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10 coisas que aprendi em Montevidéu

Deixando bem claro: esse post não é sobre tênis. Afinal, o que eu posso falar? O Brasil ganhou, como deveria, de um time sem o seu principal jogador. Não é diminuir os méritos do time, mas reconhecer que, felizmente, somos a segunda potência da América Latina.

Bom, então o post é pessoal. Misturei um monte de impressões aqui da viagem e do trabalho. Espero que gostem. Aqui vão as dez lições que aprendi em Montevidéu:

1. Você pode viajar com RG para o Uruguai, mas vá de passaporte. Se perder o papel de entrada no país carimbado, tem que pagar uma taxa para voltar.
2. Thomaz Bellucci não é antipático ou metido. Ele é só incrivelmente tímido mesmo. Muito. Nunca vi alguém ficar tão vermelho na minha vida. Gostei de ter feito uma pergunta que gerou repercussão e interesse, mas ao mesmo tempo fiquei com pena de tê-lo colocado numa posição meio constrangedora. De qualquer forma, Bruno Soares “mitou” na resposta. (Boiou? Entra aqui)
3. Salas de imprensa esportivas são ambientes de baixa presença feminina.
4. Eu preciso de um smartphone.

5. Jornalistas são pessoas legais.
6. Secador de cabelo e hotel são coisas que definitivamente não combinam.
7. O Rogerinho e o Feijão pareciam duas pessoas que acabaram que entrar na faculdade. Felizes com tudo, ansiosos para se encaixarem no grupo e com brilho nos olhos.
8. Bruno Soares merece um fã-clube.
9. João Zwetsch e Marcos Daniel são gentis e bem articulados, como haviam me dito.
10. Preciso aprender a fazer perguntas não-fanfarronas também.

E vocês, pessoas? Leram os textos que eu fiz para o Tenisbrasil? Gostaram das fotos da Marcela, querer cornetar? Enfim, deixem suas impressões.

PS Davis 1: que faaaaaaase dos EUA! Perdendo da Espanha sem o Nadal na quadra dura. Ok, não é uma zebra, mas já houve um tempo em que os norte-americanos eram mais confiáveis.

PS Davis 2: Sérvia e Argentina… ambas têm apenas um jogador totalmente confiável. No caso dos sul-americanos, o Del Potro, já que o Nalba está com muitas dificuldades físicas.

PS Davis 3: Espanha e França. Duas equipes com inúmeras formações possíveis. A presença (ou ausência) de Nadal será fundamental.

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SEVEN SEVEN SEVEN SEVEEEEN… 7

Sim, pessoas, há um ser humano solto por aí que venceu sete vezes seguidas o mesmo torneio. E não é um challenger na Indonésia, mas sim um Masters 1000. A segurança que Rafael Nadal tem no saibro é tão impressionante, que eu valorizo ainda mais o feito de Robin Soderling em Roland Garros em 2009. Aquela foi a última vez que o Nadal perdeu no saibro e Deus sabe (ou não) quando será a próxima.

Em Monte Carlo, Nadal teve dois importantes desafios: enfrentou um tenista que não é especialista em saibro, mas tem perna e muito talento (Andy Murray, falamos mais sobre ele depois) e um cara que só não teve mais sucesso no piso nesse ano que o Almagro (David Ferrer). Nadal passou pelos dois, contando mais com sua regularidade do que com um tênis brilhante. Na verdade, a última vez que vi Nadal ser brilhante foi no US Open, mas acho que Roland Garros desse ano tem tudo para ser o melhor torneio de sua carreira.

O que falta para o número 1 é apenas enfrentar Djokovic no piso. Não acho que o sérvio vai ameaçá-lo, até porque teve dificuldades na quadra dura, que é favorável a ele. Mas não custa torcer para que esse encontro aconteça. Enquanto isso, continuamos acompanhando o reinado de Nadal, cada vez mais se consolidando como melhor da história no saibro. Os números serão batidos.

