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Dia dos Namorados: as primeiras-damas do tênis

Você aí, solteiro, chorando as pitangas porque não tem o que comemorar hoje, pare com isso e venha julgar a namorada alheia. Quem acompanha tênis sabe muito bem quem são as moças que apresentarei aqui, mas fanfarronice nunca é demais. Claro que a vida pessoal dos tenistas não é um assunto sério para ser abordado em entrevistas ou sites sérios (como o que eu trabalho). Por isso, deixo essas coisinhas para o meu blog! Hehehe

Vamos às moçoilas (antes que reclamem, o critério da ordem é o ranking):

Maria Francisca (Xisca) Perello – a mina do Nadal

O tio Toni até escondeu por alguns anos a moça, mas chegou uma hora que não deu mais para disfarçar, já que os tabloides começaram a fotografá-los. Xisca e Rafa namoram há seis anos e se conheceram na escola, já que ela é de Mallorca como ele. Extremamente reservada, a jovem não costuma viajar muito com o namorado, já que trabalha na Espanha, e nunca disse nada sobre o clipe do amado com a Shakira. Nadal também não gosta de falar sobre ela em entrevistas.

Jelena Ristic – a mina do Djoker

Que tal o próprio rapaz apresentá-la? “Ela é muito ambiciosa, tem seus próprios objetivos. Tem diploma em Economia em uma universidade privada de Milão e atualmente está estudando em Mônaco (onde moram). Ela tem me apoiado muito, tem sido a força de energia, de amor. É alguém que me faz seguir em frente”. São cinco anos juntos, que sobreviveram aos rumores (bizarros) que o Djoko estava pegando a Sharapova há um bom tempo.

Mirka Federer – a mina (já casada) do Federer

Mirka, sempre ela no box do maridão, com seu indefectível iPhone. Quem vê a mãe das gêmeas Myla e Charlene Federer (de quase 2 anos) talvez não imagine que, em 2000, ela e Roger se conheceram jogando nas Olimpíadas de Sydney. Com uma aposentadoria precoce, Mirka começou a se dedicar totalmente à carreira do marido e à criação dessas duas coisas fofas.

Essa foto é de setembro... hoje estão ainda mais federizadas

Com a palavra, o homem: “Eu ganhei Wimbledon em 2003 e foi quando ela não sabia o que fazer com sua carreira. Então começou a me ajudar com hotéis e passagens, porque eu não tinha empresários na época. Ela lidou com a imprensa, me protegeu de muitas coisas. Ela me ajudou como pessoa, eu me desenvolvi mais rápido com ela. Graças a Mirka, estive calmo nos momentos importantes da minha carreira. Sempre esteve lá, sempre apoiando. Devo muito a ela”.

Kim Sears – a mina do Murray

Filha de um treinador de tênis, Kim namora com Murray desde 2005. Há dois anos, eles terminaram, segundo rumores (leia-se fanfarronice do “The Sun”), porque ele era viciado em Playstation. No ano seguinte, voltaram e moram juntos em Londres, mais precisamente em Surrey (sim, o bairro dos tios do Harry Potter).

“Eu funciono melhor num relacionamento. No fim do dia, especialmente se perdi um jogo, não gosto de falar de tênis, então é legal ter alguém para falar sobre outras coisas. Quando fiquei mais velho e passei pelo divórcio dos meus pais, foi importante investir bastante num relacionamento bem-sucedido”.

Jenni Mostrom – a mina do Soderling

É sueca, tem um blog no qual fala sobre várias coisas sem muito sentido (e não atualiza há um bom tempo). Gostava de postar fotos dos dois.

Tem 28 anos e disse sim ao pedido de casamento de Soderling há três anos. Para de enrolar a moça, Robin!

 

Brooklyn Decker – a mina (casada) do Roddick

Lá vem os marmanjos fãs de Baywatch babar na mulher. Okay, ela é linda, eu reconheço. Broklyn é modelo-atriz-e-ex-BBB (OH WAIT!) e está casada com o sacador norte-americano.

