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Game, set, match, Wimbledon!

Game on! Recomendo os posts dos meus colegas tuiteiros/blogueiros do tênis (barra da lateral direita, lá embaixo) com análises-abalizadas sobre as chaves e as chances de cada tenista. Pessoalmente, acho muito complexo prever um Grand Slam. É um outro tipo de tênis. Afinal, quem imaginava que Tomas Berdych venceria Federer e Djokovic no ano passado? Haverá um Berdych em 2011? Impossível saber.

MAS NÃO CUSTA CHUTAR NÉ! rs

O que eu acho que acontecerá em Wimbledon. Vamos lá:

– o Bellucci vai perder na primeira rodada em um jogo de cinco sets interrompido duas vezes pela chuva
– o Mahut dará uma surra no Isner em 1h30
– Nadal, Federer, Murray e Djokovic chegam às semifinais, mas com um jogo-susto para cada um.
– Murray toma uma surra do Nadal e todos fazem cara de pena, Djokovic perde em cinco sets para Federer
– Federer perde a final para o Nadal, só para variar um pouquinho
– Serena vai até a semifinal, todo mundo dá como certo que ela será campeã, os jornalistas americanos comemoram que finalmente a única pessoa nascida nos EUA capaz de vencer Slams voltou, daí ela perde. Uma random do top 10 (sei lá, a Kvitova) ganha o torneio.
– Melo e Soares vão às semifinais e todo mundo fala que deveriam ter levado o Melo para a Davis.
– Bellucci e Jarka perdem na primeira rodada, anunciam que não jogarão mais juntos e ela tuita “preciso jogar com alguém que vença tiebreaks”

Agora, vamos ao que realmente interessa! Os meus CINCO DESEJOS para Wimbledon:

  1. Murray campeão. Gosto de emoções.
  2. Djokovic número 1. Não podemos contar com Federer e Soderling para ajudar na empreitada. Delpo, estou contigo.
  3. Isner sendo maduro pela primeira vez na vida e ganhando com autoridade na primeira rodada (em menos de 11 horas, de preferência).
  4. Bellucci atropelando o Schuettler, vencendo o Deliciano (para tristeza de Judy Murray), ganhando em 5 sets do Roddick e parando só no Murray. #dreamon
  5. Uma final entre Wozniacki e Zvonareva. Porque, depois de Roland Garros, seria muito irônico se isso acontecesse.
Alguns vídeos recentes bacanas de Wimbledon 
As dez coisas que Isner pensou durante o jogo de 11 horas contra Mahut
Semifinal de 2009 entre Serena Williams e Elena Dementieva. Jogaço é pouco.
Eu vi esse jogo. Meus pêsames se você não viu.
Semana que vem, no domingo de descanso (só para os tenistas, porque eu estarei trabalhando), faço uma análise menos fanfarrona do torneio. See ya!
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10 barracos inesquecíveis do tênis

Tirem as crianças da sala! Inspirada por um post sobre rivalidades de @JamesLaRosa, resolvi lembrar (e mostrar, caso você não acompanhe tênis) os dez melhores barracos do tênis. Claro que vocês vão lembrar de muitos que não estão aqui, mas a ideia era não repetir os tenistas e mesclar nomes atuais com os do passado, homens e mulheres, brasileiros e estrangeiros. Porém, minha gente, não espere tapas, socos, pontapés, nada disso. Afinal, isso é tênis. Você pode gritar, xingar, dar piti, mas nunca desarrumar o cabelo ou sujar o uniforme. Aos barracos! (se algum for desativado pelo YouTube, me avisem)

Rafael Nadal x Carlos Bernardes
Quando: ATP Finals de 2010
Motivo do barraco: uma bola do Berdych que o Nadal alegou fora, o árbitro brasileiro deu a marcação, o Berdych desafiou e tinha sido dentro. Ao invés de repetir o ponto, o Bernardes deu o ponto para o tcheco.
Frase marcante: “¡Estás – diciendo – una – barbaridad!”

Andy Murray x Juan Martín Del Potro
Quando: Roma, 2008
Motivo do barraco:
ambos eram jovens, não muito famosos, marrentos e botaram a mãe no meio
Frase marcante:
“He’s talking about my mum, what the hell is he doing?!”

Serena Williams x juíza de linha
Quando: US Open, 2009
Motivo do barraco: faltavam dois pontos para a Clijsters vencer a Serena e a norte-americana fez uma “foot fault” (pisou na linha no saque), dando um match-point para a belga. O problema é que ela começou a ameaçar a juíza de linha (a leitura labial depois revelou um “vou enfiar essa bola na sua garganta”), tomou uma advertência e perdeu mais um ponto, ou seja, a partida. O constrangimento do momento se resume na expressão da Clijsters.
Frase marcante: “I didn’t say I would kill you, are you serious?”  e a mulher na plateia “Yeah, you did!”

