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5 jogos (in)esquecíveis de Miami

Calma! Você não entrou no site errado. Estou aqui, na minha “casa” antiga, por problemas técnicos. Se as coisas se resolverem, volto para o blog no UOL.

Depois de um torneio totalmente previsível como Indian Wells, foi muito interessante acompanhar as voltas, reviravoltas e surpresas de Miami, mesmo tendo que ouvir “Ai Se eu Te Pego” durante o processo. Roger Federer finalmente sentiu o peso da enorme sequência de jogos e cansou, Andy Roddick aproveitou o momento para se motivar para o resto da carreira e Rafael Nadal sucumbiu, mais uma vez, ao peso do tênis nos joelhos. Fernando González deu um adeus invisível.

Bom para Novak Djokovic e Andy Murray. Ruim para Victoria Azarenka, que foi caindo aos poucos de cansaço físico e mental. Ótimo para Agnieszka Radwanska e seu jogo de variações e paciência, outro vice para Maria Sharapova, presa entre a nova e a velha geração.

Falando nela, Kim Clijsters, Serena e Venus Williams encontram cada vez mais dificuldade para acompanhar as garotinhas. Mas elas sempre terão os Grand Slams, onde o corpo em forma das novinhas treme diante de uma Rod Laver, Philippe Chatrier, Quadra Central e Arthur Ashe. Ou não, não é, Petra? E quem diria, a Caroline teve um março melhor que o da tcheca canhota. Isso significa… provavelmente nada.

Diante de todas essas histórias, o mais marcante para mim em Miami foram os jogos malucos e estressantes que me deixaram na ponta da cadeira. Como o mundo do tênis não para, eles serão esquecidos em breve. Portanto, aqui fica o registro de cinco deles:

Nicolas Mahut v. Fernando González; 7/5, 4/6 e 7/6(3)
Primeiro dia de competições… sem câmeras! Não vou discutir a questão das transmissões, pois é consenso que isso é muito ruim para os fãs. Estamos acostumados a ver todos os jogos que queremos, seja pela TV ou pelos streams, e quando não há nenhuma opção, temos que contar com os jornalistas no local que usam o Twitter (nosso agradecimento eterno, Ben Rothenberg).

A última partida que eu vi González disputar com muita vontade foi em Viña del Mar, contra o Feijão (o brasileiro venceu). Sinceramente, torci para que o chileno perdesse para Mahut ao invés de ficar num quadra secundária e levar uma surra do Berdych. Pelos tweets que lemos, González se esforçou bastante para forçar um segundo set diante do francês e levar ao tiebreak do terceiro.

Enquanto isso, “Vamos Feña” tomava conta do Twitter e chegou ao topo dos trending topics mundiais. Já que não pudemos assistir, pelo menos a internet conseguiu homenagear o dono de um dos melhores forehands da história (sim, eu não resisto a um clichê).

Venus Williams v. Aleksandra Wozniak; 4/6, 6/4 e 7/6(5)
Venus havia vencido Petra Kvitova, portanto, era grande favorita diante da convidada canadense. Porém, Wozniak (a Wozniacki paraguaia) deu muito mais trabalho, já que a norte-americana estava visivelmente cansada e respirando fundo a cada ponto. O esforço de Venus nesse jogo foi um dos mais impressionantes que eu já vi alguém fazer. Wozniak chegou a ter um match-point no terceiro set, mas Venus salvou e se safou no tiebreak. O curioso é que a irmã de Serena não sabia que havia salvado um match-point até ser informada disso após o jogo.

Victoria Azarenka v. Dominika Cibulkova; 1/6, 7/6(7) e 7/5
Para vocês terem uma ideia, eu nem precisei pesquisar o placar. Ficou gravado na minha memória porque eu estava trabalhando na hora do jogo. Sozinha. Cibulkova abriu 6/1 e 4/0 com muita rapidez. Tive que escrever o texto correndo e não era qualquer um, pois carregaria o peso do fim da invencibilidade da Azarenka. Ou seja, eu precisaria de estatísticas e números que fizessem jus à série de vitórias da bielorrussa.

Mas Azarenka começou a reagir. Quebrou quando a eslovaca sacou em 5/2, confirmou, quebrou de novo em 5/4 e levou ao tiebreak. Cibulkova continuou atacando com muita força e forçou 5-5, 6-6 e 7-7, colocando Azarenka sob extrema pressão. Enquanto isso, eu editava meu texto a cada intervalo freneticamente.

