Arquivo da tag: Kim Clijsters

Os soberanos do começo

Update para você que não estava no planeta Terra ultimamente: Novak Djokovic e Caroline Wozniacki foram os campeões em Indian Wells, primeiro grande torneio da temporada após o Australian Open. Vamos então fazer um recap da campanha de ambos:

Djokovic: aplicou três pneus em seguida nas primeiras rodadas em cima de Andrey Golubev, Ernests Gulbis e Viktor Troicki. Tomou um sustinho do Richard Gasquet, mas venceu tranquilamente depois e fez um jogo nervoso contra Roger Federer. Jogo em que o saque do suíço não entrou, abalando sua confiança e fazendo com que ele jogasse de forma conservadora, o que nunca é bom para Federer. Contra Rafael Nadal, muitos ralis, que geralmente acabam em erros não-forçados, ao invés de winners. Quem errou mais, o Nadal, levou a pior.

Wozniacki: estreou contra uma adolescente americana chamada Sloane Scheepers e venceu fácil, fazendo o mesmo contra Maria Jose Martinez Sanchez. Tomou o susto básico contra Alisa Kleybanova (olho nela), foi beneficiada pela desistência de Victoria Azarenka nas quartas (se bem que a bielo-russa dificilmente venceria), atropelou Sharapova e teve um jogo mais longo contra Marion Bartoli na final.

Meus palpites na semana passada foram Soderling e Wozniacki. Confesso agora que realmente o feminino teve mais lógica. Mesmo se Clijsters não estivesse contundida, a falta de ritmo de jogo seria fatal para a belga no calor californiano nas rodadas decisivas. Sem as irmãs Williams e com jogadoras boas, mas não o suficiente para bater a número 1, as esperanças restaram em Ivanovic e Sharapova, que fizeram campanhas animadoras para seus milhares de admiradores. Vale destacar a vitória de Dinara Safina contra Sam Stosur (não sei se isso diz mais sobre a australiana do que sobre a russa…) e Bartoli, que não tem nada de espetacular em seu jogo, mas foi muito guerreira contra Ivanovic.

Soderling fazia sentido matematicamente. Quatro torneios, três títulos. Porém, Brisbane, Roterdã e Marselha não foram exatamente as chaves mais difíceis do ano, certo? O trio fantástico (Murray está de castigo e foi excluído momentaneamente) não esteve em nenhum deles. De qualquer forma, caso jogue em Miami, Soderling não pode ser totalmente descartado. Ainda não sei exatamente como esse sueco funciona, então, vou mantê-lo em observação (ok ok falei, falei e não disse nada).

O que tenho para falar sobre o Trio? Gostei muito do que vi de Federer nas duplas, um jogo mais rápido, de reações instantâneas, idas à rede… ele deveria jogar mais torneios com o Stan Wawrinka. Em simples, foi um Dubai/Melbourne reloaded: jogando muito bem até chegar em Djokovic, sem conseguir impor seu estilo. Agora que as posições deles se inverteram, seria bem legal se, uma vez na vida, os dois não se enfrentassem na semifinal. Já encheu.

Bom, o que temos até agora é Wozniacki reinando na WTA (com uma Kim que faz participações especiais e rouba a cena de vez em quando) e Djokovic sobrando na ATP com uma série de vitórias que começou na Copa Davis, lá em dezembro. Ainda há Miami nessa fase inicial antes do saibro, onde TUDO muda. Principalmente, onde Nadal não pode mais errar.


PS: Juan Martin Del Potro, bem-vindo de volta.

Anúncios

1 comentário

Arquivado em Masters 1000, Torneios WTA

Ressaca australiana

No último post, eu falei apenas da final masculina do Australian Open, deixando as mulheres de lado mais uma vez (Sheila, sua machista!). Na verdade, o fato é que estão ocorrendo algumas mudanças na WTA recentemente e todas se relacionam a Kim Clijsters de alguma forma. Então, o primeiro destaque do dia é ela.