John McEnroe x Jimmy Connors
Quando: Chicago, 1982
Motivo do barraco: nenhum. Eles se odiavam mesmo.
Frase marcante: não dá para ouvir nada. Mas pelo menos tem dedo na cara.

Nadia Petrova x Liezel Huber
Quando: Wimbledon, 2007
Motivo do barraco: o vídeo é BEM auto-explicativo, acreditem
Frase marcante: “GET AWAY, I’M NOT FINE!”

Crazy Dani x juiz de linha
Quando:
Buenos Aires, 2009
Motivo do barraco:
é o Crazy Dani. Poderíamos fazer uma lista só com ele.
Frase marcante:
mano da plateia “LOCOOOOOOOOOOOOOO”

Martina Hingis x Steffi Graf + juízes + Paris
Quando: 
Roland Garros, 1999
Motivo do barraco: 
é a Hingis. Poderíamos fazer uma lista só com ela.
Frase marcante:
narrador “don’t do that! You can’t go across the net! That’s a no-no”.

Novak Djokovic x Andy Roddick + Nova York
Quando: US Open, 2008
Motivo do barraco: naquela época distante em que o Djokovic era conhecido como o-cara-que-inventava-contusão-para-abandonar-quando-perdia, Roddick tirou com a cara dele antes da partida dos dois. Pois bem, o Djokovic ganhou o jogo e não deixou por menos. Só que, assim como o Homem-Aranha, ninguém mexe com o Roddick em NY.
Frase marcante: “Andy was saying I had 16 injuries in the last match, so obviously I don’t, right?”

Roger Federer x árbitro + Juan Martín Del Potro + desafio
Quando: US Open, 2009 (sim, de novo)
Motivo do barraco: o árbitro não deixou o Federer pedir o desafio depois de algum tempo.
Frase marcante: “I don’t give a shit what he says. Don’t fucking tell me the rules! You guys should know the rules, right?”

Flávio Saretta
Clássico. Sem mais. Ver até o final.

PS: A semana do tênis foi surpreendente. Vocês podem ver as notícias.

PS2: lembram que eu ia fazer um post versão feminina dos look-a-likes dos homens? Então, eu não fiz, mas o @gegalli fez! Check it out: http://wtaangels.blogspot.com/2011/04/separados-no-nascimento.html.

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Ressaca australiana

No último post, eu falei apenas da final masculina do Australian Open, deixando as mulheres de lado mais uma vez (Sheila, sua machista!). Na verdade, o fato é que estão ocorrendo algumas mudanças na WTA recentemente e todas se relacionam a Kim Clijsters de alguma forma. Então, o primeiro destaque do dia é ela.


Nesta semana, a Clijsters se tornou a nova-antiga número 1 do ranking. A primeira vez que ela esteve no topo foi em 2003 e isso diz muito sobre o circuito feminino hoje em dia. Olhando o top 20, a maioria tem menos de 25 e, mesmo assim, as “velhas” Kim e Na Li foram as finalistas na Austrália. Isso significa que as novatas não têm talento? Não. Na realidade, são as pós-25 que mostram atualmente uma forma física impressionante.

Tirando a Venus Williams e a Justine Henin (que desistiu de voltar, logo a norte-americana deve fazer o mesmo), temos grandes jogadoras hoje em dia em excelente forma num estágio mais ou menos avançado de suas carreiras: Stosur, Schiavone, Pennetta, Kuznetsova, Na Li, até a Zvonareva, que tem cara de menina, mas já tem seus 26… tanto nos Grand Slams, quanto na Fed Cup, que acompanhamos recentemente, essas tenistas foram os destaques. A impressão que dá, quando vemos as partidas, é que a idade não faz diferença na parte física do jogo, mas faz MUITA na parte mental.

Clijsters é a jogadora mais talentosa em atividade atualmente e, quando a Serena voltar… continuará sendo! A Serena é mais forte nos músculos, na garra e na confiança, e isso você não encontra em nenhuma outra tenista da WTA. Mas a Mamãe Kim conseguiu sair da sombra de Henin, pegar um momento propício, sem as Williams, e o aproveitou quase totalmente ao seu favor: US Open, Masters de Doha, Australian Open. Além disso, Kim inspira tanta confiança, que, quando sai atrás no placar, todos sabem que acontecerá a virada. Foi assim em Melbourne e em Paris, na partida que lhe deu o número 1. É simples: não há como dizer que, hoje, ela não é a melhor tenista em atividade.

