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Previsões, digo, prognósticos para 2011

Ué, mas a temporada de tênis já recomeçou? Sim!

Na próxima semana, temos os torneios de Brisbane (feminino e masculino), Chennai, Auckland (feminino), Doha, a Copa Hopman e a exibição de Hong Kong. E todos os principais tenistas do mundo entram em quadra (exceto o Thomaz Bellucci, rs). Já tivemos até o primeiro título da temporada para Rafael Nadal em Abu Dhabi (mas não é torneio do circuito, então não tem lá aquele valor…). De qualquer forma, já passou da hora de fazer as previsões os prognósticos para 2011.

Como ficará a rivalidade Federer/Nadal?


Recentemente, os dois maiores ídolos do tênis disputaram quatro partidas e cada um ganhou duas. Mesmo que Roger Federer tenha vencido a única que realmente valia alguma coisa (a decisão do ATP Finals), não haverá supremacia de nenhum dos dois nessa temporada, pelo menos nos confrontos diretos. Nadal não vai conseguir defender todos os títulos de 2010 e Federer vai parar de perder match-points para jogadores inferiores (sim, Djokovic e Monfils, estou falando com vocês). Em termos de ranking, acho que Federer recupera o número 1, mas apenas lá no ATP Finals.

Soderling pode ameaçar Djokovic e Murray?


Único do top 5 em fase ascendente, Robin Soderling pode sim ameaçar o sérvio e o escocês, principalmente no começo do ano. Um título em Brisbane, uma final no Australian Open, um Masters 1000 e pronto, ele consegue. Eu apostaria que Soderling tira Djokovic do top 4, ao invés de Andy Murray. O sérvio teve poucas férias – por causa da Copa Davis – e não parece ter feito uma pré-temporada muito dedicada. Já o britânico tem mais pontos para defender nesse início de ano e mais urgência de se provar.

O que a WTA nos reserva, além de desmaios, gritos, desfiles de moda e choro?


Caroline Wozniacki é capaz de vencer um Grand Slam e é provável que ela consiga ainda neste ano, mas a liderança da WTA continuará trocando de mãos. Vera Zvonareva passará alguns dias sentindo o peso de ser a-número-1-que-nunca-venceu-um-Grand-Slam, Sharapova e Ivanovic vão chamar atenção e decepcionar novamente. O “retorno” da temporada será o de Dinara Safina, não o de Serena Williams, essa volta só para o US Open e olhe lá. No final da temporada, a Venus anuncia sua aposentadoria e todas fingem de ficam tristes (até porque, ela é mala, ao contrário da Dementieva).

O que o Bellucci vai fazer de bom?


Ele já fez, contratou o Larri Passos. Com todas as boas coisas que fez no ano passado e todas as pancadas que levou pelos vacilos, Bellucci está mais do que preparado para conquistar algo melhor. Isso significa um ATP 500, como aquele que escapou em Hamburgo, entrar de vez no top 20 ou chegar às quartas de um Grand Slam (o mais difícil das três coisas).

Feliz 2011 e muitos aces, fedais, balões, passadas e uniformes de gosto duvidoso!


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The week

Após muitos posts falando de apenas um jogador, volto hoje a fazer comentários gerais sobre a semana. O circuito da WTA já teve o Masters, porém, outras tenistas que foram bem no ano jogaram em Bali. Na ATP, Valência e Basileia foram os palcos dos principais torneios da semana, além da final da Fed Cup, que ainda não foi definida. Vamos aos campeões, então?

Ivanovic, Bali
Depois de dois anos de absoluta decadência, a musa sérvia dá sinais de que pode voltar ao top 10 em 2011. Ivanovic chegou a ser 60ª do mundo e jogou muitos torneios através de convites (o que o carisma não faz…). Fez boas apresentações contra tenistas em melhor fase que ela e parece mais concentrada no seu jogo. Como sempre coloco Ivanovic e Sharapova no mesmo pacote, estou curiosa para saber qual das duas fará mais estrago na próxima temporada.

