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5 jogos (in)esquecíveis de Miami

Calma! Você não entrou no site errado. Estou aqui, na minha “casa” antiga, por problemas técnicos. Se as coisas se resolverem, volto para o blog no UOL.

Depois de um torneio totalmente previsível como Indian Wells, foi muito interessante acompanhar as voltas, reviravoltas e surpresas de Miami, mesmo tendo que ouvir “Ai Se eu Te Pego” durante o processo. Roger Federer finalmente sentiu o peso da enorme sequência de jogos e cansou, Andy Roddick aproveitou o momento para se motivar para o resto da carreira e Rafael Nadal sucumbiu, mais uma vez, ao peso do tênis nos joelhos. Fernando González deu um adeus invisível.

Bom para Novak Djokovic e Andy Murray. Ruim para Victoria Azarenka, que foi caindo aos poucos de cansaço físico e mental. Ótimo para Agnieszka Radwanska e seu jogo de variações e paciência, outro vice para Maria Sharapova, presa entre a nova e a velha geração.

Falando nela, Kim Clijsters, Serena e Venus Williams encontram cada vez mais dificuldade para acompanhar as garotinhas. Mas elas sempre terão os Grand Slams, onde o corpo em forma das novinhas treme diante de uma Rod Laver, Philippe Chatrier, Quadra Central e Arthur Ashe. Ou não, não é, Petra? E quem diria, a Caroline teve um março melhor que o da tcheca canhota. Isso significa… provavelmente nada.

Diante de todas essas histórias, o mais marcante para mim em Miami foram os jogos malucos e estressantes que me deixaram na ponta da cadeira. Como o mundo do tênis não para, eles serão esquecidos em breve. Portanto, aqui fica o registro de cinco deles:

Nicolas Mahut v. Fernando González; 7/5, 4/6 e 7/6(3)
Primeiro dia de competições… sem câmeras! Não vou discutir a questão das transmissões, pois é consenso que isso é muito ruim para os fãs. Estamos acostumados a ver todos os jogos que queremos, seja pela TV ou pelos streams, e quando não há nenhuma opção, temos que contar com os jornalistas no local que usam o Twitter (nosso agradecimento eterno, Ben Rothenberg).

A última partida que eu vi González disputar com muita vontade foi em Viña del Mar, contra o Feijão (o brasileiro venceu). Sinceramente, torci para que o chileno perdesse para Mahut ao invés de ficar num quadra secundária e levar uma surra do Berdych. Pelos tweets que lemos, González se esforçou bastante para forçar um segundo set diante do francês e levar ao tiebreak do terceiro.

Enquanto isso, “Vamos Feña” tomava conta do Twitter e chegou ao topo dos trending topics mundiais. Já que não pudemos assistir, pelo menos a internet conseguiu homenagear o dono de um dos melhores forehands da história (sim, eu não resisto a um clichê).

Venus Williams v. Aleksandra Wozniak; 4/6, 6/4 e 7/6(5)
Venus havia vencido Petra Kvitova, portanto, era grande favorita diante da convidada canadense. Porém, Wozniak (a Wozniacki paraguaia) deu muito mais trabalho, já que a norte-americana estava visivelmente cansada e respirando fundo a cada ponto. O esforço de Venus nesse jogo foi um dos mais impressionantes que eu já vi alguém fazer. Wozniak chegou a ter um match-point no terceiro set, mas Venus salvou e se safou no tiebreak. O curioso é que a irmã de Serena não sabia que havia salvado um match-point até ser informada disso após o jogo.

Victoria Azarenka v. Dominika Cibulkova; 1/6, 7/6(7) e 7/5
Para vocês terem uma ideia, eu nem precisei pesquisar o placar. Ficou gravado na minha memória porque eu estava trabalhando na hora do jogo. Sozinha. Cibulkova abriu 6/1 e 4/0 com muita rapidez. Tive que escrever o texto correndo e não era qualquer um, pois carregaria o peso do fim da invencibilidade da Azarenka. Ou seja, eu precisaria de estatísticas e números que fizessem jus à série de vitórias da bielorrussa.

