguém para falar sobre outras coisas. Quando fiquei mais velho e passei pelo divórcio dos meus pais, foi importante investir bastante num relacionamento bem-sucedido”.

Jenni Mostrom – a mina do Soderling

É sueca, tem um blog no qual fala sobre várias coisas sem muito sentido (e não atualiza há um bom tempo). Gostava de postar fotos dos dois.

Tem 28 anos e disse sim ao pedido de casamento de Soderling há três anos. Para de enrolar a moça, Robin!

 

Brooklyn Decker – a mina (casada) do Roddick

Lá vem os marmanjos fãs de Baywatch babar na mulher. Okay, ela é linda, eu reconheço. Broklyn é modelo-atriz-e-ex-BBB (OH WAIT!) e está casada com o sacador norte-americano.

Ficou famosa por suas fotos sensuais para a Sports Illustrated, fez pontas em séries de TV e está tentando carreira no cinema.

Tentei achar fotos dela com pelo menos três peças de roupa (foi IMENSAMENTE difícil), mas consegui, afinal, é bom às vezes lembrar as pessoas de que o rosto dela também é bonito. rs

Dica da Sheiloka: confira também o post do @gegalli sobre os casais tenistas! Meu favorito é Verdasco/Ivanovic, o ex-casal pipoqueiro.

PS: o torneio de Queen’s, apesar de fortíssimo, não é indicativo de favoritismo em Wimbledon. Afinal, Federer e Djokovic estão descansando. 

PS2: você pode se preparar em quatro torneios de grama. Thomaz Bellucci, alguém com a mesma experiência na grama que eu tenho dançando funk, escolhe o mais difícil. “Ah, mas tem que jogar com os mais fortes mesmo!”. Ótimo, explica isso para o ranking então.

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É o que tem para hoje

Faz algum tempo que eu não falo sobre brasileiros aqui. Nessa semana, um dos melhores tenistas que tivemos no país recentemente anunciou sua aposentadoria, o gaúcho Marcos Daniel. A partir do adeus do “muso dos pampas”, dá para pensar bastante na situação do tênis no nosso país, o que temos e o que falta.

É muito justo reconhecer o valor do Daniel, por vários motivos. Primeiro, ele foi um dos 100 melhores do ranking por um bom tempo, enquanto muitos americanos patrocinados por suas federações (sim, Donald Young, estou falando de você) não conseguem a mesma coisa. Segundo, porque, no trato com a imprensa, pelo que escuto dos que trabalham comigo e outros colegas, Daniel sempre foi excepcional. É inteligente, bem-humorado, cordial e disposto a compartilhar o que pensa com os outros, sem criar escudos (um problema que o Thomaz Bellucci tem, por exemplo). Terceiro, pela sua luta nos últimos meses contra a idade e as dores.

Doeu muito assistir àquele jogo contra o Rafael Nadal, na primeira rodada do Aberto da Austrália, em que ele perdeu onze games seguidos e abandonou. Provavelmente é a imagem mais marcante que muitos têm dele, mas quem pode acompanhar o tênis com mais atenção vai lembrar dos inúmeros challengers na Colômbia (Rei de Bogotá, sem dúvida alguma), da sua coragem de defender o Brasil na Copa Davis na época do boicote e da vitória sobre o top-30-e-cabeça-de-chave-de-Grand-Slam Bellucci em São Paulo no ano passado. E claro, sem dúvida, dos #marcosdanielfacts.

Como disse o “Chefe”, o Daniel pode muito bem ser um treinador no futuro e ajudar garotos de todo o país a fazer o que ele fez, ou mais. Dedicação, disciplina e boa vontade, nós sabemos que ele tem. Boa sorte para ele.

Quando um parte, inevitavelmente pensamos no que restou: Thomaz Bellucci, Ricardo Mello, Marcelo Melo e Bruno Soares, o Feijão e o Rogerinho. Assim como o Daniel, o Mello um dia vai se aposentar com a imagem de um cara que não foi brilhante, mas teve uma carreira muito digna. Afinal, ele ganhou um torneio ATP (Delray Beach em 2004), algo que o Daniel não fez, e não ficou preso ao circuito dos challengers. O Feijão é um daqueles casos em que a cabeça não acompanha o talento e o Rogerinho pode surpreender.

O mais cobrado, xingado, adorado, alvo de todos os sentimentos exagerados é o Bellucci porque, inegavelmente, ele é o nosso melhor tenista desde o Gustavo Kuerten. Nós o vimos levar dois torneios ATP para o Brasil depois de cinco anos de jejum, fazer bons jogos contra o Nadal em Roland Garros (incluindo a excelente oitavas de final no ano passado), entrar em todos os torneios de ponta sem precisar do qualifying e ficar a uma posição do top 20 do ranking. Não acho que ele foi melhor que o Meligeni, porque (ainda, quem sabe) o Bellucci não foi semifinalista de Grand Slam.

