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Missão cumprida

Foram três dias intensos na esfera “trabalhística”, mas não deixarei de postar aqui meus pensamentos sobre Roland Garros. Estou que nem o Nadal:

– CLAP CLAP CLAP Rafa. O homem sabe crescer na hora certa. Só perdeu para o Djokovic em 2011 (o Ferrer não conta, ele se machucou), reagiu naquele primeiro set quase perdido contra o Federer, colocou o suíço no bolso pela milésima vez e demonstrou como nunca sua emoção e o quanto teve que se superar para vencer o título. Ele sabia que seria impossível defender todos os pontos no saibro, mas foi quase perfeito na empreitada. O respeito que ele mostra pelo Federer também é admirável. Sem falar mais uma vez na força mental e no seu TALENTO, como bem disse o Alexandre aqui. Mesmo assim, ainda-acho-que-a-final-teria-sido-mais-disputada-se-o-Nole-estivesse-nela.

– Antes do torneio, olhando apenas a matemática, era fácil cravar que o Djokovic passaria o Nadal em Paris. Afinal a “ÚNICA” forma disso não acontecer era o Nadal ser campeão diante de um adversário que não fosse o sérvio. Ok, como se isso fosse muito difícil de acontecer. O adversário que esteve mais perto de derrotar o Nadal foi o John Isner (!!!) na estreia. Além disso, a chave reservou o semifinalista mais complicado (Federer) para o Nole. Por mais que todo mundo falasse “olha, ninguém fala do Roger, ele pode surpreender”, isso não é verdade. Todo mundo viu o Federer jogar, analisou suas partidas, elogiou suas convincentes vitórias. Tanto que a maioria das pessoas disse antes da semi que o suíço acabaria com a invencibilidade do Nole, como realmente aconteceu. Até o próprio Djokovic parece ter entrado em quadra já conformado com isso.

– Mas nada pode apagar a melhor apresentação que eu vi numa quadra de saibro neste ano: Roger Federer na semifinal. Mesmo com o coração partido pela derrota do Nole, foi um verdadeiro prazer ver o suíço desfilar sua incrível técnica por mais de três horas, quase um repeteco do ATP Finals. Foi o primeiro momento espetacular de Federer na temporada e espero que não tenha sido o último.

– Agora é Wimbledon: “ah, agora na grama, o Federer tem tudo para ser campeão, o Nadal não vai conseguir repetir o título”. Aham, vai nessa, vai…
Tudo depende de que lado Federer vai cair. Quem ficar com o Murray na semi tem a vida mais fácil (a não ser que o Brit faça o torneio de sua vida). Djokovic precisa novamente “só” da final para ser número 1.
O que está claro é que a grande menina dos olhos dos quatro está em Londres. Mas talvez o espanhol entre mais relaxado por ter vencido em Roland Garros. Ok, eu coloquei “relaxado” e “Nadal” na mesma frase. Isso não faz muito sentido…

Agora, gente, vocês lembram dos meus 10 desejos para Roland Garros? Vamos ver quais foram realizados:

1 – Que o Djokovic seja número 1 – Não rolou. THANKS A LOT, ROGER.
2 – Que o Bellucci repita as oitavas de final – Não rolou também. Mas eu não fico brava, afinal, Thomazinho foi responsável pela MELHOR COISA DO TORNEIO: o rolo com a Jarka. Divertidíssimo.

3 – Que o Murray chegue à semifinal – Aconteceu, apesar da torção no tornozelo e daquele-jogo-tenebroso com o Troicki.
4 – Que Nadal e Federer detonem os pangarés. – O Federer cumpriu e o Nadal também, já que eu havia pedido…
5 – Que o Isner ganhe pelo menos um game do Nadal – É rapaz, ganhou dois sets! High five, Tree!
6 – Que Caroline jogue bem – Hum……….. NEXT
7 – Que ocorra uma partida-maratona – Várias. Mas todas com o Fognini (dispenso, grata).
8 – Que o Guga brilhe muito nas arquibancadas – Check!

