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Os soberanos do começo

Update para você que não estava no planeta Terra ultimamente: Novak Djokovic e Caroline Wozniacki foram os campeões em Indian Wells, primeiro grande torneio da temporada após o Australian Open. Vamos então fazer um recap da campanha de ambos:

Djokovic: aplicou três pneus em seguida nas primeiras rodadas em cima de Andrey Golubev, Ernests Gulbis e Viktor Troicki. Tomou um sustinho do Richard Gasquet, mas venceu tranquilamente depois e fez um jogo nervoso contra Roger Federer. Jogo em que o saque do suíço não entrou, abalando sua confiança e fazendo com que ele jogasse de forma conservadora, o que nunca é bom para Federer. Contra Rafael Nadal, muitos ralis, que geralmente acabam em erros não-forçados, ao invés de winners. Quem errou mais, o Nadal, levou a pior.

Wozniacki: estreou contra uma adolescente americana chamada Sloane Scheepers e venceu fácil, fazendo o mesmo contra Maria Jose Martinez Sanchez. Tomou o susto básico contra Alisa Kleybanova (olho nela), foi beneficiada pela desistência de Victoria Azarenka nas quartas (se bem que a bielo-russa dificilmente venceria), atropelou Sharapova e teve um jogo mais longo contra Marion Bartoli na final.

Meus palpites na semana passada foram Soderling e Wozniacki. Confesso agora que realmente o feminino teve mais lógica. Mesmo se Clijsters não estivesse contundida, a falta de ritmo de jogo seria fatal para a belga no calor californiano nas rodadas decisivas. Sem as irmãs Williams e com jogadoras boas, mas não o suficiente para bater a número 1, as esperanças restaram em Ivanovic e Sharapova, que fizeram campanhas animadoras para seus milhares de admiradores. Vale destacar a vitória de Dinara Safina contra Sam Stosur (não sei se isso diz mais sobre a australiana do que sobre a russa…) e Bartoli, que não tem nada de espetacular em seu jogo, mas foi muito guerreira contra Ivanovic.

Soderling fazia sentido matematicamente. Quatro torneios, três títulos. Porém, Brisbane, Roterdã e Marselha não foram exatamente as chaves mais difíceis do ano, certo? O trio fantástico (Murray está de castigo e foi excluído momentaneamente) não esteve em nenhum deles. De qualquer forma, caso jogue em Miami, Soderling não pode ser totalmente descartado. Ainda não sei exatamente como esse sueco funciona, então, vou mantê-lo em observação (ok ok falei, falei e não disse nada).

O que tenho para falar sobre o Trio? Gostei muito do que vi de Federer nas duplas, um jogo mais rápido, de reações instantâneas, idas à rede… ele deveria jogar mais torneios com o Stan Wawrinka. Em simples, foi um Dubai/Melbourne reloaded: jogando muito bem até chegar em Djokovic, sem conseguir impor seu estilo. Agora que as posições deles se inverteram, seria bem legal se, uma vez na vida, os dois não se enfrentassem na semifinal. Já encheu.

Bom, o que temos até agora é Wozniacki reinando na WTA (com uma Kim que faz participações especiais e rouba a cena de vez em quando) e Djokovic sobrando na ATP com uma série de vitórias que começou na Copa Davis, lá em dezembro. Ainda há Miami nessa fase inicial antes do saibro, onde TUDO muda. Principalmente, onde Nadal não pode mais errar.


PS: Juan Martin Del Potro, bem-vindo de volta.

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O efeito Indian Wells

O post de hoje é pequeno porque, como vocês devem ter visto no meu Twitter, eu estou trabalhando neste fim de semana. Além disso, pouca coisa aconteceu que mereça muita atenção, mas está quase tudo aqui. Semana que vem, com o campeão e a campeã, o post será grande. #prometo

Fiquei bastante impressionada com a quantidade de atenção e favoritismo que Novak Djokovic está recebendo da imprensa antes do Masters. Acho que nunca o sérvio chegou a um torneio tão prestigiado. Nós sabemos que o Nole é um cara que se empolga com esse tipo de bajulação, mas não podemos prever o quanto sua mente está preparada para discernir entre realidade e oba-oba. Na verdade, acho melhor até que ele não seja campeão.

Roger Federer estreia hoje também e não esperamos nada menos do que ele sempre oferece: jogos que são verdadeiras aulas de tênis, viajadas absolutas para dar aquele susto. Eu assisti ao Rafael Nadal ontem pela TV já sem a preocupação de trabalhar e não gostei muito do que vi, mesmo com o pneu. O espanhol descalibrou novamente o saque e parecia insatisfeito com algumas bolas bobas que errou. Ainda não sabemos qual será o Nadal 2011.

Andy Murray, vamos lá. Minhas respostas às vitórias e derrotas deles são sempre exageradas porque, vocês sabem, eu torço pelo cara. Xingo Murray, como detono o Thomaz Bellucci, pelo simples fato de esperar mais do que eles podem oferecer. Depois da surra que levou do Djokovic, o Murray claramente está sem rumo, sem noção do que fazer, de como melhorar, de onde errou.

Ainda acho que a chave está no aspecto mental, como estava em Djokovic. Mas não adianta mais cobrar isso para agora, ele vai precisar de muito tempo. Afinal, o ano passado dele não foi muito bom também, certo? Acho que está na hora de baixar as expectativas. Já Del Potro parece cada vez mais promissor, mesmo sem apresentações brilhantes. O argentino está confortável em quadra e jogando o básico, de forma eficiente, e está certo. Não adianta querer bater na bola tão forte quanto antes ou arriscar demais. Para ele, o segredo são os pequenos passos.

Hoje tem estreia dos brasileiros também. Acho que Bellucci se complica contra o Benjamin Becker e Ricardo Mello tem boas chances contra John Isner. O grandalhão está numa fase lamentável e o brasileiro é mais forte mentalmente.

E as mulheres? Não pude ver as mulheres, porque ninguém transmitiu! Mas até agora, nada de muito chocante, além das derrotas de Kuznetsova e Na Li. O jogo mais interessante foi a vitória da Safina contra a Hantuchova. Quem sabe a russa não volta ao top 20? Mas acho que esse é o máximo que ela pode alcançar novamente. A nova geração está vindo aí e parece promissora.

Meus palpites para o título: Caroline Wozniacki e Robin Soderling.

(Era para o post ser pequeno, né hehe)

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