Porém, onde fica Caroline Wozniacki nessa história? A dinamarquesa pode muito bem recuperar a posição em pouquíssimo tempo e será premiada novamente por sua regularidade e (why not?) seu talento. Certamente, Wozniacki se saiu melhor no posto de número-1-sem-Slam do que Jankovic e Safina, muito devido a seu temperamento calmo e humilde. Wozniacki não é egocêntrica, sabe onde estão as suas falhas e o que deve fazer para melhorá-las, nesse aspecto, ela me lembra o Nadal. É bom para ela ficar fora dos holofotes por um tempo e trabalhar para ser a melhor tenista que pode ser. Antes que me esqueça, como ela estava linda no prêmio Laureus!

Um fator que poderá mudar tudo e jogar esse top 10 de cabeça para baixo é a volta de Serena, cada vez mais próxima. Tremei, WTA!

 

 


No saibro sul-americano… vencem os espanhóis!

Já acabaram Santiago e Costa do Sauípe na turnê sul-americana de saibro, faltando Buenos Aires e Acapulco. Até agora, só os espanhóis fizeram a festa: Robredo no Chile e Almagro no Brasil. Na Bahia, Alexandr Dolgopolov mostrou que não será um nome passageiro (assim como Raonic está fazendo no torneio de San Jose), mas a experiência do “segundo escalão espanhol” tem feito a diferença ainda. Thomaz Bellucci se esforça, mas esbarra em chances desperdiçadas e torções azaradas no pé. O paulista parece que está buscando melhorar seu jogo, não ficar tão dependente de seu saque e forehand, mas o processo é longo e muitos dos drop-shots e voleios que ele tenta são ruins.

De qualquer forma, ele está tentando. O problema é que o circuito não vai ficar sentado esperando Bellucci ser um tenista melhor. O top 30 já escapou, o top 20 parece um sonho já bem distante e é necessário tomar cuidado para o top 40 não ir embora. Quem tem dado boas alegrias são Marcelo Melo e Bruno Soares, campeões em Santiago e no Sauípe. Que os mineiros não percam o embalo e consigam bons resultados em torneios mais importantes.

No resto do mundo, destaque para a boa campanha de Del Potro em San Jose, perdendo apenas na semifinal para Verdasco. O argentino faz muito bem em disputar torneios de quadra dura nos EUA, ao invés de ficar fazendo ralis com os espanhóis por aqui no saibro. Trabalhando dessa forma, Del Potro pode chegar numa boa condição para Miami e Indian Wells.

Winner da semana: Robin Soderling, fazendo o seu e mantendo a quarta posição do ranking com a boa campanha em Roterdã.

Dupla-falta da semana: Andy Murray. Roterdã era uma grande chance para o tri-vice de Slams mostrar que não está abatido e recuperar sua desgastada imagem. Cair na estreia definitivamente não ajudou muito…

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Previsões, digo, prognósticos para 2011

Ué, mas a temporada de tênis já recomeçou? Sim!

Na próxima semana, temos os torneios de Brisbane (feminino e masculino), Chennai, Auckland (feminino), Doha, a Copa Hopman e a exibição de Hong Kong. E todos os principais tenistas do mundo entram em quadra (exceto o Thomaz Bellucci, rs). Já tivemos até o primeiro título da temporada para Rafael Nadal em Abu Dhabi (mas não é torneio do circuito, então não tem lá aquele valor…). De qualquer forma, já passou da hora de fazer as previsões os prognósticos para 2011.

Como ficará a rivalidade Federer/Nadal?


Recentemente, os dois maiores ídolos do tênis disputaram quatro partidas e cada um ganhou duas. Mesmo que Roger Federer tenha vencido a única que realmente valia alguma coisa (a decisão do ATP Finals), não haverá supremacia de nenhum dos dois nessa temporada, pelo menos nos confrontos diretos. Nadal não vai conseguir defender todos os títulos de 2010 e Federer vai parar de perder match-points para jogadores inferiores (sim, Djokovic e Monfils, estou falando com vocês). Em termos de ranking, acho que Federer recupera o número 1, mas apenas lá no ATP Finals.

Soderling pode ameaçar Djokovic e Murray?


Único do top 5 em fase ascendente, Robin Soderling pode sim ameaçar o sérvio e o escocês, principalmente no começo do ano. Um título em Brisbane, uma final no Australian Open, um Masters 1000 e pronto, ele consegue. Eu apostaria que Soderling tira Djokovic do top 4, ao invés de Andy Murray. O sérvio teve poucas férias – por causa da Copa Davis – e não parece ter feito uma pré-temporada muito dedicada. Já o britânico tem mais pontos para defender nesse início de ano e mais urgência de se provar.