Ficou famosa por suas fotos sensuais para a Sports Illustrated, fez pontas em séries de TV e está tentando carreira no cinema.

Tentei achar fotos dela com pelo menos três peças de roupa (foi IMENSAMENTE difícil), mas consegui, afinal, é bom às vezes lembrar as pessoas de que o rosto dela também é bonito. rs

Dica da Sheiloka: confira também o post do @gegalli sobre os casais tenistas! Meu favorito é Verdasco/Ivanovic, o ex-casal pipoqueiro.

PS: o torneio de Queen’s, apesar de fortíssimo, não é indicativo de favoritismo em Wimbledon. Afinal, Federer e Djokovic estão descansando. 

PS2: você pode se preparar em quatro torneios de grama. Thomaz Bellucci, alguém com a mesma experiência na grama que eu tenho dançando funk, escolhe o mais difícil. “Ah, mas tem que jogar com os mais fortes mesmo!”. Ótimo, explica isso para o ranking então.

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Preview Roland Garros: oitavas

Toda primeira semana de Grand Slam é meio chata, já que as grandes notícias são mais os favoritos perdendo do que exatamente bons jogos. Vamos então prever o que rola nas oitavas de Roland Garros:

Rafael Nadal x Ivan Ljubicic
Certamente será melhor que do que se o Verdasco tivesse passado. O saque do croata não deve fazer muito estrago no saibro de Paris, mas do jeito que Nadal está gostando de se complicar…

Gilles Simon x Robin Soderling
Após perder nas duplas mistas para Thomaz Bellucci/Jarmila Gajdosova (o jogo mais engraçado que já vi na vida), Simon não é favorito nessa partida, mas uma vitória sua não me surpreenderia tanto. Porém, prefiro que passe o Soderling, porque o Nadal tem mais sangue-nos-olhos contra ele.

Andy Murray x Viktor Troicki
Primeiro, temos que saber se o jogo acontecerá. O Murray torceu feio o tornozelo e ainda não sabe se terá condições. Mesmo em forma, é um jogo difícil para ele. Além de ser um bom tenista, com nenhum golpe excepcional, mas com vários eficientes, o sérvio tem 10x mais garra.

Alejandro Falla x Juan Ignacio Chela
Vou fingir que esse jogo não acontecerá.

David Ferrer x Gael Monfils
Se fosse num Masters 1000 em quadra dura, eu até diria que seria um jogo duro. Mas em melhor de cinco sets, o francês tem muito tempo para inventar demais e dar tudo errado. Ferrer é quase o oposto dele, consistente, calmo e inteligente. Será um bom adversário para…

Roger Federer x Stanislas Wawrinka
Bom, o Soderling foi freguês do Federer até “aquele-dia”, quem sabe não acontece de novo com Stan? Mas depende inteiramente do Roger. Se jogar da mesma forma que nas três primeiras rodadas, o mate-medalhista nem vê a cor da bola.

Fabio Fognini x Albert Montánes
Idem a Falla x Chela.

Novak Djokovic x Richard Gasquet
Tudo para termos a 43ª vitória de Nole na temporada. O Gasquet conseguiu viajar contra o Bellucci, o viajante-mór, imagina contra o Djoko-2011! Mas não custa nada ficar de olho naquele backhand fulminante do francês e no jogo de rede, usado muito contra o brasileiro. Contra Delpo, Nole hesitou muito em subir.

Daniela Hantuchova x Svetlana Kuznetsova
Tudo indica que será muito disputado. Duas tenistas experientes, que não estão lá em cima no ranking, mas podem tirar qualquer coisa da cartola, como Dani tirou contra Wozniacki. Mas sou mais a Sveta, rumo ao bi! (ok, exagero)

Vera Zvonareva x Anastasia Pavlyuchenkova
Muito complicado prever um jogo entre duas russas. Acho que dá Bepa no terceiro set. Assim como o Federer, a número 3 também chegou a Paris meio desacreditada. (quem falar que estou comparando os dois apanha =P). A janela está aberta para ela, até a final, pelo menos.