E lá vamos nós, Roger

Ao contrário de Miami, dessa vez eu posso dizer que realmente me decepcionei com o Federer. Por mais que o Melzer tenha jogado muito bem, o Roger continua tendo um número de erros muito fora do seu padrão. O seu jogo sempre foi encantador justamente por sua precisão técnica, sutileza e agressividade. Mas o que vimos no jogo contra Nadal nos EUA e contra Melzer foi um jogador acanhado. Deu até a impressão de que o austríaco era mais forte mentalmente do que o Federer. Acho que era de certa forma sua obrigação chegar pelo menos até o Ferrer. Vamos ver o que o resto do saibro reserva para ele.

E o Murray. tentenãoseempolgarsheila Eu diria tranquilamente que ele está de volta, se não fosse a maldita lesão no cotovelo que deve tirá-lo de Barcelona. De qualquer forma, tivemos evoluções:
– ele ganhou um jogo
– ele ganhou MAIS de um jogo
– ele jogou muito bem contra o Nadal
– ele tirou um set do Nadal no saibro
– ele jogou bem com o cotovelo destruído

Well done, mate.

Bruno em voo solo…

Quem imaginava? Bruno Soares fez mais com Juan Ignacio Chela do que com Marcelo Melo. Por mais que os títulos de Santiago e do Brasil Open sejam relevantes, a final de um Masters 1000 é mais. Será que a dupla brasileira teria chegado lá e oferecido mais trabalho aos Bryan na final? Não podemos saber. Mas os próximos torneios serão importantíssimos para saber o que o futuro reserva aos mineiros. Falo por mim: prefiro um brasileiro vencendo grandes torneios a dois ganhando medianos.

Fed Cup, baby!

Adoro Copa Davis, adoro Fed Cup. Por isso, fiquei de olho nos confrontos desse fim de semana. Nas semifinais, fiquei feliz pela volta da Zvonareva e o domínio delas sobre as italianas, ainda mais depois do drama contra a França. O que não entrou na minha cabeça foi a esnobada da Schiavone, que não quis jogar. Stuttgart não é desculpa, a Jankovic também vai para lá. Enfim…

A outra semifinal foi mais interessante, com toda a pressão do mundo em cima da Wickmayer. O problema é que a belga-mais-argentina-da-WTA (by Mario Sergio) ainda não tem uma maturidade compatível com seu talento. Já a Kvitova parece ter mais firmeza nesses momentos. A Rússia é favorita na final, mas, after all, elas são russas. TUDO PODE ACONTECER.

O drama sérvio
Ô povo que gosta duma quizumba! Aos fatos:
– a Sérvia disputou os playoffs por uma vaga no Grupo Mundial contra a Eslováquia
– Jankovic e Ivanovic aparecem para jogar, todos dizem que elas se odeiam
– capitão sérvio tira Jankovic do primeiro dia e bota a Bojana Jovanovski para jogar
– Jovanovski perde seu jogo e Ivanovic ganha
– Ivanovic se machuca no primeiro jogo do domingo e Cibulkova tira sarro no twitter
– Jankovic jogar 3h para derrotar Hantuchova
– Jankovic volta com Krunic para vencer as eslovacas. Elas perderam o primeiro set, estavam com 2/5 contra no segundo, viraram para 7/5, salvando match-point, quebraram quando as eslovacas sacaram para o jogo no terceiro e fecharam em 9/7 após 3h17.

UFA. A próxima semana será mais light, com Barcelona e Stuttgart. É semana de Bellucci com chave bem complicada.

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Arquivado em Masters 1000, Torneios WTA

Ressaca australiana

No último post, eu falei apenas da final masculina do Australian Open, deixando as mulheres de lado mais uma vez (Sheila, sua machista!). Na verdade, o fato é que estão ocorrendo algumas mudanças na WTA recentemente e todas se relacionam a Kim Clijsters de alguma forma. Então, o primeiro destaque do dia é ela.


Nesta semana, a Clijsters se tornou a nova-antiga número 1 do ranking. A primeira vez que ela esteve no topo foi em 2003 e isso diz muito sobre o circuito feminino hoje em dia. Olhando o top 20, a maioria tem menos de 25 e, mesmo assim, as “velhas” Kim e Na Li foram as finalistas na Austrália. Isso significa que as novatas não têm talento? Não. Na realidade, são as pós-25 que mostram atualmente uma forma física impressionante.