Essas coisas são fatos e ninguém pode tirar isso do Bellucci. Agora, isso não pode servir como venda e tapar a péssima fase que ele vive desde o segundo semestre do ano passado até agora. O paulista parou de ser o tenista que fazia jogos duros com tenistas acima do seu ranking e se tornou alguém que perde para jogadores em posição muito inferior à sua. Isso também é um fato e quem se recusa a vê-lo quer tapar o sol com a peneira. Nós todos torcemos para ele, mas olhar as coisas com alguma objetividade e senso crítico não faz mal a ninguém, certo? Assim como fazer brincadeiras com ele também não. Já basta a assessoria dele para blindá-lo.

Com tudo isso, chegamos à Copa Davis e ao confronto pelo Zonal Americano contra o Uruguai. Pablo Cuevas venceu recentemente Mello e Bellucci. Nossa dupla estava bem, sofreu com a lesão do Girafa e não se encontrou até agora. Feijão e Rogerinho não são nomes com experiência suficiente para aguentar a torcida uruguaia. Ou seja, estamos numa situação bem complicada (eufemismo para o “ferrados” que mandei no Twitter). Se nem na América do Sul podemos contar com vitória, como queremos ir ao Grupo Mundial? De qualquer forma, é o que tem para hoje.

Menção honrosa para nossas meninas, que tentam viver do tênis sem praticamente dinheiro nenhum. Ana Clara Duarte, Vivian Segnini, Teliana Pereira, Maria Fernanda Alves e muitas outras.

Chave do Masters 1000 de Madri: http://www.atpworldtour.com/posting/2011/1536/mds.pdf

Vou de Nadal, com Murray vencendo o Djokovic na semi. Ou seja, provavelmente, o Federer será o campeão.

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10 barracos inesquecíveis do tênis

Tirem as crianças da sala! Inspirada por um post sobre rivalidades de @JamesLaRosa, resolvi lembrar (e mostrar, caso você não acompanhe tênis) os dez melhores barracos do tênis. Claro que vocês vão lembrar de muitos que não estão aqui, mas a ideia era não repetir os tenistas e mesclar nomes atuais com os do passado, homens e mulheres, brasileiros e estrangeiros. Porém, minha gente, não espere tapas, socos, pontapés, nada disso. Afinal, isso é tênis. Você pode gritar, xingar, dar piti, mas nunca desarrumar o cabelo ou sujar o uniforme. Aos barracos! (se algum for desativado pelo YouTube, me avisem)

Rafael Nadal x Carlos Bernardes
Quando: ATP Finals de 2010
Motivo do barraco: uma bola do Berdych que o Nadal alegou fora, o árbitro brasileiro deu a marcação, o Berdych desafiou e tinha sido dentro. Ao invés de repetir o ponto, o Bernardes deu o ponto para o tcheco.
Frase marcante: “¡Estás – diciendo – una – barbaridad!”

Andy Murray x Juan Martín Del Potro
Quando: Roma, 2008
Motivo do barraco:
ambos eram jovens, não muito famosos, marrentos e botaram a mãe no meio
Frase marcante:
“He’s talking about my mum, what the hell is he doing?!”

Serena Williams x juíza de linha
Quando: US Open, 2009
Motivo do barraco: faltavam dois pontos para a Clijsters vencer a Serena e a norte-americana fez uma “foot fault” (pisou na linha no saque), dando um match-point para a belga. O problema é que ela começou a ameaçar a juíza de linha (a leitura labial depois revelou um “vou enfiar essa bola na sua garganta”), tomou uma advertência e perdeu mais um ponto, ou seja, a partida. O constrangimento do momento se resume na expressão da Clijsters.
Frase marcante: “I didn’t say I would kill you, are you serious?”  e a mulher na plateia “Yeah, you did!”

John McEnroe x Jimmy Connors
Quando: Chicago, 1982
Motivo do barraco: nenhum. Eles se odiavam mesmo.
Frase marcante: não dá para ouvir nada. Mas pelo menos tem dedo na cara.

Nadia Petrova x Liezel Huber
Quando: Wimbledon, 2007
Motivo do barraco: o vídeo é BEM auto-explicativo, acreditem
Frase marcante: “GET AWAY, I’M NOT FINE!”

Crazy Dani x juiz de linha
Quando:
Buenos Aires, 2009
Motivo do barraco:
é o Crazy Dani. Poderíamos fazer uma lista só com ele.
Frase marcante:
mano da plateia “LOCOOOOOOOOOOOOOO”

Martina Hingis x Steffi Graf + juízes + Paris
Quando: 
Roland Garros, 1999
Motivo do barraco: 
é a Hingis. Poderíamos fazer uma lista só com ela.
Frase marcante:
narrador “don’t do that! You can’t go across the net! That’s a no-no”.

Novak Djokovic x Andy Roddick + Nova York
Quando: US Open, 2008
Motivo do barraco: naquela época distante em que o Djokovic era conhecido como o-cara-que-inventava-contusão-para-abandonar-quando-perdia, Roddick tirou com a cara dele antes da partida dos dois. Pois bem, o Djokovic ganhou o jogo e não deixou por menos. Só que, assim como o Homem-Aranha, ninguém mexe com o Roddick em NY.
Frase marcante: “Andy was saying I had 16 injuries in the last match, so obviously I don’t, right?”