Jelena Jankovic x Francesca Schiavone
A motivação da JJ é a mesma do Verdasco. Acho que segue a Fran-rumo-ao-bi.

Na Li x Petra Kvitova
O jogo em que a tenista com melhor ranking não é a favorita. Talvez seja mais difícil para a tcheca do que aparenta.

Victoria Azarenka x Ekaterina Makarova
A Makarova adora tirar uma seed, mas a Vika está firme, jogando bem. Grande candidata ao título.

Maria Sharapova x Agnieszka Radwanska
Queria ver a Wickmayer com a Masha, mas não rolou… A russa passa, mas sem atropelo.

Marion Bartoli x Gisela Dulko
Esqueci, mas lembrei! A francesa é #cowonice, mas joga mais que a Dulko. Já basta a argentina ganhando nas duplas.

Andrea Petkovic x Maria Kirilenko
Muuuuuuuuito equilíbrio. Mas eu acredito no moonwalk:

No próximo encontro, já teremos nossos campeões! Ajde Nole e Petko!

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O efeito Indian Wells

O post de hoje é pequeno porque, como vocês devem ter visto no meu Twitter, eu estou trabalhando neste fim de semana. Além disso, pouca coisa aconteceu que mereça muita atenção, mas está quase tudo aqui. Semana que vem, com o campeão e a campeã, o post será grande. #prometo

Fiquei bastante impressionada com a quantidade de atenção e favoritismo que Novak Djokovic está recebendo da imprensa antes do Masters. Acho que nunca o sérvio chegou a um torneio tão prestigiado. Nós sabemos que o Nole é um cara que se empolga com esse tipo de bajulação, mas não podemos prever o quanto sua mente está preparada para discernir entre realidade e oba-oba. Na verdade, acho melhor até que ele não seja campeão.

Roger Federer estreia hoje também e não esperamos nada menos do que ele sempre oferece: jogos que são verdadeiras aulas de tênis, viajadas absolutas para dar aquele susto. Eu assisti ao Rafael Nadal ontem pela TV já sem a preocupação de trabalhar e não gostei muito do que vi, mesmo com o pneu. O espanhol descalibrou novamente o saque e parecia insatisfeito com algumas bolas bobas que errou. Ainda não sabemos qual será o Nadal 2011.

Andy Murray, vamos lá. Minhas respostas às vitórias e derrotas deles são sempre exageradas porque, vocês sabem, eu torço pelo cara. Xingo Murray, como detono o Thomaz Bellucci, pelo simples fato de esperar mais do que eles podem oferecer. Depois da surra que levou do Djokovic, o Murray claramente está sem rumo, sem noção do que fazer, de como melhorar, de onde errou.

Ainda acho que a chave está no aspecto mental, como estava em Djokovic. Mas não adianta mais cobrar isso para agora, ele vai precisar de muito tempo. Afinal, o ano passado dele não foi muito bom também, certo? Acho que está na hora de baixar as expectativas. Já Del Potro parece cada vez mais promissor, mesmo sem apresentações brilhantes. O argentino está confortável em quadra e jogando o básico, de forma eficiente, e está certo. Não adianta querer bater na bola tão forte quanto antes ou arriscar demais. Para ele, o segredo são os pequenos passos.

Hoje tem estreia dos brasileiros também. Acho que Bellucci se complica contra o Benjamin Becker e Ricardo Mello tem boas chances contra John Isner. O grandalhão está numa fase lamentável e o brasileiro é mais forte mentalmente.

E as mulheres? Não pude ver as mulheres, porque ninguém transmitiu! Mas até agora, nada de muito chocante, além das derrotas de Kuznetsova e Na Li. O jogo mais interessante foi a vitória da Safina contra a Hantuchova. Quem sabe a russa não volta ao top 20? Mas acho que esse é o máximo que ela pode alcançar novamente. A nova geração está vindo aí e parece promissora.

