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You Know I’m No Good

*o título é o mesmo de uma música da Amy.

Eu também sinto saudade de Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer e Andy Murray (ok, só eu sinto do Murray). Mas, como diz o Dicesar do BBB10 ditado, É O QUE TEM PRA HOJE. Meu assunto são os dois vice-campeões dos torneios da semana: John Isner e Nicolas Almagro.

Good boy

Eye candy...

O que vem à mente quando falam de Isner? O moço muito grande que demorou 11 horas para ganhar do ruim do Mahut vencer o jogo mais longo da história. 2,05 metros, pele muito branca, carinha de universitário virgem (lembram que ele integrou a minha boy band?) e inúmeros foras de WTA stars no Twitter and counting…

Desde o episódio Mahut, o Isner entrou numa espécie de crise. Do momento deslumbrado fui-no-David-Letterman aos resultados decepcionantes, ele saiu do top 20, 30, 40… o fundo do poço foi quando passou a vergonha alheia do século ao perder para o Paul Capdeville na Copa Davis no quinto set.

O destino então resolveu dar mais uma “ajuda” e colocou o Rafa Nadal na estreia do cidadão em Roland Garros. Daí.. OH WAIT, ele se tornou o único ser humano além de Robin Soderling a ganhar dois sets do espanhol no Grand Slam francês. Porém, em termos de resultados, era apenas mais uma derrota em estreia.

Não satisfeito, o destino disse “vou sacanear ainda mais o grandão”: Nicolas Mahut na primeira rodada de Wimbledon DE NOVO. E lá veio toda a imprensa atrás do garoto para falar daquele dia e ele SUPER disposto. #NOT Olhe só para o Isner nesse vídeo:

Na verdade, aquilo era exatamente que o nosso bebezão precisava: vencer o Mahut como deveria ter feito em 2010, deixar claro que ele estava um nível acima, que merecia pelo menos estar entre os 30 primeiros do mundo. Sem a pressão da Copa Davis, Isner foi a Newport como cabeça 1 e ganhou o título.

Em seguida, nesta semana, foi vice em Atlanta, mas decepcionou. Isner teve dois match-points no segundo set, perdeu a parcial e desapareceu de quadra no terceiro. No fim das contas, ele ainda é o mesmo. Um sacador, um “chocker”, um nerd, um top 30 de novo em breve.

Bad boy

Cuidado, alemães! Ele cospe!

Ah, Almagro. Uma alma controversa. O espanhol que nunca joga pela Davis, o cara que sai na mão com torcedores na Costa do Sauípe, que cospe em direção à torcida de Hamburgo (o Mayer que disse), o tenista que faz questão de encarar o adversário em absolutamente todos os pontos e fazer aquela cara de #chupa quando quebra um saque.

Mas, ao mesmo tempo, um cara que tratou bem os jornalistas brasileiros na Bahia, que fez high-five com o Simon depois do francês vencê-lo na final… Hum… (Sheila tentando lembrar coisas boas do Almagro). Bom, é isso.

Vou confessar a vocês, eu curto o jogo dele. Sério. É o mais interessante entre os espanhóis depois do Nadal. Ele tem um forehand super potente, um backhand de uma mão que quebra as pernas, drop-shots muito bem executados. Tem sim. É só ver um jogo dele sem a cabeça já feita. Então, vamos lá. (RESPIRA, UM, DOIS, TRÊS, QUATRO) Almagro merece estar no top 10. (WOW, FOI LIBERTADOR). Por só um tempinho. Depois Del Potro e Tsonga podem tirá-lo.

Diante das pipocadas e medo da rede do Fernando Verdasco, da dependência enorme do saque do Feliciano López, da falta de versatilidade do David Ferrer, eu prefiro ver o Almagro jogar. Mas é verdade que ele fica pianinho perto dos melhores… não manda nem um “vamos”.

Sheila, você dedicou muito mais espaço pro Isner! Claro, né, foi só uma desculpa para postar aquela foto de close dele. Tolinhos.

Vocês concordam que o Almagro merece o top 10? Detonem aí.

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Arquivado em Torneios ATP