Nesta semana, a Clijsters se tornou a nova-antiga número 1 do ranking. A primeira vez que ela esteve no topo foi em 2003 e isso diz muito sobre o circuito feminino hoje em dia. Olhando o top 20, a maioria tem menos de 25 e, mesmo assim, as “velhas” Kim e Na Li foram as finalistas na Austrália. Isso significa que as novatas não têm talento? Não. Na realidade, são as pós-25 que mostram atualmente uma forma física impressionante.

Tirando a Venus Williams e a Justine Henin (que desistiu de voltar, logo a norte-americana deve fazer o mesmo), temos grandes jogadoras hoje em dia em excelente forma num estágio mais ou menos avançado de suas carreiras: Stosur, Schiavone, Pennetta, Kuznetsova, Na Li, até a Zvonareva, que tem cara de menina, mas já tem seus 26… tanto nos Grand Slams, quanto na Fed Cup, que acompanhamos recentemente, essas tenistas foram os destaques. A impressão que dá, quando vemos as partidas, é que a idade não faz diferença na parte física do jogo, mas faz MUITA na parte mental.

Clijsters é a jogadora mais talentosa em atividade atualmente e, quando a Serena voltar… continuará sendo! A Serena é mais forte nos músculos, na garra e na confiança, e isso você não encontra em nenhuma outra tenista da WTA. Mas a Mamãe Kim conseguiu sair da sombra de Henin, pegar um momento propício, sem as Williams, e o aproveitou quase totalmente ao seu favor: US Open, Masters de Doha, Australian Open. Além disso, Kim inspira tanta confiança, que, quando sai atrás no placar, todos sabem que acontecerá a virada. Foi assim em Melbourne e em Paris, na partida que lhe deu o número 1. É simples: não há como dizer que, hoje, ela não é a melhor tenista em atividade.

Porém, onde fica Caroline Wozniacki nessa história? A dinamarquesa pode muito bem recuperar a posição em pouquíssimo tempo e será premiada novamente por sua regularidade e (why not?) seu talento. Certamente, Wozniacki se saiu melhor no posto de número-1-sem-Slam do que Jankovic e Safina, muito devido a seu temperamento calmo e humilde. Wozniacki não é egocêntrica, sabe onde estão as suas falhas e o que deve fazer para melhorá-las, nesse aspecto, ela me lembra o Nadal. É bom para ela ficar fora dos holofotes por um tempo e trabalhar para ser a melhor tenista que pode ser. Antes que me esqueça, como ela estava linda no prêmio Laureus!

Um fator que poderá mudar tudo e jogar esse top 10 de cabeça para baixo é a volta de Serena, cada vez mais próxima. Tremei, WTA!

 

 


No saibro sul-americano… vencem os espanhóis!

Já acabaram Santiago e Costa do Sauípe na turnê sul-americana de saibro, faltando Buenos Aires e Acapulco. Até agora, só os espanhóis fizeram a festa: Robredo no Chile e Almagro no Brasil. Na Bahia, Alexandr Dolgopolov mostrou que não será um nome passageiro (assim como Raonic está fazendo no torneio de San Jose), mas a experiência do “segundo escalão espanhol” tem feito a diferença ainda. Thomaz Bellucci se esforça, mas esbarra em chances desperdiçadas e torções azaradas no pé. O paulista parece que está buscando melhorar seu jogo, não ficar tão dependente de seu saque e forehand, mas o processo é longo e muitos dos drop-shots e voleios que ele tenta são ruins.

De qualquer forma, ele está tentando. O problema é que o circuito não vai ficar sentado esperando Bellucci ser um tenista melhor. O top 30 já escapou, o top 20 parece um sonho já bem distante e é necessário tomar cuidado para o top 40 não ir embora. Quem tem dado boas alegrias são Marcelo Melo e Bruno Soares, campeões em Santiago e no Sauípe. Que os mineiros não percam o embalo e consigam bons resultados em torneios mais importantes.