Vika levou ao terceiro set e eu decidi escrever a versão da sua vitória, já que não havia como Cibulkova se recuperar daquela virada. Como eu estava enganada… a eslovaca perdeu o saque duas vezes e devolveu ambas as quebras logo na sequência. Cansada, decidi esperar o jogo acabar para atualizar o texto e vi Azarenka quebrar pela terceira vez, agora definitivamente, no que seria sua última vitória consecutiva.

Rafael Nadal v. Jo-Wilfried Tsonga; 6/2, 5/7 e 6/4
Houve um agravante nesse jogo: era tarde. Nadal não estava num dia muito bom e mesmo assim o Tsonga cometeu um festival de erros embaraçoso. Mesmo assim, o espanhol conseguiu se complicar e foi quebrado sacando para o jogo no segundo set (nem comento a dificuldade do Rafa de fechar partidas recentemente). Tsonga começou a jogar um pouco melhor e alternar jogadas boas com erros bisonhos, Nadal ficou nervoso e quase perdeu o saque em 3/4. Porém, o espanhol sobreviveu e me fez dormir à 1h da madrugada. Obrigada, Rafa.

Agnieszka Radwanska v. Marion Bartoli;  6/4 6/2
Esse jogo não foi bom ou emocionante, foi bem ruim. Foi a última partida do dia, com o estádio praticamente vazio e uma Bartoli mancando. Aparentemente, vencer a Azarenka trouxe consequências. E ver uma pessoa SEM ABSOLUTAMENTE NENHUM TIQUE como a Bartoli reclamando de dor não é uma visão muito legal. Mesmo assim, Radwanska conseguiu o feito de perder o serviço seis vezes (quebrou Bartoli em nove games). Quando o jogo estava 4/2 e todos comemoravam o seu final próximo, acabou a energia elétrica na quadra. Depois de 10 minutos, mais um “Ai se eu te pego” e dois games da Radwanska, tivemos a segunda finalista em Miami, que acabou sendo a campeã.

Bring it on, clay.

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Dia dos Namorados: as primeiras-damas do tênis

Você aí, solteiro, chorando as pitangas porque não tem o que comemorar hoje, pare com isso e venha julgar a namorada alheia. Quem acompanha tênis sabe muito bem quem são as moças que apresentarei aqui, mas fanfarronice nunca é demais. Claro que a vida pessoal dos tenistas não é um assunto sério para ser abordado em entrevistas ou sites sérios (como o que eu trabalho). Por isso, deixo essas coisinhas para o meu blog! Hehehe

Vamos às moçoilas (antes que reclamem, o critério da ordem é o ranking):

Maria Francisca (Xisca) Perello – a mina do Nadal

O tio Toni até escondeu por alguns anos a moça, mas chegou uma hora que não deu mais para disfarçar, já que os tabloides começaram a fotografá-los. Xisca e Rafa namoram há seis anos e se conheceram na escola, já que ela é de Mallorca como ele. Extremamente reservada, a jovem não costuma viajar muito com o namorado, já que trabalha na Espanha, e nunca disse nada sobre o clipe do amado com a Shakira. Nadal também não gosta de falar sobre ela em entrevistas.

Jelena Ristic – a mina do Djoker

Que tal o próprio rapaz apresentá-la? “Ela é muito ambiciosa, tem seus próprios objetivos. Tem diploma em Economia em uma universidade privada de Milão e atualmente está estudando em Mônaco (onde moram). Ela tem me apoiado muito, tem sido a força de energia, de amor. É alguém que me faz seguir em frente”. São cinco anos juntos, que sobreviveram aos rumores (bizarros) que o Djoko estava pegando a Sharapova há um bom tempo.

Mirka Federer – a mina (já casada) do Federer

Mirka, sempre ela no box do maridão, com seu indefectível iPhone. Quem vê a mãe das gêmeas Myla e Charlene Federer (de quase 2 anos) talvez não imagine que, em 2000, ela e Roger se conheceram jogando nas Olimpíadas de Sydney. Com uma aposentadoria precoce, Mirka começou a se dedicar totalmente à carreira do marido e à criação dessas duas coisas fofas.