Meus palpites para o título: Caroline Wozniacki e Robin Soderling.

(Era para o post ser pequeno, né hehe)

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Recap: Copa Davis

Se você me segue no Twitter, leu as minhas incontáveis mensagens sobre a Copa Davis desde sexta-feira. É um dos meus torneios favoritos por razões que eu já expliquei aqui. Nos últimos três dias, aconteceu a primeira rodada e aqui vão minhas impressões sobre cada confronto:

França 3×2 Áustria

O melhor de todos, na minha opinião, não só por ter ido ao quinto jogo, mas pelas surpresas. Antes de começar, a pergunta era se Jurgen Melzer seria capaz de parar Gilles Simon e Jeremy Chardy, além de dar uma mão a Oliver Marach nas duplas. Daí o canhotão perde pro Chardy na primeira partida e o Simon confirma, dando a entender que a França já havia levado. Porém, a dupla austríaca venceu e Melzer teve sangue-nos-olhos contra o Simon, deixando a decisão nas mãos de Chardy contra Martin Fischer. Para alívio geral da nação francesa, a vaga nas quartas veio na última partida.

Alemanha 3×2 Croácia


Esse foi o resultado que mais comemorei e isso não tem nada a ver com minha torcida para a Alemanha no futebol. É tudo implicância com Ivo Karlovic, um jogador tão limitado que é capaz de piorar o jogo dos adversários em quadra. Marin Cilic fez a parte dele, Kohlschreiber ganhou uma das duas partidas e Petzschner mostrou o quanto é bom ter um jogador bom tanto em simples como nas duplas no time.

Sérvia 4×1 Índia


O placar no final foi elástico, mas os atuais campeões passaram alguns sustos nesse confronto. Primeiro, a viajada total do Janko Tipsarevic, perdendo para Somdev Devvarman (não é um absoluto pangaré, mas né), depois a perda do primeiro set nas duplas que-não-eram-Paes-e-Bhupathi. Porém, mais uma vez, Troicki demonstrou firmeza na Davis e evitou a zebra. Ansiosa para vê-lo jogar duplas com Novak Djokovic nos EUA.

Suécia 3×2 Rússia


Não se enganem, os pontos da Rússia foram feitos quando já não valia mais nada. A verdade é que a antes fortíssima equipe russa tem que pensar com bastante carinho em seu futuro. Mikhail Youzhny já disse que seus dias de Davis acabaram. Nikolay Davydenko mal consegue se firmar no circuito, não se pode contar com ele. Os jovens talentos estão sendo cooptados pelo Cazaquistão. Bem complicado. Olhando a Suécia, Robin Soderling é um excelente reforço, mas insuficiente para ameaçar a Sérvia. No papel, sempre, porque a Davis é imprevisível.

Argentina 4×1 Romênia


Palmas, palmas, muitas palmas para David Nalbandian. Esse cara merece uma estátua em cada quadra de tênis da Argentina. Ele disse que o jogo (que venceu) contra Adrian Ungur foi uma das piores coisas que aconteceram na sua vida, por causa das dores que o acompanham já há alguns anos. Triste constatar, mas o velho Nalba está esgotado e a Argentina precisa mexer os pauzinhos para substituí-lo. Está na hora de Juan Martín dar as caras.

Cazaquistão 3×2 República Tcheca


Em mais um momento Vergonha Alheia, Tomas Berdych mostrou que a onda camisa-amarela definitivamente não dá sorte (certo, Roger?). O tcheco fez bem em se apresentar nas duplas e colocar o país da casa na frente, mas simplesmente não podia perder para Andrey Golubev se não fosse em 70/68 no quinto set. Ainda mais triste é ver um time formado por russos naturalizados avançar, enquanto a tradicional Rússia fica pelo caminho.