9 – Que a Petko seja campeã – Nem… mas super curti a Na Li.
10 – Que a ESPN continue disponibilizando a tecla SAP em suas transmissões – rolou também! A única vez que voltei ao português foi no dia do Everaldo Marques, no qual o pobre narrador teve que dar um google no Fernando Gonzalez, já que o Maraucci “achava que ele tinha se aposentado”.

Bye, saibro. Oi, grama.

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A diva chinesa

A única coisa que faltou para a final feminina de Roland Garros ser perfeita foi uma câmera num bar chinês nos últimos pontos (tipo a do Del Potro no US Open). Eu odeio estabelecer essas analogias, mas a Na Li tem tudo para ser a “Guga” chinesa. O primeiro título em Roland Garros já veio. Talvez a liderança do ranking um dia? A idade está contra Li, mas se há um lugar em que TUDO pode acontecer, ele se chama WTA.

Quais eram as favoritas antes desse torneio começar? Caroline Wozniacki vinha de mais uma temporada consistente; Kim Clijsters sempre é (agora, há controvérsias) um perigo em Slam; Victoria Azarenka foi uma das melhores no saibro, Maria Sharapova brilhou no final. As duas primeiras fizeram um papelão e as duas últimas pararam na campeã.

Mais bizarro ainda é pensar na temporada “murrayística” da Na Li: vice no Aberto da Austrália, depois um verdadeiro apagão e derrotas em estreias, a recuperação justo no piso menos favorável: o saibro. Duas semifinais depois, Li chegou a Roland Garros ainda sob muita desconfiança e com uma chave difícil.

Praticamente todos davam como certa sua derrota para Kvitova, Azarenka ou Sharapova. Até na final. Mas ela foi capaz de colocar em prática seu estilo agressivo em Paris e não deixou o nervosismo atrapalhar na hora de confirmar, apesar de ameaçar umas “verdascadas” em alguns momentos.

Além de tudo, Na Li é DIVA. Nas entrevistas, fala sobre ronco do marido, gastos com cartão de crédito, desejos de dupla-falta da adversária, de como de repente ela virou heroína na China aos 29 anos… Teve coragem de tirar o maridão do cargo de seu treinador e chamou alguém de fora. #ficadica Wozniacki…

E o que posso falar de Schiavone? Durante os Grand Slams, todo mundo se lembra que gosta dela. Mas e no resto da temporada? Quem são os fãs que ACOMPANHAM a Schiavone? Eu não sei de nenhum. Infelizmente, isso só acontece porque ela é “feia”. (By the way, imagino que todas as pessoas que chamam a Fran de feia sejam lindas tbm… #justsayin)

Imagine uma moça loira, alta, com vestidos bonitos jogando a bola da Fran? Teria um fã-clube em cada país do mundo. Não me entendam mal, eu não acho que as musas não merecem toda a atenção. Se elas estão no topo, é porque merecem, sem dúvida. Mas então porque as outras não merecem? Para isso acontecer, nossas “velhinhas” também têm que se ajudar e fazer algo que preste além dos Slams, certo? Não me decepcionem.

GO LI! GO FRAN!

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Preview Roland Garros: oitavas

Toda primeira semana de Grand Slam é meio chata, já que as grandes notícias são mais os favoritos perdendo do que exatamente bons jogos. Vamos então prever o que rola nas oitavas de Roland Garros:

Rafael Nadal x Ivan Ljubicic
Certamente será melhor que do que se o Verdasco tivesse passado. O saque do croata não deve fazer muito estrago no saibro de Paris, mas do jeito que Nadal está gostando de se complicar…

Gilles Simon x Robin Soderling
Após perder nas duplas mistas para Thomaz Bellucci/Jarmila Gajdosova (o jogo mais engraçado que já vi na vida), Simon não é favorito nessa partida, mas uma vitória sua não me surpreenderia tanto. Porém, prefiro que passe o Soderling, porque o Nadal tem mais sangue-nos-olhos contra ele.

Andy Murray x Viktor Troicki
Primeiro, temos que saber se o jogo acontecerá. O Murray torceu feio o tornozelo e ainda não sabe se terá condições. Mesmo em forma, é um jogo difícil para ele. Além de ser um bom tenista, com nenhum golpe excepcional, mas com vários eficientes, o sérvio tem 10x mais garra.