Essa foto é de setembro... hoje estão ainda mais federizadas

Com a palavra, o homem: “Eu ganhei Wimbledon em 2003 e foi quando ela não sabia o que fazer com sua carreira. Então começou a me ajudar com hotéis e passagens, porque eu não tinha empresários na época. Ela lidou com a imprensa, me protegeu de muitas coisas. Ela me ajudou como pessoa, eu me desenvolvi mais rápido com ela. Graças a Mirka, estive calmo nos momentos importantes da minha carreira. Sempre esteve lá, sempre apoiando. Devo muito a ela”.

Kim Sears – a mina do Murray

Filha de um treinador de tênis, Kim namora com Murray desde 2005. Há dois anos, eles terminaram, segundo rumores (leia-se fanfarronice do “The Sun”), porque ele era viciado em Playstation. No ano seguinte, voltaram e moram juntos em Londres, mais precisamente em Surrey (sim, o bairro dos tios do Harry Potter).

“Eu funciono melhor num relacionamento. No fim do dia, especialmente se perdi um jogo, não gosto de falar de tênis, então é legal ter alguém para falar sobre outras coisas. Quando fiquei mais velho e passei pelo divórcio dos meus pais, foi importante investir bastante num relacionamento bem-sucedido”.

Jenni Mostrom – a mina do Soderling

É sueca, tem um blog no qual fala sobre várias coisas sem muito sentido (e não atualiza há um bom tempo). Gostava de postar fotos dos dois.

Tem 28 anos e disse sim ao pedido de casamento de Soderling há três anos. Para de enrolar a moça, Robin!

 

Brooklyn Decker – a mina (casada) do Roddick

Lá vem os marmanjos fãs de Baywatch babar na mulher. Okay, ela é linda, eu reconheço. Broklyn é modelo-atriz-e-ex-BBB (OH WAIT!) e está casada com o sacador norte-americano.

Ficou famosa por suas fotos sensuais para a Sports Illustrated, fez pontas em séries de TV e está tentando carreira no cinema.

Tentei achar fotos dela com pelo menos três peças de roupa (foi IMENSAMENTE difícil), mas consegui, afinal, é bom às vezes lembrar as pessoas de que o rosto dela também é bonito. rs

Dica da Sheiloka: confira também o post do @gegalli sobre os casais tenistas! Meu favorito é Verdasco/Ivanovic, o ex-casal pipoqueiro.

PS: o torneio de Queen’s, apesar de fortíssimo, não é indicativo de favoritismo em Wimbledon. Afinal, Federer e Djokovic estão descansando. 

PS2: você pode se preparar em quatro torneios de grama. Thomaz Bellucci, alguém com a mesma experiência na grama que eu tenho dançando funk, escolhe o mais difícil. “Ah, mas tem que jogar com os mais fortes mesmo!”. Ótimo, explica isso para o ranking então.

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10 barracos inesquecíveis do tênis

Tirem as crianças da sala! Inspirada por um post sobre rivalidades de @JamesLaRosa, resolvi lembrar (e mostrar, caso você não acompanhe tênis) os dez melhores barracos do tênis. Claro que vocês vão lembrar de muitos que não estão aqui, mas a ideia era não repetir os tenistas e mesclar nomes atuais com os do passado, homens e mulheres, brasileiros e estrangeiros. Porém, minha gente, não espere tapas, socos, pontapés, nada disso. Afinal, isso é tênis. Você pode gritar, xingar, dar piti, mas nunca desarrumar o cabelo ou sujar o uniforme. Aos barracos! (se algum for desativado pelo YouTube, me avisem)

Rafael Nadal x Carlos Bernardes
Quando: ATP Finals de 2010
Motivo do barraco: uma bola do Berdych que o Nadal alegou fora, o árbitro brasileiro deu a marcação, o Berdych desafiou e tinha sido dentro. Ao invés de repetir o ponto, o Bernardes deu o ponto para o tcheco.
Frase marcante: “¡Estás – diciendo – una – barbaridad!”

Andy Murray x Juan Martín Del Potro
Quando: Roma, 2008
Motivo do barraco:
ambos eram jovens, não muito famosos, marrentos e botaram a mãe no meio
Frase marcante:
“He’s talking about my mum, what the hell is he doing?!”