Espanha 4×1 Bélgica


Esse confronto serviu para tirar quatro conclusões:

  1. Nadal está recuperado da lesão e bastante a fim de ganhar a Davis.
  2. Ferrer chega cansado a Indian Wells.
  3. Mesmo com baixos e altos, Fernando Verdasco tem mostrado um tênis de qualidade em 2011.
  4. Feliciano López foi capaz de perder para Steve Darcis.

EUA 4×1 Chile


Houve mais emoção nesse confronto do que o esperado. Andy Roddick fazer apenas quatro aces contra o Nicolas Massú já era um mau presságio. Tudo bem que é saibro, mas se o Roddick não for capaz de fazer aces no saibro, imagino quem seja… Então vem John Isner e bellucciza tudo, levando o jogo para o quinto set, ficando esgotado, baixando a cabeça, além de atrasar minha volta para casa. Irmãos Bryan confirmaram, mas não fizeram uma excelente partida, Roddick perdeu o primeiro set contra Paul Capdeville, enfim. O importante é que os EUA enfrentam a Espanha em casa e, caso escolham a grama, dá jogo.

Eu até gostaria de dar palpites para as quartas, mas sem saber o piso e quais jogadores estarão disponíveis, é impossível.

Amanhã começa a temporada de Masters 1000, torneios mais importantes na definição do ranking. Vamos ficar de olho!

 

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Ressaca australiana

No último post, eu falei apenas da final masculina do Australian Open, deixando as mulheres de lado mais uma vez (Sheila, sua machista!). Na verdade, o fato é que estão ocorrendo algumas mudanças na WTA recentemente e todas se relacionam a Kim Clijsters de alguma forma. Então, o primeiro destaque do dia é ela.


Nesta semana, a Clijsters se tornou a nova-antiga número 1 do ranking. A primeira vez que ela esteve no topo foi em 2003 e isso diz muito sobre o circuito feminino hoje em dia. Olhando o top 20, a maioria tem menos de 25 e, mesmo assim, as “velhas” Kim e Na Li foram as finalistas na Austrália. Isso significa que as novatas não têm talento? Não. Na realidade, são as pós-25 que mostram atualmente uma forma física impressionante.

Tirando a Venus Williams e a Justine Henin (que desistiu de voltar, logo a norte-americana deve fazer o mesmo), temos grandes jogadoras hoje em dia em excelente forma num estágio mais ou menos avançado de suas carreiras: Stosur, Schiavone, Pennetta, Kuznetsova, Na Li, até a Zvonareva, que tem cara de menina, mas já tem seus 26… tanto nos Grand Slams, quanto na Fed Cup, que acompanhamos recentemente, essas tenistas foram os destaques. A impressão que dá, quando vemos as partidas, é que a idade não faz diferença na parte física do jogo, mas faz MUITA na parte mental.

Clijsters é a jogadora mais talentosa em atividade atualmente e, quando a Serena voltar… continuará sendo! A Serena é mais forte nos músculos, na garra e na confiança, e isso você não encontra em nenhuma outra tenista da WTA. Mas a Mamãe Kim conseguiu sair da sombra de Henin, pegar um momento propício, sem as Williams, e o aproveitou quase totalmente ao seu favor: US Open, Masters de Doha, Australian Open. Além disso, Kim inspira tanta confiança, que, quando sai atrás no placar, todos sabem que acontecerá a virada. Foi assim em Melbourne e em Paris, na partida que lhe deu o número 1. É simples: não há como dizer que, hoje, ela não é a melhor tenista em atividade.

Porém, onde fica Caroline Wozniacki nessa história? A dinamarquesa pode muito bem recuperar a posição em pouquíssimo tempo e será premiada novamente por sua regularidade e (why not?) seu talento. Certamente, Wozniacki se saiu melhor no posto de número-1-sem-Slam do que Jankovic e Safina, muito devido a seu temperamento calmo e humilde. Wozniacki não é egocêntrica, sabe onde estão as suas falhas e o que deve fazer para melhorá-las, nesse aspecto, ela me lembra o Nadal. É bom para ela ficar fora dos holofotes por um tempo e trabalhar para ser a melhor tenista que pode ser. Antes que me esqueça, como ela estava linda no prêmio Laureus!

