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Preview Roland Garros: oitavas

Toda primeira semana de Grand Slam é meio chata, já que as grandes notícias são mais os favoritos perdendo do que exatamente bons jogos. Vamos então prever o que rola nas oitavas de Roland Garros:

Rafael Nadal x Ivan Ljubicic
Certamente será melhor que do que se o Verdasco tivesse passado. O saque do croata não deve fazer muito estrago no saibro de Paris, mas do jeito que Nadal está gostando de se complicar…

Gilles Simon x Robin Soderling
Após perder nas duplas mistas para Thomaz Bellucci/Jarmila Gajdosova (o jogo mais engraçado que já vi na vida), Simon não é favorito nessa partida, mas uma vitória sua não me surpreenderia tanto. Porém, prefiro que passe o Soderling, porque o Nadal tem mais sangue-nos-olhos contra ele.

Andy Murray x Viktor Troicki
Primeiro, temos que saber se o jogo acontecerá. O Murray torceu feio o tornozelo e ainda não sabe se terá condições. Mesmo em forma, é um jogo difícil para ele. Além de ser um bom tenista, com nenhum golpe excepcional, mas com vários eficientes, o sérvio tem 10x mais garra.

Alejandro Falla x Juan Ignacio Chela
Vou fingir que esse jogo não acontecerá.

David Ferrer x Gael Monfils
Se fosse num Masters 1000 em quadra dura, eu até diria que seria um jogo duro. Mas em melhor de cinco sets, o francês tem muito tempo para inventar demais e dar tudo errado. Ferrer é quase o oposto dele, consistente, calmo e inteligente. Será um bom adversário para…

Roger Federer x Stanislas Wawrinka
Bom, o Soderling foi freguês do Federer até “aquele-dia”, quem sabe não acontece de novo com Stan? Mas depende inteiramente do Roger. Se jogar da mesma forma que nas três primeiras rodadas, o mate-medalhista nem vê a cor da bola.

Fabio Fognini x Albert Montánes
Idem a Falla x Chela.

Novak Djokovic x Richard Gasquet
Tudo para termos a 43ª vitória de Nole na temporada. O Gasquet conseguiu viajar contra o Bellucci, o viajante-mór, imagina contra o Djoko-2011! Mas não custa nada ficar de olho naquele backhand fulminante do francês e no jogo de rede, usado muito contra o brasileiro. Contra Delpo, Nole hesitou muito em subir.

Daniela Hantuchova x Svetlana Kuznetsova
Tudo indica que será muito disputado. Duas tenistas experientes, que não estão lá em cima no ranking, mas podem tirar qualquer coisa da cartola, como Dani tirou contra Wozniacki. Mas sou mais a Sveta, rumo ao bi! (ok, exagero)

Vera Zvonareva x Anastasia Pavlyuchenkova
Muito complicado prever um jogo entre duas russas. Acho que dá Bepa no terceiro set. Assim como o Federer, a número 3 também chegou a Paris meio desacreditada. (quem falar que estou comparando os dois apanha =P). A janela está aberta para ela, até a final, pelo menos.

Jelena Jankovic x Francesca Schiavone
A motivação da JJ é a mesma do Verdasco. Acho que segue a Fran-rumo-ao-bi.

Na Li x Petra Kvitova
O jogo em que a tenista com melhor ranking não é a favorita. Talvez seja mais difícil para a tcheca do que aparenta.

Victoria Azarenka x Ekaterina Makarova
A Makarova adora tirar uma seed, mas a Vika está firme, jogando bem. Grande candidata ao título.

Maria Sharapova x Agnieszka Radwanska
Queria ver a Wickmayer com a Masha, mas não rolou… A russa passa, mas sem atropelo.

Marion Bartoli x Gisela Dulko
Esqueci, mas lembrei! A francesa é #cowonice, mas joga mais que a Dulko. Já basta a argentina ganhando nas duplas.

Andrea Petkovic x Maria Kirilenko
Muuuuuuuuito equilíbrio. Mas eu acredito no moonwalk:

No próximo encontro, já teremos nossos campeões! Ajde Nole e Petko!