Mas Azarenka começou a reagir. Quebrou quando a eslovaca sacou em 5/2, confirmou, quebrou de novo em 5/4 e levou ao tiebreak. Cibulkova continuou atacando com muita força e forçou 5-5, 6-6 e 7-7, colocando Azarenka sob extrema pressão. Enquanto isso, eu editava meu texto a cada intervalo freneticamente.

Vika levou ao terceiro set e eu decidi escrever a versão da sua vitória, já que não havia como Cibulkova se recuperar daquela virada. Como eu estava enganada… a eslovaca perdeu o saque duas vezes e devolveu ambas as quebras logo na sequência. Cansada, decidi esperar o jogo acabar para atualizar o texto e vi Azarenka quebrar pela terceira vez, agora definitivamente, no que seria sua última vitória consecutiva.

Rafael Nadal v. Jo-Wilfried Tsonga; 6/2, 5/7 e 6/4
Houve um agravante nesse jogo: era tarde. Nadal não estava num dia muito bom e mesmo assim o Tsonga cometeu um festival de erros embaraçoso. Mesmo assim, o espanhol conseguiu se complicar e foi quebrado sacando para o jogo no segundo set (nem comento a dificuldade do Rafa de fechar partidas recentemente). Tsonga começou a jogar um pouco melhor e alternar jogadas boas com erros bisonhos, Nadal ficou nervoso e quase perdeu o saque em 3/4. Porém, o espanhol sobreviveu e me fez dormir à 1h da madrugada. Obrigada, Rafa.

Agnieszka Radwanska v. Marion Bartoli;  6/4 6/2
Esse jogo não foi bom ou emocionante, foi bem ruim. Foi a última partida do dia, com o estádio praticamente vazio e uma Bartoli mancando. Aparentemente, vencer a Azarenka trouxe consequências. E ver uma pessoa SEM ABSOLUTAMENTE NENHUM TIQUE como a Bartoli reclamando de dor não é uma visão muito legal. Mesmo assim, Radwanska conseguiu o feito de perder o serviço seis vezes (quebrou Bartoli em nove games). Quando o jogo estava 4/2 e todos comemoravam o seu final próximo, acabou a energia elétrica na quadra. Depois de 10 minutos, mais um “Ai se eu te pego” e dois games da Radwanska, tivemos a segunda finalista em Miami, que acabou sendo a campeã.

Bring it on, clay.

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A Olhuda e a WTA

Ela late quando ganha um ponto importante, ela namora um rapaz de 16 anos (dizem por aí), ela não dá três saltos mortais e sai correndo abraçar os parentes quando ganha seu primeiro Slam. Petra Kvitova é uma moça estranha. E uma excelente tenista, sem dúvida.

Sei que dá muita vontade de apontá-la como uma representante do “futuro-do-tênis-feminino”. Acho que será, mas não a única. Ainda não há uma tenista entre as mais jovens que podemos enxergar uma força de campeã como a de Serena, Venus, Justine, Kim e Sharapova, uma líder em potencial.

Kvitova está nos holofotes desde o ano passado e vem fazendo uma excelente temporada, é verdade, mas o tanto de expectativa a que ela correspondeu em Wimbledon foi a mesma que ela não correspondeu em Roland Garros. Talvez porque seu jogo seja mais adequado à grama?

Acho que não. Petra tem um ótimo saque, sem dúvida, mas não é suficiente para desestabilizar uma adversária, como os das irmãs Williams e da Lisicki, por exemplo. O forte dela são as bolas retas da linha de base e nisso ela lembra muito a própria Sharapova. O que quero dizer é que não vejo o jogo da Kvitova como uma novidade, mas como uma tendência que começou com a Sharapova e tem como expoente a Azarenka, derrotada pela tcheca na semifinal.

O que difere a Petra, na minha visão, é a sua postura um pouco “alheia” a tudo que está ao seu redor. Ela tem inconstâncias dentro de um jogo, mas não perde a cabeça como a Azarenka. Foi isso que fez com que ela sacasse para o campeonato numa final de Wimbledon contra uma ex-campeã e confirmasse sem problemas.