Alejandro Falla x Juan Ignacio Chela
Vou fingir que esse jogo não acontecerá.

David Ferrer x Gael Monfils
Se fosse num Masters 1000 em quadra dura, eu até diria que seria um jogo duro. Mas em melhor de cinco sets, o francês tem muito tempo para inventar demais e dar tudo errado. Ferrer é quase o oposto dele, consistente, calmo e inteligente. Será um bom adversário para…

Roger Federer x Stanislas Wawrinka
Bom, o Soderling foi freguês do Federer até “aquele-dia”, quem sabe não acontece de novo com Stan? Mas depende inteiramente do Roger. Se jogar da mesma forma que nas três primeiras rodadas, o mate-medalhista nem vê a cor da bola.

Fabio Fognini x Albert Montánes
Idem a Falla x Chela.

Novak Djokovic x Richard Gasquet
Tudo para termos a 43ª vitória de Nole na temporada. O Gasquet conseguiu viajar contra o Bellucci, o viajante-mór, imagina contra o Djoko-2011! Mas não custa nada ficar de olho naquele backhand fulminante do francês e no jogo de rede, usado muito contra o brasileiro. Contra Delpo, Nole hesitou muito em subir.

Daniela Hantuchova x Svetlana Kuznetsova
Tudo indica que será muito disputado. Duas tenistas experientes, que não estão lá em cima no ranking, mas podem tirar qualquer coisa da cartola, como Dani tirou contra Wozniacki. Mas sou mais a Sveta, rumo ao bi! (ok, exagero)

Vera Zvonareva x Anastasia Pavlyuchenkova
Muito complicado prever um jogo entre duas russas. Acho que dá Bepa no terceiro set. Assim como o Federer, a número 3 também chegou a Paris meio desacreditada. (quem falar que estou comparando os dois apanha =P). A janela está aberta para ela, até a final, pelo menos.

Jelena Jankovic x Francesca Schiavone
A motivação da JJ é a mesma do Verdasco. Acho que segue a Fran-rumo-ao-bi.

Na Li x Petra Kvitova
O jogo em que a tenista com melhor ranking não é a favorita. Talvez seja mais difícil para a tcheca do que aparenta.

Victoria Azarenka x Ekaterina Makarova
A Makarova adora tirar uma seed, mas a Vika está firme, jogando bem. Grande candidata ao título.

Maria Sharapova x Agnieszka Radwanska
Queria ver a Wickmayer com a Masha, mas não rolou… A russa passa, mas sem atropelo.

Marion Bartoli x Gisela Dulko
Esqueci, mas lembrei! A francesa é #cowonice, mas joga mais que a Dulko. Já basta a argentina ganhando nas duplas.

Andrea Petkovic x Maria Kirilenko
Muuuuuuuuito equilíbrio. Mas eu acredito no moonwalk:

No próximo encontro, já teremos nossos campeões! Ajde Nole e Petko!

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10 desejos para Roland Garros

Não vou fazer previsões, até porque já fiz de certa forma aqui e aqui. Além disso, Roland Garros é o Grand Slam com mais zebras, principalmente no feminino. O que posso dizer é o que eu gostaria que acontecesse nas próximas duas semanas e me fizesse dizer adeus ao saibro com um sorriso no rosto. Portanto, eis os meus 10 desejos para o Aberto da França:

1. Que Djokovic vire o número 1 do mundo

Nem precisa ser campeão, basta chegar à final. Na verdade, o título daria o recorde de vitórias consecutivas ao Nole, mas isso já é querer demais. Não vejo o Del Potro como grande obstáculo, o argentino está em sabe lá qual forma e é melhor de cinco sets. Talvez Bellucci ou Gasquet sejam mais um problema.

2. Que o Bellucci repita as oitavas de final
É o que podemos exigir dele. Nada mais. Tem chances contra o Gasquet na terceira rodada, mas será complicado enfrentar o francês numa quadra central. De certa forma, ficará claro onde aconteceu o maior milagre: Madri ou Roma. Acho que o brasileiro preparou bem seu calendário, deixando essa última semana sem riscos de uma derrota que tirasse sua confiança ou uma campanha longa e desgastante. Vamos ver.