Roger Federer x árbitro + Juan Martín Del Potro + desafio
Quando: US Open, 2009 (sim, de novo)
Motivo do barraco: o árbitro não deixou o Federer pedir o desafio depois de algum tempo.
Frase marcante: “I don’t give a shit what he says. Don’t fucking tell me the rules! You guys should know the rules, right?”

Flávio Saretta
Clássico. Sem mais. Ver até o final.

PS: A semana do tênis foi surpreendente. Vocês podem ver as notícias.

PS2: lembram que eu ia fazer um post versão feminina dos look-a-likes dos homens? Então, eu não fiz, mas o @gegalli fez! Check it out: http://wtaangels.blogspot.com/2011/04/separados-no-nascimento.html.

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A boy band do tênis

Inspiração do post: fui ao show do Backstreet Boys ontem, revivi minha infância e como a vida era mais simples naquela época. Porém, depois pensei em como haviam acontecido muitas coisas legais desde então, inúmeras partidas de tênis… Ok, parei de sentimentalismo, é apenas um gancho mesmo para falar sobre o que aconteceu nessa semana.

Pensei em cinco tenistas que formariam uma excelente boy band do tênis. Carismáticos, talentosos, cheios de fãs mulheres, etc. Além do mais, convenhamos, as torcidas do tênis são tão histéricas quanto às dessas bandas. Vamos aos escolhidos:

Thomaz Bellucci

Mas é claaaaaaaaaro que eu não deixaria nosso number one fora dessa. Além de ser um tenista muito bom, tem o componente moço-do-interior-tímido e as meninas adoram isso. Nesta semana, Bellucci terminou uma turnê sul-americana de altos e baixos. Não defendeu o título de Santiago, foi mal no Sauípe, mas jogou bem justo no torneio que valia mais pontos (Acapulco) e voltou para onde estava antes, top 30. Depois de tanto tempo jogando no saibro, acho complicado para Bellucci ganhar jogos em Indian Wells e Miami, mas, se uma coisa que aprendemos sobre o broto, é que ele é imprevisível. #verdascofeelings

John Isner

Esse seria o equivalente ao Nick, o ultra-americano-com-carinha-de-bebê. Só que o Isner é mais bobinho e desajeitado. O vencedor de Wimbledon Forever não está numa fase boa. Era um top 20 constante há muito tempo, mas não conseguiu defender os resultados dos torneios americanos do ano passado e despencou para a 32ª posição. Paquerador #fail do Twitter, Isner deu publicamente (ou digitalmente) em cima de Caroline Wozniacki e depois de Andrea Petkovic, sendo ignorado ou aloprado por ambas. Tudo culpa do Mahut, eu diria.

Nicolas Almagro

Sim, porque toda boy band tem um feio-chato-briguento. Quem melhor que o rei do saibro latino-americano Almagro, que seria o maior prejudicado com a possível mudança de piso dos torneios daqui? O espanhol batucou com o Olodum em Salvador e começou a ganhar seguidamente, até encontrar David Ferrer na final de Acapulco e finalmente sentir o cansaço. A pergunta é: se Almagro tivesse jogado em Dubai, passaria pela primeira rodada?

 

 

Juan Martin Del Potro

As fãs não gostam apenas das boy bands por causa das músicas. Elas querem se identificar ou torcer para a história de vida de alguém. Nesse caso, Del Potro é a escolha ideal. Sensação do tênis, candidato a sucessor de ‘Fedal’, sofre uma lesão gravíssima no punho, tenta voltar e toma pau, enfim, dava até um filme. O argentino está na final hoje em Delray Beach e, a partir daí, segura o Potro.

 

 

Novak Djokovic

Obviamente, na nossa boy band não faltaria o tenista mais “estrelinha” (digo isso com todo o amor do mundo). A diferença é que agora, além de ser o carismático brincalhão do top 5, Djokovic está virando um jogador cada dia melhor. Ligaram algum interruptor na cabeça do número 3 naquele jogo do US Open que o fez acreditar mais em si mesmo e enterrar de vez os atendimentos médicos desnecessários, as alergias, a dor não sei aonde… Ele não precisa mais disso, está se garantindo “apenas” com um jogo perfeito no fundo de quadra e bons saques e subidas à rede. Está faltando um Nadal x Djoko neste ano… (até porque Federer e Nadal jogam o tempo todo em exibições e já está perdendo a graça).

Homenageando o post da semana: 

Winner da semana: para a querida Bepa aka Vera Zvonareva, mais uma russa doida e muito guerreira, que venceu Caroline Wozniacki em Doha. Ganhe um Slam e você poderá ocupar o lugar de Elena Dementieva no meu coração.

Dupla-falta da semana: a briguinha infantil de Serena Williams e Justine Henin. No fim, todos sabemos que isso se resume àquela velha questão: eu-acho-que-sou-melhor-do-que-você.

Semana que vem tem DAVISSSSSSSS.

 

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