Por sua vez, Maria não tem por que ficar triste. Foi um longo caminho desde a lesão no ombro, os resultados ruins, a desconfiança, a melhora nesta temporada, a semi de Roland Garros, até a final em Wimbledon. Tudo que posso pensar é o quanto esse US Open será interessante, com irmãs Williams com ritmo de jogo, Sharapova confiante, Clijsters recuperada (espero) e as novatas querendo desbancá-las a todo custo. Game on.

Uma frase para cada integrante do Big Four

Nadal: perdendo a final ou não, foi o melhor jogador do campeonato.

Djokovic: tudo o que ele fez não poderia passar em branco. Ele chegou ao número 1. O problema agora é manter. Será MUITO difícil.

Federer: após a vitória sobre Djoko em Roland Garros, ele disse que, quando abriu 2×0, sabia que tinha vencido porque não se vira um jogo contra ele. O destino é uma bosta.

Murray: trabalhar, treinar, melhorar, acreditar e a hora chega. Djoko está aí para provar.

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Game, set, match, Wimbledon!

Game on! Recomendo os posts dos meus colegas tuiteiros/blogueiros do tênis (barra da lateral direita, lá embaixo) com análises-abalizadas sobre as chaves e as chances de cada tenista. Pessoalmente, acho muito complexo prever um Grand Slam. É um outro tipo de tênis. Afinal, quem imaginava que Tomas Berdych venceria Federer e Djokovic no ano passado? Haverá um Berdych em 2011? Impossível saber.

MAS NÃO CUSTA CHUTAR NÉ! rs

O que eu acho que acontecerá em Wimbledon. Vamos lá:

– o Bellucci vai perder na primeira rodada em um jogo de cinco sets interrompido duas vezes pela chuva
– o Mahut dará uma surra no Isner em 1h30
– Nadal, Federer, Murray e Djokovic chegam às semifinais, mas com um jogo-susto para cada um.
– Murray toma uma surra do Nadal e todos fazem cara de pena, Djokovic perde em cinco sets para Federer
– Federer perde a final para o Nadal, só para variar um pouquinho
– Serena vai até a semifinal, todo mundo dá como certo que ela será campeã, os jornalistas americanos comemoram que finalmente a única pessoa nascida nos EUA capaz de vencer Slams voltou, daí ela perde. Uma random do top 10 (sei lá, a Kvitova) ganha o torneio.
– Melo e Soares vão às semifinais e todo mundo fala que deveriam ter levado o Melo para a Davis.
– Bellucci e Jarka perdem na primeira rodada, anunciam que não jogarão mais juntos e ela tuita “preciso jogar com alguém que vença tiebreaks”

Agora, vamos ao que realmente interessa! Os meus CINCO DESEJOS para Wimbledon:

  1. Murray campeão. Gosto de emoções.
  2. Djokovic número 1. Não podemos contar com Federer e Soderling para ajudar na empreitada. Delpo, estou contigo.
  3. Isner sendo maduro pela primeira vez na vida e ganhando com autoridade na primeira rodada (em menos de 11 horas, de preferência).
  4. Bellucci atropelando o Schuettler, vencendo o Deliciano (para tristeza de Judy Murray), ganhando em 5 sets do Roddick e parando só no Murray. #dreamon
  5. Uma final entre Wozniacki e Zvonareva. Porque, depois de Roland Garros, seria muito irônico se isso acontecesse.
Alguns vídeos recentes bacanas de Wimbledon 
As dez coisas que Isner pensou durante o jogo de 11 horas contra Mahut
Semifinal de 2009 entre Serena Williams e Elena Dementieva. Jogaço é pouco.
Eu vi esse jogo. Meus pêsames se você não viu.
Semana que vem, no domingo de descanso (só para os tenistas, porque eu estarei trabalhando), faço uma análise menos fanfarrona do torneio. See ya!

