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O efeito Indian Wells

O post de hoje é pequeno porque, como vocês devem ter visto no meu Twitter, eu estou trabalhando neste fim de semana. Além disso, pouca coisa aconteceu que mereça muita atenção, mas está quase tudo aqui. Semana que vem, com o campeão e a campeã, o post será grande. #prometo

Fiquei bastante impressionada com a quantidade de atenção e favoritismo que Novak Djokovic está recebendo da imprensa antes do Masters. Acho que nunca o sérvio chegou a um torneio tão prestigiado. Nós sabemos que o Nole é um cara que se empolga com esse tipo de bajulação, mas não podemos prever o quanto sua mente está preparada para discernir entre realidade e oba-oba. Na verdade, acho melhor até que ele não seja campeão.

Roger Federer estreia hoje também e não esperamos nada menos do que ele sempre oferece: jogos que são verdadeiras aulas de tênis, viajadas absolutas para dar aquele susto. Eu assisti ao Rafael Nadal ontem pela TV já sem a preocupação de trabalhar e não gostei muito do que vi, mesmo com o pneu. O espanhol descalibrou novamente o saque e parecia insatisfeito com algumas bolas bobas que errou. Ainda não sabemos qual será o Nadal 2011.

Andy Murray, vamos lá. Minhas respostas às vitórias e derrotas deles são sempre exageradas porque, vocês sabem, eu torço pelo cara. Xingo Murray, como detono o Thomaz Bellucci, pelo simples fato de esperar mais do que eles podem oferecer. Depois da surra que levou do Djokovic, o Murray claramente está sem rumo, sem noção do que fazer, de como melhorar, de onde errou.

Ainda acho que a chave está no aspecto mental, como estava em Djokovic. Mas não adianta mais cobrar isso para agora, ele vai precisar de muito tempo. Afinal, o ano passado dele não foi muito bom também, certo? Acho que está na hora de baixar as expectativas. Já Del Potro parece cada vez mais promissor, mesmo sem apresentações brilhantes. O argentino está confortável em quadra e jogando o básico, de forma eficiente, e está certo. Não adianta querer bater na bola tão forte quanto antes ou arriscar demais. Para ele, o segredo são os pequenos passos.

Hoje tem estreia dos brasileiros também. Acho que Bellucci se complica contra o Benjamin Becker e Ricardo Mello tem boas chances contra John Isner. O grandalhão está numa fase lamentável e o brasileiro é mais forte mentalmente.

E as mulheres? Não pude ver as mulheres, porque ninguém transmitiu! Mas até agora, nada de muito chocante, além das derrotas de Kuznetsova e Na Li. O jogo mais interessante foi a vitória da Safina contra a Hantuchova. Quem sabe a russa não volta ao top 20? Mas acho que esse é o máximo que ela pode alcançar novamente. A nova geração está vindo aí e parece promissora.

Meus palpites para o título: Caroline Wozniacki e Robin Soderling.

(Era para o post ser pequeno, né hehe)

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Arquivado em Masters 1000, Torneios WTA