3. Que o Murray chegue à semifinal.
Olha, eu acho difícil, mas torço muito. Meu sonho é que ele ganhe Wimbledon (ah, a pressão), mas uma boa campanha na França seria o ideal para coroar um meio de temporada mais feliz para o nosso Brit.

4. Que Nadal e Federer detonem os pangarés.
Sério, cansei dessa história de López tendo match-point, Lorenzi ganhando set. Se não pudermos contar com FEDAL para botar ordem na casa, ficamos sem esperanças para o resto do torneio.

5. Que o Isner ganhe pelo menos um game do Nadal.
Esse é bem difícil, admito.

6. Que a Carolaaaaaine jogue bem.
Ganhando o título ou não, a Wozniacki não fez apresentações muito boas no saibro. Mesmo se ela fique sem seu Slam, seria bom ver uma evolução da número 1 justamente no torneio mais importante. O US Open é mais para ela.

7. Que ocorra uma partida igual a Schiavone x Kuznetsova no AO ou Isner x Mahut em Wimbledon.
Afinal, essa coisa de não ter tiebreak no set decisivo tem que servir para alguma coisa.

8.  Que o Guga brilhe muito nas arquibancadas.
Sim, o MITO irá a Paris mostrar sua linda cabeleira e mostrar para esses top X que se acham que eles têm MUITO saibro ainda para comer.

9. Que a Petko seja campeã.
Uns fazem coração na quadra, outros imitam seus colegas, outros puxam a cueca da bunda. Petko faz moonwalk. Go!

10. Que a ESPN continue disponibilizando a tecla SAP em suas transmissões.
Esse é talvez o que desejo mais desesperadamente.

 

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O protagonista

Depois que Novak Djokovic ganhou o Aberto da Austrália, eu o chamei de “Melhor Ator Coadjuvante”. A razão era simples: desde que Roger Federer começou a revolucionar o tênis (em 2003) e com a ascensão da sua pedra-no-sapato, Rafael Nadal, parecia que ninguém seria capaz de ser melhor que eles. Poderiam até pescar um Slam (Del Potro) ou vencê-los uma vez ou outra (Andy Murray), mas nunca tirar deles o protagonismo. Até agora.

A grandeza dos feitos de Djokovic não está apenas nos números (37 vitórias no ano, a 5 do recorde de John McEnroe), mas no fato do sérvio ter enfrentado e destruído três vezes o suíço e quatro o espanhol, duas delas no saibro, território em que Nadal é (era?) absoluto há seis anos no mínimo.

Além de tudo isso, também impressiona o quanto esse tenista é tão diferente daquele de 2008, 2009 e 2010. Djokovic sempre teve talento e muita garra (ok, tirando os abandonos suspeitos), mas o sérvio era tão bipolar quanto o Murray ainda é, não inspirava confiança, não tinha toques de genialidade, não sacava tão bem, não tinha um forehand reverso (sorry, aquilo é muito forte para ser um backhand), não aguentava mais de 2h em quadra, etc, etc, etc. Eu só lembro que esse cara é o mesmo de antes por causa dos seus inconfundíveis espacates.

Não faço ideia de quem o trouxe (Nole fala em problemas pessoais resolvidos), mas nós o vimos um pouco naquela semi com o Federer no US Open, mais ainda na Copa Davis e 2011 tem sido esse absoluto massacre. Contra o número 5 do mundo, pneu. Contra o número 4, uma lavada na Austrália e uma batalha em Roma vencida mais no coração do que na raquete. Contra o número 3, três vitórias fáceis. Contra o número 1, duas viradas na quadra dura e nenhum set perdido no saibro.

Por isso, Djokovic chega a Roland Garros como protagonista. Na minha opinião, isso é ruim para ele. Porque tênis em melhor de cinco sets é outro esporte, um no qual Federer e Nadal estão bem menos sujeitos a zebras. Mas principalmente porque hoje o espanhol e o suíço não têm nenhuma pressão.

O cenário do ranking é simples: Nadal tem que ser campeão para continuar como número 1 e ainda torcer para Djokovic não chegar à final. Mesmo que o sérvio seja vítima de uma zebra e caia na estreia, o espanhol também é obrigado a vencer o título. Pensando em probabilidades, é muito fácil cravar que Djokovic será o líder. Mas eu não quero duvidar do sucesso de Nadal, nem de um eventual fracasso de Djokovic. Assim como clássico, Grand Slam é Grand Slam e vice-versa.