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Dia dos Namorados: as primeiras-damas do tênis

Você aí, solteiro, chorando as pitangas porque não tem o que comemorar hoje, pare com isso e venha julgar a namorada alheia. Quem acompanha tênis sabe muito bem quem são as moças que apresentarei aqui, mas fanfarronice nunca é demais. Claro que a vida pessoal dos tenistas não é um assunto sério para ser abordado em entrevistas ou sites sérios (como o que eu trabalho). Por isso, deixo essas coisinhas para o meu blog! Hehehe

Vamos às moçoilas (antes que reclamem, o critério da ordem é o ranking):

Maria Francisca (Xisca) Perello – a mina do Nadal

O tio Toni até escondeu por alguns anos a moça, mas chegou uma hora que não deu mais para disfarçar, já que os tabloides começaram a fotografá-los. Xisca e Rafa namoram há seis anos e se conheceram na escola, já que ela é de Mallorca como ele. Extremamente reservada, a jovem não costuma viajar muito com o namorado, já que trabalha na Espanha, e nunca disse nada sobre o clipe do amado com a Shakira. Nadal também não gosta de falar sobre ela em entrevistas.

Jelena Ristic – a mina do Djoker

Que tal o próprio rapaz apresentá-la? “Ela é muito ambiciosa, tem seus próprios objetivos. Tem diploma em Economia em uma universidade privada de Milão e atualmente está estudando em Mônaco (onde moram). Ela tem me apoiado muito, tem sido a força de energia, de amor. É alguém que me faz seguir em frente”. São cinco anos juntos, que sobreviveram aos rumores (bizarros) que o Djoko estava pegando a Sharapova há um bom tempo.

Mirka Federer – a mina (já casada) do Federer

Mirka, sempre ela no box do maridão, com seu indefectível iPhone. Quem vê a mãe das gêmeas Myla e Charlene Federer (de quase 2 anos) talvez não imagine que, em 2000, ela e Roger se conheceram jogando nas Olimpíadas de Sydney. Com uma aposentadoria precoce, Mirka começou a se dedicar totalmente à carreira do marido e à criação dessas duas coisas fofas.

Essa foto é de setembro... hoje estão ainda mais federizadas

Com a palavra, o homem: “Eu ganhei Wimbledon em 2003 e foi quando ela não sabia o que fazer com sua carreira. Então começou a me ajudar com hotéis e passagens, porque eu não tinha empresários na época. Ela lidou com a imprensa, me protegeu de muitas coisas. Ela me ajudou como pessoa, eu me desenvolvi mais rápido com ela. Graças a Mirka, estive calmo nos momentos importantes da minha carreira. Sempre esteve lá, sempre apoiando. Devo muito a ela”.

Kim Sears – a mina do Murray

Filha de um treinador de tênis, Kim namora com Murray desde 2005. Há dois anos, eles terminaram, segundo rumores (leia-se fanfarronice do “The Sun”), porque ele era viciado em Playstation. No ano seguinte, voltaram e moram juntos em Londres, mais precisamente em Surrey (sim, o bairro dos tios do Harry Potter).

“Eu funciono melhor num relacionamento. No fim do dia, especialmente se perdi um jogo, não gosto de falar de tênis, então é legal ter alguém para falar sobre outras coisas. Quando fiquei mais velho e passei pelo divórcio dos meus pais, foi importante investir bastante num relacionamento bem-sucedido”.

Jenni Mostrom – a mina do Soderling

É sueca, tem um blog no qual fala sobre várias coisas sem muito sentido (e não atualiza há um bom tempo). Gostava de postar fotos dos dois.

Tem 28 anos e disse sim ao pedido de casamento de Soderling há três anos. Para de enrolar a moça, Robin!

 

Brooklyn Decker – a mina (casada) do Roddick

Lá vem os marmanjos fãs de Baywatch babar na mulher. Okay, ela é linda, eu reconheço. Broklyn é modelo-atriz-e-ex-BBB (OH WAIT!) e está casada com o sacador norte-americano.

Ficou famosa por suas fotos sensuais para a Sports Illustrated, fez pontas em séries de TV e está tentando carreira no cinema.