Serena Williams x juíza de linha
Quando: US Open, 2009
Motivo do barraco: faltavam dois pontos para a Clijsters vencer a Serena e a norte-americana fez uma “foot fault” (pisou na linha no saque), dando um match-point para a belga. O problema é que ela começou a ameaçar a juíza de linha (a leitura labial depois revelou um “vou enfiar essa bola na sua garganta”), tomou uma advertência e perdeu mais um ponto, ou seja, a partida. O constrangimento do momento se resume na expressão da Clijsters.
Frase marcante: “I didn’t say I would kill you, are you serious?”  e a mulher na plateia “Yeah, you did!”

John McEnroe x Jimmy Connors
Quando: Chicago, 1982
Motivo do barraco: nenhum. Eles se odiavam mesmo.
Frase marcante: não dá para ouvir nada. Mas pelo menos tem dedo na cara.

Nadia Petrova x Liezel Huber
Quando: Wimbledon, 2007
Motivo do barraco: o vídeo é BEM auto-explicativo, acreditem
Frase marcante: “GET AWAY, I’M NOT FINE!”

Crazy Dani x juiz de linha
Quando:
Buenos Aires, 2009
Motivo do barraco:
é o Crazy Dani. Poderíamos fazer uma lista só com ele.
Frase marcante:
mano da plateia “LOCOOOOOOOOOOOOOO”

Martina Hingis x Steffi Graf + juízes + Paris
Quando: 
Roland Garros, 1999
Motivo do barraco: 
é a Hingis. Poderíamos fazer uma lista só com ela.
Frase marcante:
narrador “don’t do that! You can’t go across the net! That’s a no-no”.

Novak Djokovic x Andy Roddick + Nova York
Quando: US Open, 2008
Motivo do barraco: naquela época distante em que o Djokovic era conhecido como o-cara-que-inventava-contusão-para-abandonar-quando-perdia, Roddick tirou com a cara dele antes da partida dos dois. Pois bem, o Djokovic ganhou o jogo e não deixou por menos. Só que, assim como o Homem-Aranha, ninguém mexe com o Roddick em NY.
Frase marcante: “Andy was saying I had 16 injuries in the last match, so obviously I don’t, right?”

Roger Federer x árbitro + Juan Martín Del Potro + desafio
Quando: US Open, 2009 (sim, de novo)
Motivo do barraco: o árbitro não deixou o Federer pedir o desafio depois de algum tempo.
Frase marcante: “I don’t give a shit what he says. Don’t fucking tell me the rules! You guys should know the rules, right?”

Flávio Saretta
Clássico. Sem mais. Ver até o final.

PS: A semana do tênis foi surpreendente. Vocês podem ver as notícias.

PS2: lembram que eu ia fazer um post versão feminina dos look-a-likes dos homens? Então, eu não fiz, mas o @gegalli fez! Check it out: http://wtaangels.blogspot.com/2011/04/separados-no-nascimento.html.

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Deu #alocka em Miami

Parece nome de filme tosco que passa na “Temperatura Máxima”, mas é o que aconteceu nas primeiras rodadas do Masters 1000 de Miami. Tirando o “Trio Fantástico” (Murray está oficialmente rebaixado) e a Cljsters, os grandes favoritos deram vexame ou escaparam por pouco. Veja a lista dos que tiveram a cabeça de chave cortada (pegou?):

Roddick, eliminado por Cuevas
Cilic, eliminado por Tipsarevic
Melzer, eliminado por Petzschner
Baghdatis, eliminado por Rochus
Montanes, eliminado por Mayer
Gulbis, eliminado por Berlocq
Raonic, eliminado por Devvarman
Wawrinka, eliminado por Granollers
Bellucci, eliminado por Blake
Verdasco, eliminado por Andujar
Garcia-Lopez, eliminado por Anderson
e……………… Murray eliminado por Bogomolov.

A primeira razão que todos estão apontando é que a quadra de Miami talvez esteja muito lenta. Acho que isso é verdade, mas não é o suficiente para determinar um número tão grande de upsets. Nós não vemos tantas zebras primeiras rodadas de Roland Garros, por exemplo. Acho que a questão da quadra faz mais diferença nas fases mais avançadas do torneio, não no início. A diferença técnica entre os jogadores que perderam em relação aos que venceram é absurda. É obrigação dos tops saber superar partidas em que as condições são favoráveis aos adversários. Afinal, é por isso que eles chegaram lá em cima, não?