If I can dream… 

Essa foi a frase que Murray tuitou após perder aquele jogo épico contra Djokovic. O britânico ainda é um tenista muito imaturo e talvez ainda tomará muitas pancadas (como Djokovic já tomou também), mas eu não concordo que ele é amarelão, desculpa.

Podem chamá-lo de inconstante, displicente, louco, instável, mas eu nunca vi o Murray perder um jogo que estava em suas mãos. Se você lembra, fale aí nos comentários. Eu já vi o Murray perder jogos extremamente disputados (como contra o Nadal no ATP Finals, bem parecido com esse do Djokovic) e tomar uma surra em finais de Grand Slam ou cair diante de jogadores inferiores. Mas nunca vi o Murray entregar uma partida, como fez no sábado.

Como fã sofrida do cabeludo, eu xinguei muito nesse jogo, mas estou confiante no seu futuro. Murray era imprestável no saibro até agora e teve bons resultados, melhores que os da quadra rápida. É candidato a Roland Garros sim. E fez 24 anos no domingo. O que eu espero é que, assim como Nole, ele aprenda com as porradas que está levando.

Sobre as muié: farei um post durante a semana, que será publicado no blog “Break Point” e aqui também.

Bring it on, Paris!

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Madri além de Bellucci

Vamos fingir que isso não é um troféu, ok?

O que falta dizer sobre o Novak Djokovic de 2011? Os números são constantemente repetidos: 32 vitórias e nenhuma derrota na temporada, 34 seguidas. Se você quiser ser fanfarrão, conte mais duas da Copa Hopman (torneio de exibição) e você tem um começo de ano histórico, que dificilmente será repetido em muitos anos.

Por mais que eu esteja feliz pelo Nole, fico morrendo de medo do ano que vem, no qual ele terá que defender tudo isso. Aliás, será que ele estará liderando o ranking? No ano passado, quando Djoko disse que seu sonho era ser número 1, lembro que eu dei risada lendo. Parecia tão distante. Hoje é uma realidade e pode ser alcançada em Roland Garros, mas a tendência é que ele continue perseguindo até o US Open. Se o Nadal for número 1 depois de Nova York, já era, fica lá para sempre.

O bom é que chegamos em Roland Garros com um mais de um candidato ao título. O Federer sempre foi o segundo favorito em Paris, mas, hoje em dia, está complicado para o suíço levar a melhor até na quadra dura. De qualquer forma, nunca é bom descartar Federer. Ele já ganhou o torneio, afinal. Mas Djokovic certamente surge mais forte e David Ferrer também é uma boa aposta. O número 2 da Espanha exigiu mais do sérvio do que o Nadal (o Bellucci também, hehe) e, se pegar uma chave boa, pode chegar sim à final. Um degrau abaixo, coloco Robin Soderling, Andy Murray e Juan Martin Del Potro. A realidade deles hoje é parar nas quartas, mas Rafa e Roger sabem muito bem como esses três adoram surpreender.

Pitaquinhos:

– quando Rafa saiu de 0/4 para igualar no primeiro set, eu tive certeza que iria atropelar depois. Not really…
– Federer foi muito corajoso no primeiro set contra o Rafa. Mas no segundo…
– a torcida de Madri é um pé no saco
– não achei as apresentações de Nole no saibro tão boas quanto as de Indian Wells/Miami

Olho na Olhuda

Petra Kvitova, a Olhuda, venceu o Premier de Madri. A campanha da canhota tcheca nesse ano é muito boa, com três títulos, dois deles de primeira linha. Seu estilo de jogo é agressivo, corajoso e seu comportamento é instável, como o de todas, mas bem menos outros nomes surgindo por aí (estou falando com você, Yanina).

Bela participação também da vice Victoria Azarenka, que se firmou definitivamente no top 10 (ou 5) e é sim grande candidata ao título em Roland Garros. Mas grande nome para Paris ainda é Caroline Wozniacki (para mim, ok?), principalmente com a Clijsters baleada e as outras bem ranqueadas em má fase.