Tentei achar fotos dela com pelo menos três peças de roupa (foi IMENSAMENTE difícil), mas consegui, afinal, é bom às vezes lembrar as pessoas de que o rosto dela também é bonito. rs

Dica da Sheiloka: confira também o post do @gegalli sobre os casais tenistas! Meu favorito é Verdasco/Ivanovic, o ex-casal pipoqueiro.

PS: o torneio de Queen’s, apesar de fortíssimo, não é indicativo de favoritismo em Wimbledon. Afinal, Federer e Djokovic estão descansando. 

PS2: você pode se preparar em quatro torneios de grama. Thomaz Bellucci, alguém com a mesma experiência na grama que eu tenho dançando funk, escolhe o mais difícil. “Ah, mas tem que jogar com os mais fortes mesmo!”. Ótimo, explica isso para o ranking então.

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Missão cumprida

Foram três dias intensos na esfera “trabalhística”, mas não deixarei de postar aqui meus pensamentos sobre Roland Garros. Estou que nem o Nadal:

– CLAP CLAP CLAP Rafa. O homem sabe crescer na hora certa. Só perdeu para o Djokovic em 2011 (o Ferrer não conta, ele se machucou), reagiu naquele primeiro set quase perdido contra o Federer, colocou o suíço no bolso pela milésima vez e demonstrou como nunca sua emoção e o quanto teve que se superar para vencer o título. Ele sabia que seria impossível defender todos os pontos no saibro, mas foi quase perfeito na empreitada. O respeito que ele mostra pelo Federer também é admirável. Sem falar mais uma vez na força mental e no seu TALENTO, como bem disse o Alexandre aqui. Mesmo assim, ainda-acho-que-a-final-teria-sido-mais-disputada-se-o-Nole-estivesse-nela.

– Antes do torneio, olhando apenas a matemática, era fácil cravar que o Djokovic passaria o Nadal em Paris. Afinal a “ÚNICA” forma disso não acontecer era o Nadal ser campeão diante de um adversário que não fosse o sérvio. Ok, como se isso fosse muito difícil de acontecer. O adversário que esteve mais perto de derrotar o Nadal foi o John Isner (!!!) na estreia. Além disso, a chave reservou o semifinalista mais complicado (Federer) para o Nole. Por mais que todo mundo falasse “olha, ninguém fala do Roger, ele pode surpreender”, isso não é verdade. Todo mundo viu o Federer jogar, analisou suas partidas, elogiou suas convincentes vitórias. Tanto que a maioria das pessoas disse antes da semi que o suíço acabaria com a invencibilidade do Nole, como realmente aconteceu. Até o próprio Djokovic parece ter entrado em quadra já conformado com isso.

– Mas nada pode apagar a melhor apresentação que eu vi numa quadra de saibro neste ano: Roger Federer na semifinal. Mesmo com o coração partido pela derrota do Nole, foi um verdadeiro prazer ver o suíço desfilar sua incrível técnica por mais de três horas, quase um repeteco do ATP Finals. Foi o primeiro momento espetacular de Federer na temporada e espero que não tenha sido o último.

– Agora é Wimbledon: “ah, agora na grama, o Federer tem tudo para ser campeão, o Nadal não vai conseguir repetir o título”. Aham, vai nessa, vai…
Tudo depende de que lado Federer vai cair. Quem ficar com o Murray na semi tem a vida mais fácil (a não ser que o Brit faça o torneio de sua vida). Djokovic precisa novamente “só” da final para ser número 1.
O que está claro é que a grande menina dos olhos dos quatro está em Londres. Mas talvez o espanhol entre mais relaxado por ter vencido em Roland Garros. Ok, eu coloquei “relaxado” e “Nadal” na mesma frase. Isso não faz muito sentido…

Agora, gente, vocês lembram dos meus 10 desejos para Roland Garros? Vamos ver quais foram realizados:

1 – Que o Djokovic seja número 1 – Não rolou. THANKS A LOT, ROGER.
2 – Que o Bellucci repita as oitavas de final – Não rolou também. Mas eu não fico brava, afinal, Thomazinho foi responsável pela MELHOR COISA DO TORNEIO: o rolo com a Jarka. Divertidíssimo.