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10 desejos para Roland Garros

Não vou fazer previsões, até porque já fiz de certa forma aqui e aqui. Além disso, Roland Garros é o Grand Slam com mais zebras, principalmente no feminino. O que posso dizer é o que eu gostaria que acontecesse nas próximas duas semanas e me fizesse dizer adeus ao saibro com um sorriso no rosto. Portanto, eis os meus 10 desejos para o Aberto da França:

1. Que Djokovic vire o número 1 do mundo

Nem precisa ser campeão, basta chegar à final. Na verdade, o título daria o recorde de vitórias consecutivas ao Nole, mas isso já é querer demais. Não vejo o Del Potro como grande obstáculo, o argentino está em sabe lá qual forma e é melhor de cinco sets. Talvez Bellucci ou Gasquet sejam mais um problema.

2. Que o Bellucci repita as oitavas de final
É o que podemos exigir dele. Nada mais. Tem chances contra o Gasquet na terceira rodada, mas será complicado enfrentar o francês numa quadra central. De certa forma, ficará claro onde aconteceu o maior milagre: Madri ou Roma. Acho que o brasileiro preparou bem seu calendário, deixando essa última semana sem riscos de uma derrota que tirasse sua confiança ou uma campanha longa e desgastante. Vamos ver.

3. Que o Murray chegue à semifinal.
Olha, eu acho difícil, mas torço muito. Meu sonho é que ele ganhe Wimbledon (ah, a pressão), mas uma boa campanha na França seria o ideal para coroar um meio de temporada mais feliz para o nosso Brit.

4. Que Nadal e Federer detonem os pangarés.
Sério, cansei dessa história de López tendo match-point, Lorenzi ganhando set. Se não pudermos contar com FEDAL para botar ordem na casa, ficamos sem esperanças para o resto do torneio.

5. Que o Isner ganhe pelo menos um game do Nadal.
Esse é bem difícil, admito.

6. Que a Carolaaaaaine jogue bem.
Ganhando o título ou não, a Wozniacki não fez apresentações muito boas no saibro. Mesmo se ela fique sem seu Slam, seria bom ver uma evolução da número 1 justamente no torneio mais importante. O US Open é mais para ela.

7. Que ocorra uma partida igual a Schiavone x Kuznetsova no AO ou Isner x Mahut em Wimbledon.
Afinal, essa coisa de não ter tiebreak no set decisivo tem que servir para alguma coisa.

8.  Que o Guga brilhe muito nas arquibancadas.
Sim, o MITO irá a Paris mostrar sua linda cabeleira e mostrar para esses top X que se acham que eles têm MUITO saibro ainda para comer.

9. Que a Petko seja campeã.
Uns fazem coração na quadra, outros imitam seus colegas, outros puxam a cueca da bunda. Petko faz moonwalk. Go!

10. Que a ESPN continue disponibilizando a tecla SAP em suas transmissões.
Esse é talvez o que desejo mais desesperadamente.

 

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Sem forças

É como eu me sinto e, certamente, como se sentem Novak Djokovic e Rafael Nadal após o Masters 1000 de Miami, na minha opinião, o melhor torneio da temporada. O Aberto da Austrália também teve momentos inesquecíveis, mas Miami serviu para consolidar praticamente tudo que vimos em Melbourne. Como a mente está meio lenta, vamos por partes:

Djokovic

Se eu fosse o sérvio, faria uma boa pausa agora. Não há por que pensar em ser número 1 por enquanto, já que isso está mais nas mãos de Nadal do que nas suas. O sérvio está evidentemente exausto e não precisa mais provar nada a ninguém até Roland Garros. Por mais polêmico que seja, acho justo que Nole não jogue Belgrado e vá apenas aos Masters 1000, para não fazer feio em Paris.

Tirando isso, muitos parabéns a Nole, que aprendeu a ganhar jogos no mental. Isso era inimaginável até o ano passado. A final contra Nadal me lembrou muito o jogo entre o espanhol e Andy Murray na semifinal do ATP de Londres. A mesma tensão, os mesmos ralis, o mesmo drama. Eu sentia que Djokovic não suportaria o tiebreak, mas fui felizmente desmentida por ele novamente. Continue provando que estou errada, Nole.