Na minha visão, é mais uma questão de (péssima) fase. Aos fatos: Andy Roddick está mal na temporada. Chegar à final em Brisbane era obrigação e Memphis será lembrado como o torneio em que descobrimos que ele está careca. O jogo do norte-americano está cada vez mais frágil, algo que ficou evidente na Copa Davis. Apesar de ter sido o responsável pela classificação dos EUA, Roddick passou inúmeras dificuldades no saibro chileno e seu número de aces por partida não é mais impressionante quanto antes.

Ernests Gulbis é um caso perdido. Tão perdido, que me recuso a gastar muitas palavras com ele. Não há problema em ser um playboy mimado desde que você consiga jogar tênis ao mesmo tempo. Aparentemente, não é o caso do letão. Melzer, Baghdatis, Cilic e Verdasco também não fazem valer a posição que ocupam no ranking há alguns meses. É questão de tempo para que Del Potro, Raonic e Dolgopolov cheguem ao top 20, até mesmo ao top 10.


Bellucci foi Bellucci. Mostrou claramente que tinha capacidade de vencer a partida, complicou algo que parecia ser fácil, fez uma dupla-falta, levou a decisão para o tiebreak. E não adianta, o paulista entra em parafuso em todos os momentos que demandam poder de decisão rápido. É parte dele e já passou da hora de se conformar com isso. O maior feito de Bellucci no ano foi vencer Verdasco. O problema é que logo mais o espanhol não estará mais no top 10 e, provavelmente, o brasileiro não permancerá no top 30 a maior parte de 2011.

As duas derrotas mais chocantes foram de Wawrinka e Raonic, porque eles estavam jogando bem até então. No entanto, a posição em que o canadense está agora, de favorito, muda muita coisa na sua postura em quadra e no jeito que os adversários se preparam para enfrentá-lo. No caso do suíço, foi uma grande oportunidade desperdiçada de conquistar algumas posições no ranking.

E chegamos a Andy Murray. Entender o que está acontecendo com o britânico é mais um exercício de especulação do que de análise. Porque é simplesmente impossível conceber algo razoável para justificar derrotas diante de Donald Young e Alex Bogomolov. Agora que Djokovic está em alta, ele admitiu que viveu problemas pessoais durante a fase ruim. É possível que, daqui a alguns meses ou anos, Murray venha a público esclarecer a aberração de jogador que estamos vendo após a Austrália.

Agora resta esperar e ver quem fatura essa. Praticamente impossível sair das mãos do nosso Trio. Aguardamos com ansiedade o duelo entre Federer e Nadal na semifinal. No feminino, acho que merecemos uma final entre Carol e Kim, não? Estarei na torcida.

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Recap: Copa Davis

Se você me segue no Twitter, leu as minhas incontáveis mensagens sobre a Copa Davis desde sexta-feira. É um dos meus torneios favoritos por razões que eu já expliquei aqui. Nos últimos três dias, aconteceu a primeira rodada e aqui vão minhas impressões sobre cada confronto:

França 3×2 Áustria

O melhor de todos, na minha opinião, não só por ter ido ao quinto jogo, mas pelas surpresas. Antes de começar, a pergunta era se Jurgen Melzer seria capaz de parar Gilles Simon e Jeremy Chardy, além de dar uma mão a Oliver Marach nas duplas. Daí o canhotão perde pro Chardy na primeira partida e o Simon confirma, dando a entender que a França já havia levado. Porém, a dupla austríaca venceu e Melzer teve sangue-nos-olhos contra o Simon, deixando a decisão nas mãos de Chardy contra Martin Fischer. Para alívio geral da nação francesa, a vaga nas quartas veio na última partida.

Alemanha 3×2 Croácia


Esse foi o resultado que mais comemorei e isso não tem nada a ver com minha torcida para a Alemanha no futebol. É tudo implicância com Ivo Karlovic, um jogador tão limitado que é capaz de piorar o jogo dos adversários em quadra. Marin Cilic fez a parte dele, Kohlschreiber ganhou uma das duas partidas e Petzschner mostrou o quanto é bom ter um jogador bom tanto em simples como nas duplas no time.