3 – Que o Murray chegue à semifinal – Aconteceu, apesar da torção no tornozelo e daquele-jogo-tenebroso com o Troicki.
4 – Que Nadal e Federer detonem os pangarés. – O Federer cumpriu e o Nadal também, já que eu havia pedido…
5 – Que o Isner ganhe pelo menos um game do Nadal – É rapaz, ganhou dois sets! High five, Tree!
6 – Que Caroline jogue bem – Hum……….. NEXT
7 – Que ocorra uma partida-maratona – Várias. Mas todas com o Fognini (dispenso, grata).
8 – Que o Guga brilhe muito nas arquibancadas – Check!

9 – Que a Petko seja campeã – Nem… mas super curti a Na Li.
10 – Que a ESPN continue disponibilizando a tecla SAP em suas transmissões – rolou também! A única vez que voltei ao português foi no dia do Everaldo Marques, no qual o pobre narrador teve que dar um google no Fernando Gonzalez, já que o Maraucci “achava que ele tinha se aposentado”.

Bye, saibro. Oi, grama.

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10 desejos para Roland Garros

Não vou fazer previsões, até porque já fiz de certa forma aqui e aqui. Além disso, Roland Garros é o Grand Slam com mais zebras, principalmente no feminino. O que posso dizer é o que eu gostaria que acontecesse nas próximas duas semanas e me fizesse dizer adeus ao saibro com um sorriso no rosto. Portanto, eis os meus 10 desejos para o Aberto da França:

1. Que Djokovic vire o número 1 do mundo

Nem precisa ser campeão, basta chegar à final. Na verdade, o título daria o recorde de vitórias consecutivas ao Nole, mas isso já é querer demais. Não vejo o Del Potro como grande obstáculo, o argentino está em sabe lá qual forma e é melhor de cinco sets. Talvez Bellucci ou Gasquet sejam mais um problema.

2. Que o Bellucci repita as oitavas de final
É o que podemos exigir dele. Nada mais. Tem chances contra o Gasquet na terceira rodada, mas será complicado enfrentar o francês numa quadra central. De certa forma, ficará claro onde aconteceu o maior milagre: Madri ou Roma. Acho que o brasileiro preparou bem seu calendário, deixando essa última semana sem riscos de uma derrota que tirasse sua confiança ou uma campanha longa e desgastante. Vamos ver.

3. Que o Murray chegue à semifinal.
Olha, eu acho difícil, mas torço muito. Meu sonho é que ele ganhe Wimbledon (ah, a pressão), mas uma boa campanha na França seria o ideal para coroar um meio de temporada mais feliz para o nosso Brit.

4. Que Nadal e Federer detonem os pangarés.
Sério, cansei dessa história de López tendo match-point, Lorenzi ganhando set. Se não pudermos contar com FEDAL para botar ordem na casa, ficamos sem esperanças para o resto do torneio.

5. Que o Isner ganhe pelo menos um game do Nadal.
Esse é bem difícil, admito.

6. Que a Carolaaaaaine jogue bem.
Ganhando o título ou não, a Wozniacki não fez apresentações muito boas no saibro. Mesmo se ela fique sem seu Slam, seria bom ver uma evolução da número 1 justamente no torneio mais importante. O US Open é mais para ela.

7. Que ocorra uma partida igual a Schiavone x Kuznetsova no AO ou Isner x Mahut em Wimbledon.
Afinal, essa coisa de não ter tiebreak no set decisivo tem que servir para alguma coisa.

8.  Que o Guga brilhe muito nas arquibancadas.
Sim, o MITO irá a Paris mostrar sua linda cabeleira e mostrar para esses top X que se acham que eles têm MUITO saibro ainda para comer.

9. Que a Petko seja campeã.
Uns fazem coração na quadra, outros imitam seus colegas, outros puxam a cueca da bunda. Petko faz moonwalk. Go!

10. Que a ESPN continue disponibilizando a tecla SAP em suas transmissões.
Esse é talvez o que desejo mais desesperadamente.