Muito curiosa para o jogo de Bellucci contra…………. Lorenzi. Provavelmente sem câmeras, voltaremos aos velhos (tipo, semana passada) tempos de acompanhá-lo no Live Scores. Espero que sem emoções. Sua estreia é na terça. Roma, here we go!

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Pela primeira vez, Itália!

Felizmente, o futebol não é o único esporte que traz muitas surpresas. Certamente, eu mandaria um “senta lá” para quem apostasse que Francesca Schiavone seria a campeã de Roland Garros 2010. E nem precisava ser no começo. Bote reparo que eu sequer citei a tenista de (quase) 30 anos em meu último post.

Ela é a primeira italiana a conquistar um Grand Slam. Assim como nós, eles mandam bem no fut e no vôlei, mas quando chega no tênis… Porém, isso só aconteceu porque muitas favoritas ficaram pelo caminho. E não, eu não incluo a Dinara “KIMIKO” Safina nessa lista.

As quedas das favoritas

Henin: perdeu nas oitavas para a vice-campeã Samantha Stosur, da Austrália.

Venus: também nas oitavas, foi derrotada por Nadia Petrova. Nesse caso, foi um alívio. Por mais que admiremos o tênis da irmãzona, a gente dispensava MUITO aquela camisola.

Wozniacki: para tristeza geral da parte masculina do mundo, a “docinho de coco” (não me pergunte quem deu esse apelido), deu adeus a RG nas quartas contra a campeã do torneio.

Serena: a número um do mundo gritou, chicoteou, surtou, jogou demais como sempre… mas perdeu. Foi mais uma presa de Stosur, dessa vez nas quartas.

Dementieva: a derrota mais XIS do torneio. Na semi contra Schiavone, a russa perdeu um primeiro set disputado e simplesmente deu tchau e saiu da quadra. Depois, disse ter uma lesão na panturrilha e duvidar se conseguirá estar em Wimbledon. Migué? A princípio eu achei que era, mas sou desconfiada demais…

Moral da história? As duas finalistas, por mais que não tenham nomes suficientes para nos empolgar, derrubaram gigantes e merecem muito respeito. Stosur é mais jogadora e ainda não entendi como Schiavone venceu. Entenderei agora, que começará a reprise na ESPN.

(algum tempo depois…)

Acabei de ver a reprise. Belo jogo mesmo, como vi alguns comentarem! Duas mulheres maduras, concentradas e cientes do que é uma final de Grand Slam. Não fazem da quadra um palco para lamentações e auto-flagelo. Good for them! Ambas estão no meio da carreira, por isso a minha desconfiança em acreditar que podem firmar o nome entre as grandes de sua geração. Mas, como vocês sabem, meus prognósticos furam cada dia mais.

Onde o jogo se decide? Nos fundamentos, obviamente. Em acertos de primeiro saque, as duas empataram (65%). A italiana fez 26 winners (bolas que o adversário não chega), apenas um a mais que Stosur. A diferença apareceu nos erros não-forçados: 28 da australiana e 19 da campeã. O número mais expressivo é o de porcentagem de pontos ganhos na rede. Schiavone atingiu 93% e Stosur 61%. Os voleios de Francesca foram mais firmes. Isso me surpreende de certa forma, tendo em vista a experiência de Samantha em duplas (em que o voleio é fundamental). E faltou firmeza de Stosur também na hora de manter a vantagem que obteve no segundo set (4×1).

WINNER de Roland Garros: Samantha Stosur, que encara o tênis de forma profissional. Isso é artigo raro na WTA. Como me lembrou o caro Luigi, a australiana vice-campeã sempre se destacou nas duplas. Tomara que seu caminho de vitórias sozinha não termine em Paris.

DUPLA FALTA de Roland Garros: as sérvias Ivanovic e Jankovic. Além de seus respectivos vexames em quadra (a semi de JJ foi lamentável), ficaram trocando farpas nas coletivas como duas meninas do colégio brigando para ver quem é a mais popular. #FAIL

Passe aqui mais tarde para ver meu balanço da chave masculina e do confronto Soderling x Nadal. Até lá!

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