Sérvia 4×1 Índia


O placar no final foi elástico, mas os atuais campeões passaram alguns sustos nesse confronto. Primeiro, a viajada total do Janko Tipsarevic, perdendo para Somdev Devvarman (não é um absoluto pangaré, mas né), depois a perda do primeiro set nas duplas que-não-eram-Paes-e-Bhupathi. Porém, mais uma vez, Troicki demonstrou firmeza na Davis e evitou a zebra. Ansiosa para vê-lo jogar duplas com Novak Djokovic nos EUA.

Suécia 3×2 Rússia


Não se enganem, os pontos da Rússia foram feitos quando já não valia mais nada. A verdade é que a antes fortíssima equipe russa tem que pensar com bastante carinho em seu futuro. Mikhail Youzhny já disse que seus dias de Davis acabaram. Nikolay Davydenko mal consegue se firmar no circuito, não se pode contar com ele. Os jovens talentos estão sendo cooptados pelo Cazaquistão. Bem complicado. Olhando a Suécia, Robin Soderling é um excelente reforço, mas insuficiente para ameaçar a Sérvia. No papel, sempre, porque a Davis é imprevisível.

Argentina 4×1 Romênia


Palmas, palmas, muitas palmas para David Nalbandian. Esse cara merece uma estátua em cada quadra de tênis da Argentina. Ele disse que o jogo (que venceu) contra Adrian Ungur foi uma das piores coisas que aconteceram na sua vida, por causa das dores que o acompanham já há alguns anos. Triste constatar, mas o velho Nalba está esgotado e a Argentina precisa mexer os pauzinhos para substituí-lo. Está na hora de Juan Martín dar as caras.

Cazaquistão 3×2 República Tcheca


Em mais um momento Vergonha Alheia, Tomas Berdych mostrou que a onda camisa-amarela definitivamente não dá sorte (certo, Roger?). O tcheco fez bem em se apresentar nas duplas e colocar o país da casa na frente, mas simplesmente não podia perder para Andrey Golubev se não fosse em 70/68 no quinto set. Ainda mais triste é ver um time formado por russos naturalizados avançar, enquanto a tradicional Rússia fica pelo caminho.

Espanha 4×1 Bélgica


Esse confronto serviu para tirar quatro conclusões:

  1. Nadal está recuperado da lesão e bastante a fim de ganhar a Davis.
  2. Ferrer chega cansado a Indian Wells.
  3. Mesmo com baixos e altos, Fernando Verdasco tem mostrado um tênis de qualidade em 2011.
  4. Feliciano López foi capaz de perder para Steve Darcis.

EUA 4×1 Chile


Houve mais emoção nesse confronto do que o esperado. Andy Roddick fazer apenas quatro aces contra o Nicolas Massú já era um mau presságio. Tudo bem que é saibro, mas se o Roddick não for capaz de fazer aces no saibro, imagino quem seja… Então vem John Isner e bellucciza tudo, levando o jogo para o quinto set, ficando esgotado, baixando a cabeça, além de atrasar minha volta para casa. Irmãos Bryan confirmaram, mas não fizeram uma excelente partida, Roddick perdeu o primeiro set contra Paul Capdeville, enfim. O importante é que os EUA enfrentam a Espanha em casa e, caso escolham a grama, dá jogo.

Eu até gostaria de dar palpites para as quartas, mas sem saber o piso e quais jogadores estarão disponíveis, é impossível.

Amanhã começa a temporada de Masters 1000, torneios mais importantes na definição do ranking. Vamos ficar de olho!

 

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Homenagem para as anti-musas do tênis

Já se passaram sete dos catorze dias de Aberto da Austrália e podemos dizer que o torneio superou Wimbledon do ano passado em qualidade e emoção dos jogos, mas ainda está atrás do US Open. Assim como em Nova York tivemos o clássico Djokovic/Federer, Melbourne foi premiada com um dos jogos mais marcantes que já vi no feminino.

A vitória de Francesca Schiavone sobre Svetlana Kuznetsova no jogo mais longo da WTA em Grand Slams (4h44), com 16/14 no terceiro set, foi muito esclarecedora para mim, que venho tentando decifrar minha indisposição com tênis feminino. Eu imaginava que fosse uma espécie de “luto” pela aposentadoria da Elena Dementieva, mas percebi que é mais do que isso. Schiavone/Kuznetsova teve TUDO que eu gostaria numa partida de tênis entre duas mulheres.