O que a WTA nos reserva, além de desmaios, gritos, desfiles de moda e choro?


Caroline Wozniacki é capaz de vencer um Grand Slam e é provável que ela consiga ainda neste ano, mas a liderança da WTA continuará trocando de mãos. Vera Zvonareva passará alguns dias sentindo o peso de ser a-número-1-que-nunca-venceu-um-Grand-Slam, Sharapova e Ivanovic vão chamar atenção e decepcionar novamente. O “retorno” da temporada será o de Dinara Safina, não o de Serena Williams, essa volta só para o US Open e olhe lá. No final da temporada, a Venus anuncia sua aposentadoria e todas fingem de ficam tristes (até porque, ela é mala, ao contrário da Dementieva).

O que o Bellucci vai fazer de bom?


Ele já fez, contratou o Larri Passos. Com todas as boas coisas que fez no ano passado e todas as pancadas que levou pelos vacilos, Bellucci está mais do que preparado para conquistar algo melhor. Isso significa um ATP 500, como aquele que escapou em Hamburgo, entrar de vez no top 20 ou chegar às quartas de um Grand Slam (o mais difícil das três coisas).

Feliz 2011 e muitos aces, fedais, balões, passadas e uniformes de gosto duvidoso!


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Começa o US Open……… SERIES!

Estamos numa fase de marasmo no circuito, após Roland Garros e Wimbledon. São disputados alguns torneios no saibro, de baixa importância, sendo Hamburgo, na próxima semana, um deles. Porém, no fim de agosto começa o US Open e há uma grande temporada norte-americana em quadra rápida muito interessante de acompanhar.

Dez torneios compõem o chamado US Open Series, sendo Stanford, San Diego, Cincinatti e Montreal apenas para mulheres. Os homens disputam Atlanta (que divide esta semana com o saibro de Hamburgo), Los Angeles, Washington, Masters 1000 de Toronto e Masters 1000 de Cincinatti. O último é New Haven, que junta ATP e WTA, para depois, enfim, chegarmos a Flushing Meadows e ao último Grand Slam do ano.

Essa temporada rápida é muito bacana, pois os horários são camaradas, os jogos não são interrompidos por falta de luz natural e o público norte-americano gosta de tênis e interage com os atletas. Os tenistas que forem bem na US Open Series ganham bônus de premiação se chegarem à final do Grand Slam.

Para de comer queijinho, Roger...

No que ficar de olho? Bom, o único título de GS que falta a Nadal é exatamente esse, portanto, o espanhol deve se dedicar bastante. O problema é que, nessa fase do ano, é geralmente quando os joelhos do canhoto começam a reclamar. Federer, como mostraram suas fotos de férias, não está indo regularmente à academia. E, mesmo assim, ele continua sendo um candidato fortíssimo ao título.

Andy Murray é essencialmente um tenista de quadra rápida, então teremos suas melhores performances aqui. Sem falar que essa é a casa de Andy Roddick e seu saque-canhão, o lugar que ele conhece como ninguém. Correndo por fora, mas sempre perigoso, Djokovic.

Os sul-americanos não poderão torcer pelo atual campeão Juan Martín Del Potro. O argentino não joga desde janeiro, pois optou por fazer uma cirurgia no punho ao invés de lidar com as dores por muito tempo. Deve voltar só no fim de setembro, para disputar a semifinal da Copa Davis. De qualquer forma, ele perderá os 2000 pontos pelo título do US Open no ano passado, mais os da taça de Washington, despencando no ranking.

Nem Del Potro vai animar os hermanos em 2010

E o Bellucci? Bom, antes de pensar no US Open Series, ele tem que defender os bons resultados que teve nessa mini-temporada de saibro no ano passado. O brasileiro foi campeão em Gstaad em 2009, e precisa de ótimos resultados para não despencar também. A fatia do ranking em que ele está (entre 20 e 30) é muito acirrada em pontos, e cada resultado interfere drasticamente no ranking. Se ele falhar em defendê-los, pode não entrar como cabeça-de-chave no US Open, e isso seria um grande passo para trás.

Como sempre, uns vídeos no fim para relaxar. Encontrei-os no site da ATP, mas o “Saque e Voleio” também postou. O material promocional do US Open Series conta com esses comerciais/entrevistas. Roddick e Serena falando do Twitter, Federer ensinando uma jogada especial e dicas de culinária do Nadal. Enjoy!

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