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Bolinhas no Cepe

Previously on “Entertennis Weekly”: a vitória de Nadal em Monte Carlo e a pressão em Bellucci. No episódio de hoje, algumas/muitas impressões sobre o tênis na USP, pitacos de Barcelona e os updates de nossos dois reis.

Raquetes no campus

Esse domingo foi um dia de final em Barcelona, mas também no Centro de Práticas Esportivas da USP (nosso amado Cepe). Enquanto eu publico esse post, acontecem as finais feminina e masculina da Copa Itaú de Tênis Universitário (etapa de SP). A competição reúne atletas de várias universidades brasileiras e conta com outras seletivas no Rio e em Porto Alegre. Aqui em Sampa, Eric Gomes e Carla Tiene são os favoritos ao título. Quer saber mais? Então clique aqui.

O favorito Eric Gomes jogando no Cepe

Além do torneio, houve uma palestra sobre prevenção de lesões e uma clínica gratuita e livre de tênis nesse sábado (a.k.a. ontem). Agora você me pergunta: Sheila, você, que adora pagar de entendida de tênis e estudante da USP, vai me dizer que não está lá cobrindo o evento, e prefere ficar em casa vendo futebol? Bom, infelizmente (ou não), eu não tive muito tempo essa semana. Mas mesmo assim assumo minha culpa (lágrimas…).

Para remediar a situação, eu digo a você que já fiz uma matéria sobre tênis na USP, para o Jornal do Campus. O texto tentava explicar explicava como funciona o ranking dos tenistas da Cidade Universitária. Sim, nós temos um ranking, que meigo!

Bruno, Yuri e Murilo: os novos tenistas

Pode ser apenas uma impressão distorcida de fã, mas eu tenho visto nesses dois anos e meio de USP uma verdadeira explosão da prática desse esporte na Universidade. No Cepe, nas ruas, nos bandejões e nos ônibus, pipocam raquetes de todos os lados. Um dos meus amigos, o Murilo Azevedo, repetia aquela ladainha de “esporte de elite”, mas hoje aperfeiçoa seu forehand toda terça no Cepe, com Bruno e Yuri, pegando a raquete emprestada dos colegas de apartamento.

Na última quinta, eu vi um rapaz passando a catraca do ônibus com a sua raquete. Ele sentou e abriu uma revista. Não, não era a Placar, nem a Espn, era uma publicação exclusivamente DE TÊNIS! Eu achava que era a única que lia essas coisas. Quis conversar com ele e pedir para ler, mas fiquei acanhada. Ah, e não venha com papo de que gente da USP joga tênis porque é rica. Acredite quando eu falo que, das melhores faculdades de São Paulo, a que tem maior variedade de classes sociais é a USP.

De qualquer forma, fico contente em ver que o público de tênis não é mais composto só daqueles (eu) que acompanharam religiosamente a carreira de Guga. Hoje, temos nesse esporte uma das maiores rivalidades do mundo, e seria uma pena se tivéssemos apenas algumas testemunhas.

Nível fraco em Barcelona

Ah, Barcelona! Pois é, eu estava esperando uma boa disputa nesse torneio, mas foi bem decepcionante. Vi Melzer x Verdasco, no qual o austríaco jogou uma partida que estava em suas mãos no lixo, as derrotas de Bellucci e do Tsonga, as semifinais e a decisão vencida pelo canhoto espanhol (o Fernando, claro). Foi bom para se redimir do pneu em Monte Carlo. Soderling ultrapassará Roddick no ranking, o que também é de bom tamanho.

Sobre o 6/4 e 6/0 de Ferrer em Bellucci, acho que a derrota é normal, mas o placar não é. Às vezes me parece que o Thomaz tem uma “baixo-estima muito alta”, como diria Paulo Bonfá. Quando as coisas dão erradas, ele entra numa apatia e não encontra uma forma de reagir. De qualquer forma, foi quartas de ATP 500, resultado inédito e ele entra no top 30 novamente.

Hoje também rolam as semis da Fed Cup (a Copa Davis das mulheres). A Itália venceu por 3-0 a República Tcheca e está na final, enquanto Melanie Oudin e Elena Dementieva decidem se EUA ou Rússia completam a decisão.

WINNER DA SEMANA: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Tenis/0,,MUL1576432-15090,00.html

DUPLA FALTA DA SEMANA: http://colunas.globoesporte.com/saqueevoleio/2010/04/22/que-bumbum-e-esse-2/

Sem mais.

Onde estão Roger e Rafa?

Nessa última semana, não pudemos acompanhar as raquetadas dos dois melhores tenistas do mundo (separados por um sérvio no ranking). Roger deu as caras em uma capa de revista (suspiros…). Devia estar em sua mansão iniciando a alfabetização das filhas gêmeas em, pelo menos, quatro idiomas. Estamos no aguardo de quando Mirka, esposa de Federer, levará as garotinhas para ver o papai fazer suas mágicas.

Já Rafael desistiu de Barcelona para não forçar os joelhos. Aprendendo com erros do passado ou sentindo dores novamente? Somente ele e o tio Tony sabem (talvez a Shakira também). Nessa semana, o espanhol lamentou a morte de Juan Antonio Samaranch, ex-presidente do COI, que teria passado mal e falecido após assistir à vitória de Rafa em Monte Carlo (!!!).

Falando nos dois, é hora do “formas de detectar Nadaletes e Federetes”:

FEDERETE: “Nadal desistiu de Barcelona? Ih……… já está capegando de novo”.

NADALETE: “Desistiu de Barcelona? Ah, que bom! Está aprendendo a ignorar alguns torneios menores. Ele não precisa mais provar nada a ninguém”.

PS: muito obrigada aos meus colegas de Twitter e de vida, que vieram aqui deixar seu comentário e me lembrar de que eu estava sendo muito específica em alguns termos (não é, Lê e Yuri?). Pneu não é exatamente um chocolate, é um placar de 6-0 (o que não deixa de ser um chocolate…).

Próxima parada: Roma, com Roger em quadra!

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