Um fator que poderá mudar tudo e jogar esse top 10 de cabeça para baixo é a volta de Serena, cada vez mais próxima. Tremei, WTA!

 

 


No saibro sul-americano… vencem os espanhóis!

Já acabaram Santiago e Costa do Sauípe na turnê sul-americana de saibro, faltando Buenos Aires e Acapulco. Até agora, só os espanhóis fizeram a festa: Robredo no Chile e Almagro no Brasil. Na Bahia, Alexandr Dolgopolov mostrou que não será um nome passageiro (assim como Raonic está fazendo no torneio de San Jose), mas a experiência do “segundo escalão espanhol” tem feito a diferença ainda. Thomaz Bellucci se esforça, mas esbarra em chances desperdiçadas e torções azaradas no pé. O paulista parece que está buscando melhorar seu jogo, não ficar tão dependente de seu saque e forehand, mas o processo é longo e muitos dos drop-shots e voleios que ele tenta são ruins.

De qualquer forma, ele está tentando. O problema é que o circuito não vai ficar sentado esperando Bellucci ser um tenista melhor. O top 30 já escapou, o top 20 parece um sonho já bem distante e é necessário tomar cuidado para o top 40 não ir embora. Quem tem dado boas alegrias são Marcelo Melo e Bruno Soares, campeões em Santiago e no Sauípe. Que os mineiros não percam o embalo e consigam bons resultados em torneios mais importantes.

No resto do mundo, destaque para a boa campanha de Del Potro em San Jose, perdendo apenas na semifinal para Verdasco. O argentino faz muito bem em disputar torneios de quadra dura nos EUA, ao invés de ficar fazendo ralis com os espanhóis por aqui no saibro. Trabalhando dessa forma, Del Potro pode chegar numa boa condição para Miami e Indian Wells.

Winner da semana: Robin Soderling, fazendo o seu e mantendo a quarta posição do ranking com a boa campanha em Roterdã.

Dupla-falta da semana: Andy Murray. Roterdã era uma grande chance para o tri-vice de Slams mostrar que não está abatido e recuperar sua desgastada imagem. Cair na estreia definitivamente não ajudou muito…

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Melhor ator coadjuvante

Senhoras e senhores, estamos aqui para apresentar um prêmio muito importante em nossa cerimônia. Todos sabemos que um bom espetáculo é comandado por seus protagonistas, mas eles não seriam tão únicos se não houvesse os coadjuvantes. Na maioria das vezes, eles são apenas obstáculos no caminho dos heróis, mas podem ser capazes de roubar a cena de vez em quando. Vamos então aos indicados da noite!

a)      Novak Djokovic
b)      Robin Soderling
c)      Andy Murray
d)      Stanislas Wawrinka
e)      Nikolay Davydenko
f)        David Ferrer

E o vencedor é……………………………. NOVAK DJOKOVIC!

Obviamente, a lista de indicados foi feita antes de Nole ganhar o Aberto da Austrália. Levava em conta o fato de Murray já ter feito duas finais de Slam, além dos campeões dos torneios preparatórios. Agora, depois do fim do torneio, podemos riscar o russo sem dó da lista (Davydenko perdeu na estreia). Wawrinka e Ferrer foram muito bem, fazendo bons jogos contra jogadores superiores, mas nada que mereça um prêmio.

Soderling foi a grande decepção do Open para mim. Esperava um jogo duríssimo contra Murray (talvez até que ele vencesse) e mais sufoco contra Nadal. Mas ele simplesmente parou de jogar no meio da partida contra Dolgopolov. O mais curioso é que até o começo do segundo set, tudo indicava que seria uma lavada do sueco, porque ele ganhou o primeiro em menos de meia hora. Mas o tênis sempre surpreende. De qualquer forma, por ter melhorado seu desempenho em relação ao ano passado, ele permanece como quarto do mundo, à frente do finalista consecutivo do torneio. Injusto.