Tirando a Venus Williams e a Justine Henin (que desistiu de voltar, logo a norte-americana deve fazer o mesmo), temos grandes jogadoras hoje em dia em excelente forma num estágio mais ou menos avançado de suas carreiras: Stosur, Schiavone, Pennetta, Kuznetsova, Na Li, até a Zvonareva, que tem cara de menina, mas já tem seus 26… tanto nos Grand Slams, quanto na Fed Cup, que acompanhamos recentemente, essas tenistas foram os destaques. A impressão que dá, quando vemos as partidas, é que a idade não faz diferença na parte física do jogo, mas faz MUITA na parte mental.

Clijsters é a jogadora mais talentosa em atividade atualmente e, quando a Serena voltar… continuará sendo! A Serena é mais forte nos músculos, na garra e na confiança, e isso você não encontra em nenhuma outra tenista da WTA. Mas a Mamãe Kim conseguiu sair da sombra de Henin, pegar um momento propício, sem as Williams, e o aproveitou quase totalmente ao seu favor: US Open, Masters de Doha, Australian Open. Além disso, Kim inspira tanta confiança, que, quando sai atrás no placar, todos sabem que acontecerá a virada. Foi assim em Melbourne e em Paris, na partida que lhe deu o número 1. É simples: não há como dizer que, hoje, ela não é a melhor tenista em atividade.

Porém, onde fica Caroline Wozniacki nessa história? A dinamarquesa pode muito bem recuperar a posição em pouquíssimo tempo e será premiada novamente por sua regularidade e (why not?) seu talento. Certamente, Wozniacki se saiu melhor no posto de número-1-sem-Slam do que Jankovic e Safina, muito devido a seu temperamento calmo e humilde. Wozniacki não é egocêntrica, sabe onde estão as suas falhas e o que deve fazer para melhorá-las, nesse aspecto, ela me lembra o Nadal. É bom para ela ficar fora dos holofotes por um tempo e trabalhar para ser a melhor tenista que pode ser. Antes que me esqueça, como ela estava linda no prêmio Laureus!

Um fator que poderá mudar tudo e jogar esse top 10 de cabeça para baixo é a volta de Serena, cada vez mais próxima. Tremei, WTA!

 

 


No saibro sul-americano… vencem os espanhóis!

Já acabaram Santiago e Costa do Sauípe na turnê sul-americana de saibro, faltando Buenos Aires e Acapulco. Até agora, só os espanhóis fizeram a festa: Robredo no Chile e Almagro no Brasil. Na Bahia, Alexandr Dolgopolov mostrou que não será um nome passageiro (assim como Raonic está fazendo no torneio de San Jose), mas a experiência do “segundo escalão espanhol” tem feito a diferença ainda. Thomaz Bellucci se esforça, mas esbarra em chances desperdiçadas e torções azaradas no pé. O paulista parece que está buscando melhorar seu jogo, não ficar tão dependente de seu saque e forehand, mas o processo é longo e muitos dos drop-shots e voleios que ele tenta são ruins.

De qualquer forma, ele está tentando. O problema é que o circuito não vai ficar sentado esperando Bellucci ser um tenista melhor. O top 30 já escapou, o top 20 parece um sonho já bem distante e é necessário tomar cuidado para o top 40 não ir embora. Quem tem dado boas alegrias são Marcelo Melo e Bruno Soares, campeões em Santiago e no Sauípe. Que os mineiros não percam o embalo e consigam bons resultados em torneios mais importantes.

No resto do mundo, destaque para a boa campanha de Del Potro em San Jose, perdendo apenas na semifinal para Verdasco. O argentino faz muito bem em disputar torneios de quadra dura nos EUA, ao invés de ficar fazendo ralis com os espanhóis por aqui no saibro. Trabalhando dessa forma, Del Potro pode chegar numa boa condição para Miami e Indian Wells.

Winner da semana: Robin Soderling, fazendo o seu e mantendo a quarta posição do ranking com a boa campanha em Roterdã.

Dupla-falta da semana: Andy Murray. Roterdã era uma grande chance para o tri-vice de Slams mostrar que não está abatido e recuperar sua desgastada imagem. Cair na estreia definitivamente não ajudou muito…

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Arquivado em Torneios ATP, Torneios WTA