No resto do mundo, destaque para a boa campanha de Del Potro em San Jose, perdendo apenas na semifinal para Verdasco. O argentino faz muito bem em disputar torneios de quadra dura nos EUA, ao invés de ficar fazendo ralis com os espanhóis por aqui no saibro. Trabalhando dessa forma, Del Potro pode chegar numa boa condição para Miami e Indian Wells.

Winner da semana: Robin Soderling, fazendo o seu e mantendo a quarta posição do ranking com a boa campanha em Roterdã.

Dupla-falta da semana: Andy Murray. Roterdã era uma grande chance para o tri-vice de Slams mostrar que não está abatido e recuperar sua desgastada imagem. Cair na estreia definitivamente não ajudou muito…

1 comentário

Arquivado em Torneios ATP, Torneios WTA

Previsões, digo, prognósticos para 2011

Ué, mas a temporada de tênis já recomeçou? Sim!

Na próxima semana, temos os torneios de Brisbane (feminino e masculino), Chennai, Auckland (feminino), Doha, a Copa Hopman e a exibição de Hong Kong. E todos os principais tenistas do mundo entram em quadra (exceto o Thomaz Bellucci, rs). Já tivemos até o primeiro título da temporada para Rafael Nadal em Abu Dhabi (mas não é torneio do circuito, então não tem lá aquele valor…). De qualquer forma, já passou da hora de fazer as previsões os prognósticos para 2011.

Como ficará a rivalidade Federer/Nadal?


Recentemente, os dois maiores ídolos do tênis disputaram quatro partidas e cada um ganhou duas. Mesmo que Roger Federer tenha vencido a única que realmente valia alguma coisa (a decisão do ATP Finals), não haverá supremacia de nenhum dos dois nessa temporada, pelo menos nos confrontos diretos. Nadal não vai conseguir defender todos os títulos de 2010 e Federer vai parar de perder match-points para jogadores inferiores (sim, Djokovic e Monfils, estou falando com vocês). Em termos de ranking, acho que Federer recupera o número 1, mas apenas lá no ATP Finals.

Soderling pode ameaçar Djokovic e Murray?


Único do top 5 em fase ascendente, Robin Soderling pode sim ameaçar o sérvio e o escocês, principalmente no começo do ano. Um título em Brisbane, uma final no Australian Open, um Masters 1000 e pronto, ele consegue. Eu apostaria que Soderling tira Djokovic do top 4, ao invés de Andy Murray. O sérvio teve poucas férias – por causa da Copa Davis – e não parece ter feito uma pré-temporada muito dedicada. Já o britânico tem mais pontos para defender nesse início de ano e mais urgência de se provar.

O que a WTA nos reserva, além de desmaios, gritos, desfiles de moda e choro?


Caroline Wozniacki é capaz de vencer um Grand Slam e é provável que ela consiga ainda neste ano, mas a liderança da WTA continuará trocando de mãos. Vera Zvonareva passará alguns dias sentindo o peso de ser a-número-1-que-nunca-venceu-um-Grand-Slam, Sharapova e Ivanovic vão chamar atenção e decepcionar novamente. O “retorno” da temporada será o de Dinara Safina, não o de Serena Williams, essa volta só para o US Open e olhe lá. No final da temporada, a Venus anuncia sua aposentadoria e todas fingem de ficam tristes (até porque, ela é mala, ao contrário da Dementieva).

O que o Bellucci vai fazer de bom?


Ele já fez, contratou o Larri Passos. Com todas as boas coisas que fez no ano passado e todas as pancadas que levou pelos vacilos, Bellucci está mais do que preparado para conquistar algo melhor. Isso significa um ATP 500, como aquele que escapou em Hamburgo, entrar de vez no top 20 ou chegar às quartas de um Grand Slam (o mais difícil das três coisas).