Sobraram então Djokovic e Murray na luta para derrubar os dois monstros. O escocês deu uma tremenda sorte (no papel… é possível que jogasse mais motivado e ligado contra o Nadal) e o número 1 do mundo caiu antes do esperado. Enquanto o sérvio fez uma belíssima partida contra Federer, o ________________ (preencham com britânico ou escocês) esteve MUITO perto de uma derrota ou de ter que ir ao quinto set na semi. Murray não conseguia emplacar uma sequência boa de pontos. Seus games de serviço eram um martírio, até o momento em que ele salvava break-points com o saque. Naquela partida, já era claro quem era o favorito na final.

Nada surpreendeu de verdade na vitória de Djokovic. Talvez o quanto Murray se mostrou acanhado e desequilibrado mentalmente, mas isso não é uma mudança de padrão tão grande para ele. O que mudou consideravelmente nos últimos seis meses foi a postura de Djokovic em quadra. Nada de cabeça baixa, lamentos, reclamações. Aquela partida contra Federer em NY e a Copa Davis parecem ter enterrado de vez aquele menino chorão. Bom para ele e bom para o tênis.

Uma diferença clara que eu vejo entre os amigos-e-rivais-desde-crianças-separados-por-uma-semana-de-nascimento é maneira com que eles lidam com o fator “pressão nacional”. Mesmo que a Inglaterra (ou será só a sua imprensa?) seja um país que dá muito mais importância para o tênis do que a Sérvia, acho que o fio da meada está na personalidade deles. Nole é um cara que gosta de plateia, de estar no centro, de ser o herói sérvio.

Já o Murray sempre tem uma postura de quem quer jogar a partida e sair correndo, vencendo ou perdendo. Ele é um cara introvertido, que não gosta de ter que se expressar daquela forma politicamente correta das entrevistas, de sorrir. Por mais que ele seja grato ao apoio da torcida, a impressão que dá é que ele não gostaria que eles estivessem lá. Prefere estar sozinho, perder sozinho e ganhar sozinho. Talvez por isso a imprensa pegue tão pesado com ele, por querer alguém que “sangre” mais.

Pensando no resto da temporada, vejo Federer e Nadal muito favoritos para Roland Garros e Wimbledon. O US Open é mais propício para surpresas e para o Murray. Agora é esperar se mais algum tenista se candidata ao prêmio de melhor ator coadjuvante até lá.

 

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Os famosos e os tenistas

O Australian Open começa hoje, eu sei. Eu deveria agora publicar um post com os meus palpites, como todo blogueiro que se preze. Porém, eu decidi fazer algo diferente. Não sei se vocês já viram os posts que o Kibe Loco faz nas vésperas do BBB, “somando” famosos para encontrar os sósias dos participantes. Eu decidi fazer o mesmo, mas com as nossas amadas estrelas da raquete que vão brilhar muito na Austrália.

Como vocês podem perceber, tenho preferências por atores de seriados e jogadores de futebol (minha cultura inútil tinha que servir para alguma coisa). Porém, eu JAMAIS conseguiria pensar nisso tudo sozinha! Tive muita ajuda e muitas fontes, todas citadas no fim do post.



BBBIZARRO DOS TENISTAS

Muitos dos sósias são “consensos universais” (redundância fail), como Andy Roddick/Sean William Scott e Tsonga/Ali, mas alguns foram realmente difíceis. Portanto, MUITO OBRIGADA às mentes férteis de Letícia Scalia, Lhys e Marcela Lupoli pela ajuda prestada. O blog Esporte Fino também ajudou com a sacada Federer/Chalita e esse vídeo postado no blog Saque e Voleio em 2007 foi fundamental para relembrar o querido Screech de “Galera do Barulho”.

Agora, se quiserem que eu faça um das mulheres, só deixar um comentário. (HÁ!)

E bora perder noites de sono acompanhando o Australian Open!

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