 

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O protagonista

Depois que Novak Djokovic ganhou o Aberto da Austrália, eu o chamei de “Melhor Ator Coadjuvante”. A razão era simples: desde que Roger Federer começou a revolucionar o tênis (em 2003) e com a ascensão da sua pedra-no-sapato, Rafael Nadal, parecia que ninguém seria capaz de ser melhor que eles. Poderiam até pescar um Slam (Del Potro) ou vencê-los uma vez ou outra (Andy Murray), mas nunca tirar deles o protagonismo. Até agora.

A grandeza dos feitos de Djokovic não está apenas nos números (37 vitórias no ano, a 5 do recorde de John McEnroe), mas no fato do sérvio ter enfrentado e destruído três vezes o suíço e quatro o espanhol, duas delas no saibro, território em que Nadal é (era?) absoluto há seis anos no mínimo.

Além de tudo isso, também impressiona o quanto esse tenista é tão diferente daquele de 2008, 2009 e 2010. Djokovic sempre teve talento e muita garra (ok, tirando os abandonos suspeitos), mas o sérvio era tão bipolar quanto o Murray ainda é, não inspirava confiança, não tinha toques de genialidade, não sacava tão bem, não tinha um forehand reverso (sorry, aquilo é muito forte para ser um backhand), não aguentava mais de 2h em quadra, etc, etc, etc. Eu só lembro que esse cara é o mesmo de antes por causa dos seus inconfundíveis espacates.

Não faço ideia de quem o trouxe (Nole fala em problemas pessoais resolvidos), mas nós o vimos um pouco naquela semi com o Federer no US Open, mais ainda na Copa Davis e 2011 tem sido esse absoluto massacre. Contra o número 5 do mundo, pneu. Contra o número 4, uma lavada na Austrália e uma batalha em Roma vencida mais no coração do que na raquete. Contra o número 3, três vitórias fáceis. Contra o número 1, duas viradas na quadra dura e nenhum set perdido no saibro.

Por isso, Djokovic chega a Roland Garros como protagonista. Na minha opinião, isso é ruim para ele. Porque tênis em melhor de cinco sets é outro esporte, um no qual Federer e Nadal estão bem menos sujeitos a zebras. Mas principalmente porque hoje o espanhol e o suíço não têm nenhuma pressão.

O cenário do ranking é simples: Nadal tem que ser campeão para continuar como número 1 e ainda torcer para Djokovic não chegar à final. Mesmo que o sérvio seja vítima de uma zebra e caia na estreia, o espanhol também é obrigado a vencer o título. Pensando em probabilidades, é muito fácil cravar que Djokovic será o líder. Mas eu não quero duvidar do sucesso de Nadal, nem de um eventual fracasso de Djokovic. Assim como clássico, Grand Slam é Grand Slam e vice-versa.

If I can dream… 

Essa foi a frase que Murray tuitou após perder aquele jogo épico contra Djokovic. O britânico ainda é um tenista muito imaturo e talvez ainda tomará muitas pancadas (como Djokovic já tomou também), mas eu não concordo que ele é amarelão, desculpa.

Podem chamá-lo de inconstante, displicente, louco, instável, mas eu nunca vi o Murray perder um jogo que estava em suas mãos. Se você lembra, fale aí nos comentários. Eu já vi o Murray perder jogos extremamente disputados (como contra o Nadal no ATP Finals, bem parecido com esse do Djokovic) e tomar uma surra em finais de Grand Slam ou cair diante de jogadores inferiores. Mas nunca vi o Murray entregar uma partida, como fez no sábado.

Como fã sofrida do cabeludo, eu xinguei muito nesse jogo, mas estou confiante no seu futuro. Murray era imprestável no saibro até agora e teve bons resultados, melhores que os da quadra rápida. É candidato a Roland Garros sim. E fez 24 anos no domingo. O que eu espero é que, assim como Nole, ele aprenda com as porradas que está levando.

Sobre as muié: farei um post durante a semana, que será publicado no blog “Break Point” e aqui também.

Bring it on, Paris!

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