Feliz 2011 e muitos aces, fedais, balões, passadas e uniformes de gosto duvidoso!


Deixe um comentário

Arquivado em Grand Slam, Torneios ATP, Torneios WTA

Sou mais as loiras

Sempre fiz parte daqueles que deixam a WTA em segundo plano, isso é muito claro nos assuntos dos meus posts. Os jogos me entediam, os campeonatos idem, a qualidade das tenistas também. Mas nem sempre foi assim. Antes de Clijsters e Henin se aposentarem, eu era a presidente do fã-clube Bélgica. Principalmente contra as Williams.

Não, eu não acho que as Williams transformaram o tênis feminino em pura pancadaria. Sim, elas trouxeram um nível de força ao jogo nunca antes visto, mas as duas são extremamente técnicas. Qualquer uma gostaria de ter o saque delas, por exemplo. (inclusive alguns homens…)

O que me irrita um pouco nas Williams é o comportamento meio arrogante delas. Aham, eu não sei separar o pessoal do profissional, okay. Mas, para mim, isso é importante para ter minha torcida. O fascinante de seguir um atleta não é só admirar sua performance, mas se identificar com as emoções que ele sente em quadra. E eu nunca senti isso pelas Williams, tampouco por Maria Sharapova e Ana Ivanovic, duas das queridinhas dos últimos anos.

Sharapova e Ivanovic são belas tenistas (nos dois sentidos), mas claramente se deslumbraram com a popularidade e, quando acordaram, o trem já tinha passado. Voltar ao número 1 é quase impossível, ganhar outro Grand Slam então, nem se fala.

Escrevi tudo isso para chegar nas três personagens da WTA nessa semana. Kim Clijsters e Caroline Wozniacki, as melhores do ano, e Elena Dementieva, que anunciou sua aposentadoria aos 29 anos, ainda no top 10.


O jogo da Dementieva era feio, apesar de eficiente para uma péssima sacadora. Seu potente forehand era muito bonito de se ver, mas as suas constantes decepções em quadra e sua expressão desesperada para a mãe me fizeram torcer cada vez mais por ela. Vai entender. Talvez porque eu sou corintiana e gosto de sofrer.

Dementieva é uma campeã olímpica. Isso ninguém pode apagar e, na minha opinião, algo tão valioso quanto um Grand Slam. Apesar de ser considerada uma musa, sempre se manteve discreta e com classe. Nunca usou isso para aparecer mais do que as outras. A elegância de só contar que deixaria as quadras após o último jogo, evitando meses de homenagens e chororô, mostra o quanto Lena, no fim das contas, tem a cabeça no lugar muito mais do que parecia em quadra.

Porém, quando se trata de alguém que você só conhece pelas telas, é sempre bom ter um pé atrás. Até que Dementieva publica em seu site a carta da Bárbara, jornalista carioca do blog Fierce Tennis. Um gesto de campeã olímpica.

Vejo esse mesmo espírito em Kim Clijsters (que felizmente voltou) e Caroline Wozniacki. Com mais talento. No caso da belga, muito mais talento. Duas grandes competidoras, que não fazem pouco da WTA.

Eu não sou contra as tenistas se retirarem de alguns torneios, preservando seu físico. A própria Clijsters fez isso neste ano. Mas não entra na minha cabeça como a Serena sofre uma lesão que a deixa fora por seis meses e fica a cada torneio anunciando que vai jogar, para sair na última hora. Enfim, pode ser uma reação mais emocional do que racional, mas eu gostei do Masters sem elas, de ver Kim e Carol na decisão. Na WTA, eu sou mais as loiras.

 

 

1 comentário

Arquivado em Torneios WTA

Acabou?

Wawrinka azedou o molho inglês (ok, péssimo)

Após a derrota de Andy Murray hoje, é muito difícil não enxergar uma final entre Rafael Nadal e Roger Federer no US Open. Mais que isso, é muito complicado apontar outro nome para o título, além do suíço. Curiosamente, o tenista que causou o “estrago” veio do mesmo país do vice-líder do ranking. Stanislas Wawrinka lutou, numa partida dramática, contra um Murray que machucou o joelho durante a partida, prejudicando sua grande virtude, a movimentação.