Federer, Basileia
Nosso querido Roger está conquistando os títulos que faltaram no primeiro semestre para manter a média anual. Vencer Djokovic foi importante (acho que vai ser ainda mais difícil para o sérvio batê-lo depois do US Open). A boa campanha de Federer nesse fim de ano só reforça a ideia de que ele vem jogando muito bem desde a temporada norte-americana. Como sempre, gostaria de ver um Federer x Nadal para ver como eles se comportariam. A única vez neste ano foi na temporada de saibro, onde o Nadal sempre foi superior. O duelo não será no Masters de Paris, já que o espanhol abandonou. Porém, espero que o número 1 vá a Londres.

Irmãos Bryan e Murray, Basileia e Valência
Assim como Federer, os irmãos Bryan são assustadoramente vencedores no maravilhoso mundo das duplas. Na verdade, mais, porque eles são os recordistas de conquistas (coisa que o suíço não deve alcançar). Na terra de Roger, os gêmeos que comemoram batendo o peito (e me assustam com isso) levaram o 66º (!!!!!!!!!!!!) caneco da parceria que começou dentro de uma barriga (ok, péssimo).

No entanto, a grande supresa foi a vitória dos irmãos Murray em Valência. Andy (o bom) e Jamie (o duplista, ou seja, o que não deu tão certo) pararam de jogar juntos quando o viciado em videogames virou sensação. Jamie se casou recentemente, com o irmão de padrinho, e a festa deve ter estreitado os laços entre eles. Mesmo com a derrota patética diante de Juan Monaco em simples, Andy não saiu de Valência com as mãos vazias.

Ferrer, Valência
David Ferrer já foi número 4 do mundo, mas isso não quer dizer muita coisa. Ele faz o tipo sei-que-sou-limitado-mas-supero-tudo-na-garra. De qualquer forma, ele conquistou um título importante e está quase garantido no ATP Finals (torneio que reúne os 8 melhores do ano). Nadal, Federer, Djokovic, Murray e Soderling já têm seus lugares garantidos. Com os resultados dessa semana, Ferrer, Roddick e Berdych já podem também reservar o hotel.

Na próxima semana: Masters de Paris e previsões para o gran finale em Londres. Deixo vocês com o vídeo da semana. O grande Pat Rafter imitando (no modo #fail) os truques do Federer. Saudade dele e dos malucos que jogavam há algum tempo. O povo de hoje é muito comportado…

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Essas mulheres…

Para alguns, a última semana foi uma preparação para o Masters de Madri, que começa agora. No entanto, os dias foram agitados entre as mulheres e em Bauru (coisas que só a Copa Davis proporciona). E faz todo sentido um post cor-de-rosa do dia das Mães!

Garotas de Belgrado

As sérvias brilhando muito em Paris. Tem mais esse ano?

Antes de Ana Ivanovic e Jelena Jankovic, a dupla que havia quebrado a hegemonia russo-americana (Guerra Fria feelings) vinha da Bélgica: Henin e Clijsters. E sempre tinha alguma espanhola que aparecia de vez em quando. Bom, o torneio de Roma, ocorrido nos últimos dias, mostra perfeitamente essa dinâmica. As belgas não apareceram por lá (Kim, contudida, nem deve ir à França). E as duas musas sérvias, Ana e Jelena, tentavam retomar os trilhos no circuito, após um período turbulento para ambas.

Essa Ana é horrorosa, né? #NOT

Para os aprendizes: Ana tem 22 anos, e seu maior feito na carreira foi a vitória em Roland Garros-2008. Linda, não hesitou em seguir os passos de Sharapova e seguir uma “carreira” esporádica como modelo.

Jelena toda feliz e saltitante

E quanto mais aparecia (inclusive por seu breve namoro com Fernando Verdasco), Ivanovic acumulava resultados ruins, até que decidiu parar por um tempo. Jelena nunca conquistou um Grand Slam, mas foi número 1 da WTA por muito tempo. E sempre que alguém é líder do ranking e não consegue um dos quatro Majors, sempre é muito cobrada (ligue para Dinara Safina, ela pode explicar melhor).