Nadal

Como no ano passado, Rafa começou mal, com lesão, e foi encontrando seu jogo aos poucos. O líder do ranking que vimos em Indian Wells e Miami ainda é suficiente para derrotar Federer, mas não para vencer três Grand Slam. O saque do espanhol ainda não é confiável o tempo todo e o cansaço no fim do terceiro set foi alarmante. Porém, se há alguém que gosta de desmentir todo mundo, é o nosso Mogli favorito. Numa análise fria, Nadal é amplo favorito no saibro europeu e, mesmo se não gabaritar tudo de novo, perderá poucos pontos (não estou secando, juro).

Federer

Eu me recuso a discutir a questão da decadência. Sério, se você acha que um cara de 29 anos chegar a um milhão de semifinais seguidas um sinal de decadência, você tem problemas. O Federer sempre teve dificuldades ao jogar com o Nadal e isso não mudou. Parecia ter mudado no ATP Finals, mas o backhand deixou o suíço na mão novamente. A novidade aqui é Federer emperrar no Djokovic. Mas, novamente, isso tem mais a ver com o sérvio do que com o próprio Roger.

Enquanto o circuito for composto de fregueses do Federer (exceto Rafa e Murray), ele pode dormir tranquilamente ao lado da Mirka e da cria. Ser número 3 e quem sabe faturar Wimbledon ou o US Open não é nada humilhante. É algo que 99,9% dos jogadores vai passar a vida inteira sonhando em fazer.

Murray


Curiosamente, o único top 5 que subiu de posição foi o britânico, que tem superado a cada torneio seu nível de #vergonhaalheia. Ser humilhado numa final de Slam pela terceira vez é triste, perder para o Baghdatis na estreia de Roterdã também, mas derrotas diante de Young e Bogomolov é algo tão bizarro que eu custo a acreditar que aconteceu até agora.

Enquanto Robin Soderling não ganhar um torneio no qual ele não é cabeça 1, o Murray tem tempo de escolher um novo técnico AS SOON AS POSSIBLE e pedir para a mãe dele parar de provocar tenistas no Twitter. Ok, ela é engraçada, mas só piora ainda mais a imagem do filho, que já não é muito boa. Pode ser teimosia minha, mas Murray pode recuperar seu terreno ainda no primeiro semestre.

Go WTA!


Adorei o torneio feminino de Miami. Jogos emocionantes (como sempre a WTA oferece), mas também boas surpresas, que saíram da dominância Wozniacki-Clijsters. Eu apostava em Zvonareva para levar essa, mas confesso que foi muito interessante ver a simpática Victoria Azarenka campeã. Mais do que carismática, ela foi agressiva, menos instável, inteligente em quadra e corajosa.

Foi bonito também ver a luta de Maria Sharapova para vencer a terceira final que disputou em Miami. O jeito sério e determinado da russa às vezes passa a impressão de que Masha é metida, mas, na verdade, acho que é apenas a postura de alguém que está angustiada em ter que reconquistar todo o prestígio e favoritismo que já teve um dia. O caso de Ana Ivanovic é parecido, mas a sérvia acabou sucumbindo numa partida inacreditável contra Clijsters.

E acho que teremos uma nova top 10 em breve: Andrea Petkovic. Com um ótimo trabalho de imagem pessoal combinado com um jeito meio “sérvio” de se comportar em quadra, Petko sofreu emocionalmente na semifinal. No entanto, não é algo a se condenar, já que era Sharapova do outro lado da quadra. Sobre a “polêmica” da russa ter ironizado a dança (agora extinta, snif) da sérvia alemã, acho que foi mais uma maneira de Sharapova reafirmar sua experiência como uma arma diante das tenistas que estão chegando e subindo no ranking.

Bom, agora chega o saibro. Coincidentemente, o primeiro aniversário deste blog/site/coluna. Criei este espaço aqui para exercitar a arte de passar minhas ideias sobre tênis para algo mais estruturado do que o Twitter e estou feliz com o resultado. Até domingo que vem! GAME ON.

 

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