Porém, Wawrinka também se lesionou durante o jogo, mas não abaixou a cabeça e mostrou mais experiência do que Murray. Desse marcante duelo, ficam duas questões: será que Nadal é capaz de fazer frente a Roger na final? O nível do tênis do espanhol, nessa primeira semana, foi pior do que o apresentado pelo suíço. A outra é o que será da mente desse Andy, que nunca chega lá. Todos sabemos que ele pode. Ele sabe que pode. Mas simplesmente não acontece. Será que o escocês será capaz de superar isso? É uma história do tênis atual que vai se tornando tão importante quanto a rivalidade entre Federer e Nadal.

Até aqui

Djokovic joga bem, mas dá para confiar nele?

A primeira semana foi de muitas zebras no masculino. Tomas Berdych, que eu já havia alertado estar se achando demais, caiu diante do canhoto carismático Michel Llodra. O francês chegou à terceira rodada, mas se machucou e abandonou. Outros também desistiram, como Fernando Gonzalez e Sergiy Stakhovsky.

Alguns tenistas que estão correndo por fora e podem fazer semifinal são Fernando Verdasco, que parou o embalado David Nalbandian, e Robin Soderling, que está bem após uma estreia complicada. Novak Djokovic pegou uma chave difícil, mas está jogando bem. Não vejo o sérvio passando da semifinal, porém. Se conseguir, fará um jogo inesquecível com Nadal, sem dúvida. Nesse caso, eu apostaria no primeiro título do espanhol em Nova York, por sua força mental.

The girls

Será que a Carol consegue?

O torneio feminino, por sua vez, está bastante interessante! Clijsters até agora é a mais firme para defender o título, mas Caroline Wozniacki tem feito partidas excelentes… Se passar por Maria Sharapova, tem tudo para chegar à final. As finalistas de Roland Garros, Francesca Schiavone e Samantha Stosur, finalmente acordaram da soneca e estão jogando muito bem.

Venus também pode chegar lá, como sempre. Ainda mais com o apoio incondicional da torcida, já que, Serena, mais talentosa e carismática, está fora. Svetlana Kuznetsova também está sempre muito regular. Clijsters é a favorita, mas não diria que se trata de algo praticamente fechado, como Federer no masculino.

Agora, vamos à parte divertida!!!!

Melhor jogador da primeira semana: Roger Federer

Pior jogador da primeira semana: Tomas Berdych

Vamos esquecer aquele jogo?

Epic fail da primeira semana: Thomaz Bellucci

Americano(a) mais superestimado(a): Melanie Oudin. A mina tem altura de ginasta. Nem rola.

Jogo mais vou-morrer-do-coração: empate técnico entre Thomaz Bellucci 2×3 Kevin Anderson e Stanislas Wawrinka 3×1 Andy Murray.

Essa não tem salvação

Roupa mais ridícula: é meio manjado, mas a Venus, claro.

Bom, meu bolão particular com a Marcela Lupoli está mostrando que vocês perdem muito tempo lendo esta que vos fala, já que eu errei grande parte dos palpites… Minha amiga de peso inferior está muito a minha frente. Falando nisso, acho que vou chamá-la para escrever um post. Que tal?

1 comentário

Arquivado em Grand Slam

Live from New York… it’s the US Open 2010!

*referência de cultura inútil do título: o bordão do humorístico “Saturday Night Live”

O único Grand Slam que Nadal não tem, o lugar em que Federer chegou às últimas seis finais, o piso mais favorável a Andy Murray, o lugar em que Clijsters e Wozniacki podem repetir a bela campanha do ano passado, a última chance de todos.