Menos uniformes minimamente planejados e mais suor, menos descontrole mental e mais coragem, menos arroz-com-feijão e mais ousadia, menos duplas-faltas e mais aces, menos cara de choro e mais cara de superação. Schiavone sempre sacou depois, pressionada, e em nenhum momento perdeu a cabeça, mesmo nos match-points contra, além de ir para o winner sem pestanejar.

Por sua vez, Sveta não se abalou com as chances desperdiçadas e quebrou a italiana DUAS vezes quando ela sacou para o jogo. Uma imagem para mim foi marcante: em uma das viradas – acho que em 13/12 – as duas recebiam atendimento médico e Schiavone deu um grande sorriso para a fisioterapeuta e um tapinha no seu ombro. Tenho que confessar, a italiana é um monstro. Ela passa por tudo com muita garra, sem perder a noção de que, em alguns minutos, tudo aquilo seria motivo de risada.

Enquanto isso, na imponente quadra central, Maria Sharapova era eliminada com muita facilidade pela promissora Andrea Petkovic. Não tenho nada contra a “musa” e Ana Ivanovic, que também faz parte do clube ganhei-Slam-mas-me-perdi. Porém, eu sou muito mais as “anti-musas” Schiavone e Kuznetsova, que também têm seus Grand Slams no currículo e são mais jogadoras do que as duas beldades. Nem vou colocar Jankovic e Safina na comparação, porque é covardia. Wozniacki ainda é muito nova e está em ascensão, então vamos observá-la por enquanto. De qualquer forma…

Salve Schiavone! Salve Kuznetsova!

Agora, os rapazes…

Metade das oitavas de final já aconteceu também para os rapazes. Novak Djokovic jogou um tênis quase perfeito e tem tudo para vencer um Tomas Berdych mais confiante. (quem mandou eu apostar no Verdasco?). Já o Roger Federer deu um susto perdendo um set para o Tommy perdi-pro-Bellucci-semana-passada Robredo. A partida foi tensa e teve até o espanhol tentando acertar a cabeça do suíço. Ele que tome cuidado com outro que está jogando muito bem, seu brother de Olimpíada Stan Wawrinka. A vitória sobre Roddick nem foi aqueeeeela surpresa, né. Mas acho que o duelo suíço será muito interessante.

Analisando friamente, pelo que cada um apresentou, a final seria Murray x Djokovic. Mas, pensem, quantas vezes vimos essa final? Quase nunca. Porque um dos dois sempre amarela antes. Isso deve acontecer novamente em Melbourne.

Em sete dias, saberemos os campeões. Não vou falar quem eu acho que ganha, mas torço por Murray e Wozniacki.

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Os famosos e os tenistas

O Australian Open começa hoje, eu sei. Eu deveria agora publicar um post com os meus palpites, como todo blogueiro que se preze. Porém, eu decidi fazer algo diferente. Não sei se vocês já viram os posts que o Kibe Loco faz nas vésperas do BBB, “somando” famosos para encontrar os sósias dos participantes. Eu decidi fazer o mesmo, mas com as nossas amadas estrelas da raquete que vão brilhar muito na Austrália.

Como vocês podem perceber, tenho preferências por atores de seriados e jogadores de futebol (minha cultura inútil tinha que servir para alguma coisa). Porém, eu JAMAIS conseguiria pensar nisso tudo sozinha! Tive muita ajuda e muitas fontes, todas citadas no fim do post.



BBBIZARRO DOS TENISTAS

Muitos dos sósias são “consensos universais” (redundância fail), como Andy Roddick/Sean William Scott e Tsonga/Ali, mas alguns foram realmente difíceis. Portanto, MUITO OBRIGADA às mentes férteis de Letícia Scalia, Lhys e Marcela Lupoli pela ajuda prestada. O blog Esporte Fino também ajudou com a sacada Federer/Chalita e esse vídeo postado no blog Saque e Voleio em 2007 foi fundamental para relembrar o querido Screech de “Galera do Barulho”.

Agora, se quiserem que eu faça um das mulheres, só deixar um comentário. (HÁ!)

E bora perder noites de sono acompanhando o Australian Open!

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