Em 2010, as garotas de Belgrado tentam voltar a ameaçar as líderes da WTA. Elas tiveram um bom desempenho no torneio de Roma. Jelena perdeu a final para a espanhola (não disse que elas apareciam do nada?) Maria José Martínez Sánchez, que eliminara Ana nas semis.

Esta blogueira que vos fala acompanhou dois duelos nos quais as sérvias jogaram um belo tênis. Ivanovic despachou Dementieva (6-1, 7-6) e Jankovic humilhou Venus Williams (6-0, 6-1). Tomara que elas cheguem motivadas a Roland Garros e agradem homens e mulheres, dentro de quadra.

Davis, Copa Davis

Eu planejei escrever bastante sobre essa rodada sul-americana do torneio de nações, mas não pude acompanhar nenhuma partida. Posso dizer que o Brasil confirmou o favoritismo contra o Uruguai e fez 3-0 com vitórias de Bellucci, Daniel e a dupla Melo-Soares. Para os iniciantes: essa fase inicial da Davis é tranquila e nós geralmente passamos sem problemas. O angu mesmo é lá no fim do ano, quando disputaremos uma vaga no Grupo Mundial contra times geralmente mais fortes. Ano passado, enfrentamos o Equador, e perdemos o confronto em casa.

O sorteio do próximo adversário é na terça, dedos cruzados! Temos um top 30, o problema é se ele poderá participar. Bellucci deixou uma semana de preparação para o Masters de Madri (no qual é cabeça de chave) de lado para ajudar o Brasil (que messiânico! rs). É possível que ele não faça mais esses sacrifícios se estiver com um ranking mais alto. Aguardemos.

Mãe de tenista

Kim e Jada Clijsters

Não deve ser fácil ver seu filho a poucos metros de distância, tenso, atirando raquetes… Bom, essa foi/é a vida das mulheres que deram à luz nossos grandes tenistas. Alice Kuerten, a “mãe número 1 do mundo” de Guga, criou seus meninos sozinha e hoje preside o Instituto do rebento mais famoso. Dona Concepción, argentina, trouxe ao mundo a garra de Fernando, digo, o Fininho. E as mães treinadoras? Como devem sofrer ao terem que ser duras com sua cria! A agonia e a firmeza de Vera Dementieva, Melanie Molitor Hingis e Judy Murray se misturam com o orgulho de vê-los seguindo seus passos. Oracene Price já viu duas filhas, Serena e Venus, vencerem Grand Slams! Confesso que imagino colocar meus futuros filhinhos em uma escolinha de tênis…

E como não falar das tenistas mamães! Acima, a foto de Kim Clijsters, que parou de jogar para ter uma linda filha, voltou ao circuito e venceu o US Open. Será que a pequena Jada vai dar suas raquetadas também?

WINNER DA SEMANA: todos os vencedores dos torneios da semana. Foram muitos e estou com preguiça de escrever aqui. #FAILME

DUPLA FALTA DA SEMANA: eu ia dizer Federer, pela derrota em Estoril, mas algo me impressionou negativamente essa semana. Lembra que Dementieva e Venus perderam essa semana para as sérvias? Pois é. Tanto a russa como a americana jogaram de leg (ou legging). Além de muito feia, a vestimenta deve atrapalhar bastante o deslocamento das tenistas, não? Portanto, dupla falta para as legs no tênis. Infelizmente, não tenho fotos para comprovar. Até o Google Images abominou e deve ter deletado de seu arquivo.

Formas de detectar Nadaletes e Federetes:

Nadalete: “Roger tá virando freguês de espanhol… rs”.

Federete: “Coloca o Montañes numa semi de Major contra o Roger, coloca…”.
MADRI VEM AÍ!

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