O US Open é especial por diversos motivos. Primeiramente, é o Grand Slam de maior premiação total, chegando a quase US$ 3 milhões, não tem aquela frescura de “falta de luz natural” (afinal, lâmpadas não machucam ninguém), o público é mais animado, os tenistas lançam uniformes novos e o clima é mais festivo. Portanto, vamos ao que interessa?

Maiores campeões da era aberta: com cinco títulos, Pete Sampras, Roger Federer e Jimmy Connors. Entre as mulheres, Chris Evert e Margareth Smith, com seis.

Minha lista de favoritos para esse ano, em ordem decrescente:

1 – Roger Federer, só perde se jogar mal ou baixar o santo no Murray

2 – Andy Murray, só perde se surtar ou tremer com o Federer

3 – Robin Soderling, no canto dele, difícil de bater

4 – Rafael Nadal, geralmente, é um mal negócio duvidar dele, mas…

5 – Tomas Berdych, quem chegou na final de Wimbledon pode repetir o feito em NY

6 – Andy Roddick, com a torcida sempre do lado… e motivado

7 – Novak Djokovic, desmotivado, mas sempre chega longe

8 – David Nalbandian, o gordito tá embalado

9 – Mardy Fish, idem ao Nalba

10 – resto

1 – Kim Clijsters, mais talentosa, mais experiente, tem título para defender

2 – Maria Sharapova, se passar pela Wozniacki nas oitavas, difícil segurar

3 – Caroline Wozniacki, é a grande chance dela, como cabeça 1

4 – Svetlana Kuznetsova, sempre regular, como lembrou Luigi Parrini

5 – resto

Os brasileiros que jogam o US Open são Thomaz Bellucci, cabeça de chave 26, que enfrenta o norte-americano Tim Smyczek, famoso-quem. Mas as emoções que o brazuca tem nos dado ultimamente não me fazem cravá-lo na segunda rodada. Ricardo Mello joga contra o alemão Bjorn Phau também amanhã, numa partida mais equilibrada. Júlio Silva, grande surpresa, furou o qualifying e tem um jogo dificílimo contra Pablo Cuevas, do Uruguai.

E sabe qual o melhor motivo de todos para acompanhar o US Open? Passa tanto na Sportv quanto na ESPN!

Na próxima semana, os resultados do bolão particular que farei com Marcela Lupoli. Aguarde no local.


1 comentário

Arquivado em Grand Slam

Essas mulheres…

Para alguns, a última semana foi uma preparação para o Masters de Madri, que começa agora. No entanto, os dias foram agitados entre as mulheres e em Bauru (coisas que só a Copa Davis proporciona). E faz todo sentido um post cor-de-rosa do dia das Mães!

Garotas de Belgrado

As sérvias brilhando muito em Paris. Tem mais esse ano?

Antes de Ana Ivanovic e Jelena Jankovic, a dupla que havia quebrado a hegemonia russo-americana (Guerra Fria feelings) vinha da Bélgica: Henin e Clijsters. E sempre tinha alguma espanhola que aparecia de vez em quando. Bom, o torneio de Roma, ocorrido nos últimos dias, mostra perfeitamente essa dinâmica. As belgas não apareceram por lá (Kim, contudida, nem deve ir à França). E as duas musas sérvias, Ana e Jelena, tentavam retomar os trilhos no circuito, após um período turbulento para ambas.

Essa Ana é horrorosa, né? #NOT

Para os aprendizes: Ana tem 22 anos, e seu maior feito na carreira foi a vitória em Roland Garros-2008. Linda, não hesitou em seguir os passos de Sharapova e seguir uma “carreira” esporádica como modelo.

Jelena toda feliz e saltitante

E quanto mais aparecia (inclusive por seu breve namoro com Fernando Verdasco), Ivanovic acumulava resultados ruins, até que decidiu parar por um tempo. Jelena nunca conquistou um Grand Slam, mas foi número 1 da WTA por muito tempo. E sempre que alguém é líder do ranking e não consegue um dos quatro Majors, sempre é muito cobrada (ligue para Dinara Safina, ela pode explicar melhor).

Em 2010, as garotas de Belgrado tentam voltar a ameaçar as líderes da WTA. Elas tiveram um bom desempenho no torneio de Roma. Jelena perdeu a final para a espanhola (não disse que elas apareciam do nada?) Maria José Martínez Sánchez, que eliminara Ana nas semis.

Esta blogueira que vos fala acompanhou dois duelos nos quais as sérvias jogaram um belo tênis. Ivanovic despachou Dementieva (6-1, 7-6) e Jankovic humilhou Venus Williams (6-0, 6-1). Tomara que elas cheguem motivadas a Roland Garros e agradem homens e mulheres, dentro de quadra.

Davis, Copa Davis

Eu planejei escrever bastante sobre essa rodada sul-americana do torneio de nações, mas não pude acompanhar nenhuma partida. Posso dizer que o Brasil confirmou o favoritismo contra o Uruguai e fez 3-0 com vitórias de Bellucci, Daniel e a dupla Melo-Soares. Para os iniciantes: essa fase inicial da Davis é tranquila e nós geralmente passamos sem problemas. O angu mesmo é lá no fim do ano, quando disputaremos uma vaga no Grupo Mundial contra times geralmente mais fortes. Ano passado, enfrentamos o Equador, e perdemos o confronto em casa.

O sorteio do próximo adversário é na terça, dedos cruzados! Temos um top 30, o problema é se ele poderá participar. Bellucci deixou uma semana de preparação para o Masters de Madri (no qual é cabeça de chave) de lado para ajudar o Brasil (que messiânico! rs). É possível que ele não faça mais esses sacrifícios se estiver com um ranking mais alto. Aguardemos.

Mãe de tenista

Kim e Jada Clijsters

Não deve ser fácil ver seu filho a poucos metros de distância, tenso, atirando raquetes… Bom, essa foi/é a vida das mulheres que deram à luz nossos grandes tenistas. Alice Kuerten, a “mãe número 1 do mundo” de Guga, criou seus meninos sozinha e hoje preside o Instituto do rebento mais famoso. Dona Concepción, argentina, trouxe ao mundo a garra de Fernando, digo, o Fininho. E as mães treinadoras? Como devem sofrer ao terem que ser duras com sua cria! A agonia e a firmeza de Vera Dementieva, Melanie Molitor Hingis e Judy Murray se misturam com o orgulho de vê-los seguindo seus passos. Oracene Price já viu duas filhas, Serena e Venus, vencerem Grand Slams! Confesso que imagino colocar meus futuros filhinhos em uma escolinha de tênis…

E como não falar das tenistas mamães! Acima, a foto de Kim Clijsters, que parou de jogar para ter uma linda filha, voltou ao circuito e venceu o US Open. Será que a pequena Jada vai dar suas raquetadas também?

WINNER DA SEMANA: todos os vencedores dos torneios da semana. Foram muitos e estou com preguiça de escrever aqui. #FAILME

DUPLA FALTA DA SEMANA: eu ia dizer Federer, pela derrota em Estoril, mas algo me impressionou negativamente essa semana. Lembra que Dementieva e Venus perderam essa semana para as sérvias? Pois é. Tanto a russa como a americana jogaram de leg (ou legging). Além de muito feia, a vestimenta deve atrapalhar bastante o deslocamento das tenistas, não? Portanto, dupla falta para as legs no tênis. Infelizmente, não tenho fotos para comprovar. Até o Google Images abominou e deve ter deletado de seu arquivo.

Formas de detectar Nadaletes e Federetes:

Nadalete: “Roger tá virando freguês de espanhol… rs”.

Federete: “Coloca o Montañes numa semi de Major contra o Roger, coloca…”.
MADRI VEM AÍ!

3 Comentários

Arquivado em Torneios WTA